Gregório Grisa Profile picture
Secretário de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (SASE) do Ministério da Educação. Segue no Instagram também: @grisagregorio

Aug 24, 2019, 9 tweets

São muitas as fragilidades do texto.

Elenco algumas: i) dar a entender que gastos obrigatórios são passíveis de decisões alocativas das instituições; ii) tomar a fotografia orçamentária de uma saída de recessão para falar em falência. IFES e hospitais federais, 0,8% do PIB. 1/n

iii) exemplificar a questão salarial com o topo da carreira docente (titular) sem fazer menção a outras carreiras do judiciário e do legislativo que, por vezes, com ensino médio e apenas graduação recebem mais do que um professor doutor; 2/n

iv) não explicar que boa parte dos gastos obrigatórios são com aposentadorias e que os novos professores, nomeados depois de 2013, já tem como teto da aposentadoria o teto do INSS, o que distensiona o gasto obrigatório no médio e longo prazo; 3/n

v) silenciar sobre o fato de que não faz parte da cultura empresarial brasileira o investimento em ciência e educação em instituições públicas e que as universidades já podem receber e captar recursos sem problemas (segunda publico artigo sobre isso no The Intercept). 4/n

Mas tão grave quanto essas fragilidades é a linguagem e a pretensão do jovem deputado. Classifica como "ideológico" o argumento de setores que apreciam o tema de maneira diversa. É um movimento contemporâneo que acomete um setor de “moderninhos”, o da imunidade ideológica. 5/n

Eles se pensam imparciais, neutros e isentos. Curioso é esse discurso vir acompanhado da defesa do Future-se que além mal elaborado, é embasado em premissas ideológicas (gestão das IFES é ruim, setor privado é "sempre" mais eficaz", bla, bla, bla). 6/n

Sobre o Future-se escrevi esse artigo para o EL PAÍS Brasil (brasil.elpais.com/brasil/2019/08…). No texto da próxima segunda-feira irei aprofundar a análise sobre esse programa do governo Bolsonaro. 7/7

E ao mencionar o exemplo da Inglaterra, não aponta os limites da comparação entre os sistemas e esconde que para pesquisa o financiamento das universidades é público em maioria. Aqui a pesquisa está nas Ifes.

Sobre ideias para melhorar a gestão das universidades. Participei dessa matéria dividida em 4 reportagens, links das outras no fim dessa. Não custa lembrar que nada seria melhor do que a economia crescer. >> gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emp…

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