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A delícia de viver o carnaval do Rio de Janeiro, na rua ou na Sapucaí. Por Bernardo Pilotto.

Jun 2, 2020, 11 tweets

Na data de hoje o estupendo compositor Mauro Duarte estaria completando 90 anos. Com essa bela ilustração do artista paranaense Jonas Lopes, segue o fio

Excelente melodista, Mauro foi parceiro de Elton Medeiros, João Nogueira, Paulinho da Viola, Walter Alfaiate, Eduardo Gudin e Paulo Cesar Pinheiro, entre outros. Bolacha, como era chamado pelos amigos, é um dos grande nomes do samba carioca.

Mineiro de Matias Barbosa, Mauro veio para o Rio de Janeiro ainda criança e foi logo morar em Botafogo. Entrou para o mundo do samba a partir do contato com os blocos carnavalescos do bairro, ainda nos anos 1940. Ele é parte de uma geração de grandes sambistas que moravam por ali

Entre esses nomes, estão Paulinho da Viola, Pica-Fumo, Mical, Walter Alfaiate e Zorba Devagar.

A carreira musical de Bolacha começou a deslanchar nos anos 1960, quando substituiu Paulinho da Viola na apresentação do show Rosa de Ouro.

Mesmo assim, só muito depois foi conseguir viver exclusivamente da música. Para comemorar cada melhoria que o dinheiro oriundo dos direitos autorais lhe dava, ele nomeava os eletrodomésticos e outros bens com o nome das suas músicas.

Uma das principais intérpretes das composições de Mauro Duarte foi Clara Nunes. Afinal de contas, ele compôs alguns de seus maiores sucessos: Canto das Três Raças, Lama, Menino Deus, Meu Sapato Já Furou e Portela Na Avenida.

Além de Clara, suas músicas também foram gravadas por outros grandes nomes da MPB, como Elza Soares, Elizeth Cardoso, Paulinho da Viola, João Nogueira e Alcione. Com Cristina Buarque, gravou um álbum em 1985.

Mauro Duarte tinha uma intensa relação com o carnaval. Em Botafogo, participou dos blocos Mocidade Alegre de Botafogo, Gaviões, Funil, Barbas e Foliões de Botafogo. Compôs sambas para outros tantos, como Clube do Samba e Simpatia É Quase Amor.

Ele também compôs sambas em homenagem a várias escolas de samba, como Imperatriz Leopoldinense, Império Serrano, Mocidade, Salgueiro, Beija-Flor, Mangueira, Caprichosos de Pilares, União da Ilha do Governador, Vila Isabel e Portela. Quase todos foram gravados por Alcione.

Mauro faleceu em agosto de 1989, por conta de um câncer de fígado. Uma das homenagens que recebeu foi o nome de uma praça no bairro onde morou e viveu intensamente, a partir de articulação de Walter Alfaiate, Alfredinho do Bip Bip e do então vereador Eliomar Coelho.

Além de nome de praça, Mauro Duarte teve sua obra gravada em álbuns lhe dedicados exclusivamente, do grupo Samba de Fato e de Walter Alfaiate. Seu legado segue vivo nas suas composições e também através de suas filhas Eliane e Marcia, presença frequente em rodas de samba do RJ.

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