Chegamos num ponto de conflito aqui: geral acha que a Secom tem que não só divulgar ações do governo, mas trabalhar até pra desmentir fake news em tempo real, com a métrica de sucesso sendo se foi desmentida ou não, mas aí mesmo tempo são contra qualquer TV, rádio ou afins
estatais.
Como vão combater fake news efetivamente sem ter empresa de notícias própria? China e Rússia são ótimas na propaganda e contra-propaganda, mas ambas tem uma rede de canais, rádios e sites em várias línguas e ao redor do mundo pra vender as histórias deles sem dó
Olhem como a Rússia tem gente contratada no mundo inteiro pra fzr propaganda a favor deles e amigos e contra adversários, inclusive com linhas diferentes dependendo do país (na América Latina defendem comunistas, na Europa se vendem como país tradicional contra o progressismo),
já a China quem tá acompanhando a situação de Hong Kong tá vendo como eles tão trabalhando 24/7 para inventar história e distorcer tudo pra piorar a imagem dos caras e melhorar a deles, também em várias línguas, e inclusive pagando gente pra militar.
Reino Unido é 1 pouco pior pq
a BBC tem mais independência, aí faz tanto o papel de propaganda exterior como até interior tbm, sendo parcial até contra forças nacionais deles, mas tbm n deixam de ser usados pelo governo de vez em quando, se for necessário.
Idem pra quase todo país europeu, e aliás não é atoa
que os primeiros a repetir fake news pra prejudicar nosso agronegócio são jornais estatais da Europa, tanto na língua deles como em inglês e até em português. Nós temos gente no Brasil trabalhando em órgãos de propaganda de governos estrangeiros.
Os EUA até tem uma TV estatal nacional, mas é pequena, mas fora do país tem várias rádios e jornais pra fazer trabalho de inteligência e contra-inteligência tbm, como as vários "Radio Free" isso e aquilo.
A gente tem pra isso só a EBC, que tem versão em inglês mas não é nem de
longe tão forte quanto essas aí. E não é questão de dinheiro e tal, pq até país árabe pequeno tem máquinas fortíssimas de propaganda no exterior.
Quem acompanhou o @reaconaria sabe que os militares costumam defender a EBC justamente por 2 motivos:
1 - Ter broadcast em português
nas regiões de fronteira, pra evitar que aconteça lá oq ocorreu no Acre quando era da Bolívia ou o Texas quando era do México, por ex: a cultura local se aproximando de uma estrangeira e afastando da nacional, ameaçando a unidade territorial;
2 - Instrumento de soft-power fora do
país, na mesma linha dos que falei acima.
Sem uma ferramenta do tipo, que é oq a maioria aqui defende (como eu também, em geral, até pq usam pra propaganda mais nacional, como a BBC, e pra dar emprego pra petista), como é que o governo tem como combater fake news? Fazendo nota?
Twittando video curto de alguns segundos? Mas mesmo nesse caso pouca gente vai ver, e mesmo se a imprensa internacional tiver a vergonha na cara de dizer oq estamos dizendo, essa informação só vai chegar no exterior justamente com essas empresas de fake news filtrando elas.
Alguns órgãos que sejam honestos e atuem sem má-fé podem até falar a verdade, mas a maioria mente não sem querer, mas de propósito mesmo.
E até com isso tudo tem vezes que fica difícil, como no caso do Trump e "crianças em jaiolas", uma das maiores mentiras da década.
É fdp d+
A primeira coisa, obviamente, são embaixadas atuarem nesse sentido, mas mesmo elas só vão ter oq dizem repercutido se a imprensa internacional quiser, elas n tem como forçar eles a repetir oq estão dizendo.
No máx eles podem impedir governos estrangeiros d ficarem desinformados
de verdade, mas impedir desinformação por má-fé não tem como.
Talvez pudéssemos ficar sem nada (ou com algo inócuo, como os EUA) aqui dentro, mas com órgãos no exterior espalhando nossas mensagens sem precisar de boa vontade de jornalista fdp.
Seria usado pra propaganda esquerdista em governos de esquerda? Claro, mas eles já tem propaganda
hj de graça sendo espalhada pela fake news nacional e internacional, pq tá tudo dominado mesmo e é improvável mudar.
O melhor, de longe, continua sendo ter órgãos privados conservadores e patriotas tanto dentro quanto fora do país, claro, pois tem muito mais liberdade de atuar e mais estabilidade, em vez de depender de governo.
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