Nota pública do movimento SOS Floresta do Camboatá sobre a "audiência pública" que deveria ter ocorrido ontem. #SOSFlorestadoCamboata
(adicionarei o texto contido na foto nos próximos tuítes)
"A suspensão da audiência pública virtual onde seria debatido o projeto do autódromo do Rio de Janeiro, na noite de ontem (07/08/2020), após pouco mais de 30 minutos de iniciada, sob a alegação de "motivos de força maior", poderia causar perplexidade.
Poderia, não fosse este apenas mais um ato de uma tragédia anunciada. Como diria o Barão de Itararé, 'de onde menos se espera, dai é que não vem nada mesmo'. O fiasco da noite passada é apenas mais uma amostra do desrespeito para com o interesse público, que tem sido o tom dos
principais interessados no empreendimento. A forma como vêm conduzindo o processo, de maneira açodada - ou "pisando fundo", como eles mesmos gostam de dizer - e o festival de irregularidades e ilegalidades nas decisões e preparativos para esta audiência, não poderia ter tido
outro resultado. Desde a utilização de uma ferramenta de formulários eletrônicos simplória — que se mostrou
inadequada logo nos primeiros dias de inscrição - até a disponibilização de uma plataforma de videoconferências com limite máximo de 100 pessoas, quando sabiam que havia
mais de 200 inscritos para fazer uso da palavra, tudo parecia preparado para não dar certo. E não deu. Sem falar
na inexistência de informações sobre o projeto e os estudos de impacto ambiental no site - "falha"
só corrigida nos últimos dias, graças intervenção do
Ministério público — e na mudança repentina do canal de transmissão da audiência, sem aviso algum às centenas de pessoas que aguardavam no
link divulgado durante 15 dias. Necessário registrar que tais fatos não poderiam ocorrer sem a anuência, conivência ou desleixo dos agentes
públicos responsáveis pelo licenciamento ambiental. Ao se portarem como
promotores do empreendimento, perdem a imparcialidade e a credibilidade para exercerem as
funções inerentes aos seus cargos.
O secretário de estado do Ambiente e Sustentabilidade, Altineu
Côrtes, o diretor de Licenciamento do Instituto Estadual do Ambiente, Fábio Coutinho, e o presidente da Comissão Estadual de Controle Ambiental, Mauricio Couto, têm dado sucessivas demonstrações
de não estarem à
altura das atribuições pelas quais respondem. A despeito da guerra de liminares que já se instaurou na seara judicial, o Movimento SOS Floresta do Camboatå permanecerá atento, diligente e a postos, para defender os patrimônios
natural e público da Cidade do Rio de Janeiro.
Reiteramos o que é evidente pelo nosso lema: Não somos contra o empreendimento! Porém, é inaceitável que ele seja construido a partir da destruição de uma área de Mata Atlântica com centenas de espécies, algumas delas tendo ali talvez o seu último refúgio na cidade.
O AUTÓDROMO TEM ALTERNATIVAS. A FLORESTA NÃO! PELA PRESERVAÇÃO DA FLORESTA DO CAMBOATÁ.
QUE O AUTÓDROMO SEJA EM OUTRO LUGAR."
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