Um dos maiores gênios nascidos neste país, Tom Jobim, disse certa vez "Sucesso, no Brasil, é a pior das ofensas pessoais." Disse isso em função das críticas que ele recebia de brasileiros por se mudar para os EUA e ter feito sucesso por lá. Digo isso para falar do atual Flamengo.
O único sucesso que o brasileiro respeita é o seu próprio, ou de algo a que ele se sinta pertencido. Para o sucesso dos outros, é só inveja, desconfiança, aversão, ódio mesmo. Brasileiro gosta é do underdog, do coitadinho, do fracassado, do medíocre. Aqui, fez sucesso, vira alvo.
O Flamengo fez seu dever de casa financeiro. Atravessou anos duríssimos, sem títulos, raspando em rebaixamentos. Era o clube com a maior dívida do futebol brasileiro. Deu uma volta por cima histórica, exemplar. Hoje é o clube mais rico do país, e o mais bem sucedido nos gramados.
Em qualquer lugar do mundo isso seria digno de admiração, de orgulho, e de servir como referência aos adversários. Aqui, não. A imprensa não esconde o ranço pelos empresários que colocaram o clube onde está. Existem rubro-negros, pasmem, que afirmam ter vergonha desta diretoria.
De adversários e jornalistas, vemos desconfiança - "a conta vai chegar" ou "de onde vem o dinheiro?", despeito "com todo esse dinheiro fica fácil", desprezo "arrogantes", "egoístas". Se vc é bem sucedido no Brasil e quer defender seus direitos vc é desumano, ganancioso e egoísta.
Infelizmente, quanto mais sucesso o Flamengo tiver, e mais distante ficar dos adversários, mais será perseguido, odiado, difamado, insultado. Nossos detratores não querem que os outros cresçam para competir em pé de igualdade com o Flamengo, nos querem medíocres como os demais.
Fiz este fio para sugerir a quem me segue: não se troquem com nossos inimigos. É tudo que eles querem. Querem nos atingir. Querem se promover às nossas custas. Querem se mostrar virtuosos porque "lutam contra os poderosos". O Flamengo precisa muito de nós para continuar no topo.
Temos que ser superiores dentro e fora de campo. Lá fora e aqui nas redes. Financeiramente, esportivamente, moralmente. Na hora em que atacamos um jornas maldoso, ou um suposto rubro-negro que diz ter vergonha da diretoria, estamos vitimizando quem nos agride. Que falem sozinhos.
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