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Aug 24, 2019, 13 tweets

NO AR. Checamos o pronunciamento de Bolsonaro sobre os incêndios na Amazônia. aosfatos.org/noticias/checa…

FALSO. "De todo modo, mesmo que as queimadas deste ano não estejam fora da média dos últimos 15 anos...", afirmou @jairbolsonaro em pronunciamento oficial em rádio e TV. Até julho, a área queimada na Amazônia já era 39% superior à média do mesmo período nos últimos 15 anos.

@jairbolsonaro A área da floresta amazônica queimada este ano também é a segunda maior desde 2006, perdendo apenas para 2016, quando 19.220 km² foram devastados pelo fogo, segundo o @inpe_mct.

@jairbolsonaro @inpe_mct O ano de 2019 está ainda acima da média dos últimos 15 anos quando é considerado o número de focos de incêndio, e não a área queimada. Até julho, foram 15.924 episódios na região, 12,6% acima dos 14.133 da média para o período 2004-2018, segundo o Inpe.

@jairbolsonaro @inpe_mct VERDADEIRO. "É preciso lembrar que naquela região vivem mais de 20 milhões de brasileiros...", disse @jairbolsonaro. O dado citado pelo presidente coincide com o do Censo 2010, que contabilizou 25,4 milhões de pessoas vivendo na área da Amazônia Legal.

@jairbolsonaro @inpe_mct CONTRADITÓRIO. "Espalhar dados e mensagens infundadas dentro ou fora do Brasil não contribui para resolver o problema e se prestam apenas ao uso político e à desinformação", disse @jairbolsonaro, mas ele mesmo recorreu a informações falsas ao falar sobre as causas das queimadas.

@jairbolsonaro @inpe_mct Sem apresentar nenhuma prova, Bolsonaro atribuiu o avanço do fogo ao corte de verbas às ONGs da região pelo Fundo Amazônia. Ele também citou uma teoria da conspiração que usa, ao menos desde 2015, para afirmar que outros países pretendem usurpar a soberania sobre a Amazônia.

@jairbolsonaro @inpe_mct FALSO. "Estamos numa estação tradicionalmente quente, seca e de ventos fortes e que todos os anos, infelizmente, ocorre queimadas na região amazônica. Nos anos mais chuvosos, as queimadas são menos intensas (...)", disse @jairbolsonaro.

@jairbolsonaro @inpe_mct Embora seja verdade que o período atual é de estiagem na Amazônia, o que faz com que os incêndios sejam mais comuns nos meses de agosto a outubro, é errado sugerir que o clima esteja por trás do aumento de queimadas na região neste ano.

@jairbolsonaro @inpe_mct Antes de Bolsonaro, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já havia tentado atribuir o fenômeno a fatores climáticos, mas a hipótese foi refutada pelo Ipam (Instituto de Pesquisa da Amazônia).

@jairbolsonaro @inpe_mct Em nota técnica, técnicos do Ipam afirmaram, com base nos dados do CHIRPS (Climate Hazards Group InfraRed Precipitation with Stations), que a umidade na região amazônica é a maior dos últimos três anos e que as queimadas estão sendo causadas pela alta do desmatamento.

@jairbolsonaro @inpe_mct Segundo os cientistas, os dez municípios amazônicos que mais registraram focos de incêndios foram também os que apresentaram as maiores taxas de corte da floresta. A mesma relação não é observada quando se compara os municípios onde menos choveu.

@jairbolsonaro @inpe_mct Douglas Morton, chefe do Laboratório de Ciências Biosféricas do Centro Goddard de Voo Espacial da Nasa, agência espacial americana, afirmou que o padrão das nuvens de fumaça geradas pelas queimadas indica que elas têm correlação com o corte raso de floresta na região.

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