Tentando acertar o momento da recessão, assim pressionar ainda mais os “salvadores do mundo” pós-2008 (os Bancos Centrais), há o confrontamento da ideia de Schumpeter, que os ciclos duram de 8 a 10 anos, com o ponto de Samuelson, que os ciclos são obras de ficção científica.
Há a inevitabilidade do reconhecimento de que o poder emana realmente daquele capaz de influenciar diretamente o bem-estar e a vida das pessoas, mesmo que artificialmente, como no período em que foi formado deliberadamente o cataclísmico subprime model.
Do outro lado, as verdades absolutas históricas vêm sendo dizimadas pela realidade e posto escolas e operadores em constante negação. A insistência em não aceitar a transformação piora ainda mais o ambiente.
Modelos preditivos obsoletos não passam de exercícios inócuos de futurologia. O desejo enlouquecido de acreditar na capacidade infinita de resgate pelo “Estado”, representando pelas “independentementes” autoridades monetárias cegou uma (ou várias) geração de donos da verdade.
A revolução nos meios de produção e consumo já deveria ter posto em questionamento as aferições de PIB, potencial e por consequencia hiatos de produto e dinâmica inflacionária. Perdemos o medo no senso comum, apoiados na falsa afirmação de que seremos resgatados no matter what.
É natural que busquemos espaço para acomodar o tsunami de recursos que (ufa!) busca a indústria de investimentos. O fluxo gigantesco de recursos alocados nos mercados mais líquidos do mundo (juros), não têm qualquer relação com a realidade da dinâmica econômica nem com o “ciclo”.
Estamos lutando para criar o convencimento coletivo de que a nova normal é ver postes urinando em cachorros, esperando que o odor do movimento jamais contamine o ambiente. Deveríamos ser questionar mais e ter menos convicção, mas fomos engolidos pela soberba! Pena! E um perigo!
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