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Aug 17, 2020, 30 tweets

Planetoides
Sempre ouvimos falar sobre planetas mas não tanto a respeito dos planetoides, apesar de termos um velho conhecido que é um. Segue o fio que falaremos melhor a respeito.
#ExtensaoRemotaUFMG
#AstroThreadBr

Primeiro vamos as definições: a palavra planeta, nada tem a ver com plano, como algumas pessoas erroneamente insistem em dizer.

Sua origem é do grego πλανήτης [planεːtεːs] que significa viajante, porque eram os objetos no céu que mudavam de posição, diferente das estrelas que não mudavam.

Inicialmente, o Sol e a Lua também eram considerados planetas, até o século 17 que constataram que o Sol era uma estrela e a Lua um satélite natural.

Para ser considerado um planeta existem pré-requisitos a serem cumpridos, é necessário para catalogar os corpos celestes por tipos.

Em 24 de agosto de 2006 a União Astronômica Internacional teve uma assembleia e aprovou uma resolução dizendo que um planeta é um corpo celeste que está em órbita ao redor do Sol, +

tem forma determinada pelo equilíbrio hidrostático (arredondada) resultante do fato de que sua força de gravidade supera as forças de coesão dos materiais que a constituem e é um objeto de dimensão predominante entre os objetos que se encontram em órbitas vizinhas.

Com isso, temos oito planetas no Sistema Solar: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, nessa ordem da órbita mais interna à mais externa.

Plutão perde o status de planeta que lhe havia sido atribuído por ocasião de sua descoberta como resultado de uma errônea avaliação de suas reais dimensões.

Mas afinal, o que é um planetoide? Bom, basicamente é um objeto astronômico que possui uma órbita ao redor do Sol mas não pode ser classificado como planeta, nem como cometa.

Acredita-se que existam mais de 100 planetoides, ou planetas anões, por aí, e aqui citaremos 5. Começando pelo querido Plutão (gigante em nossos corações)

Plutão foi nomeado em homenagem ao deus romano dos mortos e das riquezas, foi descoberto em 1930 por Clyde Tombaugh, numa órbita além da de Netuno e a princípio foi definido como planeta. Seguindo os critérios para ser um planeta, ele orbitava o Sol.

Quanto ao tamanho, por ser um objeto brilhante, publicações respeitadas da década de 60 estimavam que o planetoide seria do mesmo tamanho da Terra mas com menor massa e densidade.

Quando descobriram Caronte, satélite de Plutão em 1978, as coisas começaram a mudar. O estudo do movimento de Caronte ao redor de Plutão permitiu determinar que sua massa é apenas dois milésimos da massa da Terra e que a lua tinha metade do tamanho do até então planeta.

Plutão tem outros quatro satélites, Nix e Hydra, descobertos em 2005, além de Cérbero e Estige, que foram descobertos em 2012.

Com 2274km de diâmetro, ele é maior que asteroides mas bem menor que a Lua, que, por sua vez, tem o diâmetro de 3476km. Com essas considerações veio o questionamento se Plutão podia ser chamado de planeta.

Essa discussão teve início em seguida, com altos e baixos de intensidade (ver Boletim da Sociedade Astronômica Brasileira, vol. 18, pp. 39-42, 1999).

Afinal, chamar Plutão de planeta não causava danos a ninguém e, continuar a chamá-lo de planeta evitava semear confusão entre os estudantes e professores de todo o mundo de maneira desnecessária. Sim, iam deixar ser chamado de planeta pra evitar fadiga.

A NASA eviou a missão New Horizons para ajudar a entender os mundos na fronteira do Sistema Solar, fazendo o primeiro reconhecimento do planeta anão Plutão e aventurando-se mais profundamente no distante e misterioso Cinturão de Kuiper - uma relíquia da formação do sistema solar.

Quando Horizons foi lançada em 19 de janeiro de 2006, Plutão ainda era um planeta, e quando chegou em 14 de julho de 2015, ele não era mais.

Ceres foi nomeado em homenagem a deusa romana da colheita. Descoberto em 1801 pelo astrônomo Giuseppe Piazzi, foi o primeiro objeto descoberto do Cinturão de Asteroides – região entre as órbitas de Marte e Júpiter.

Até 2006, quando foi enquadrado na categoria de planeta anão, Ceres era considerado um asteroide. O Hubble mostrou que ele é parecido com alguns planetas, como Marte e Terra.

Humea possui o formato mais distinto deles, sendo nomeado em homenagem a deusa havaiana do nascimento e da fertilidade, enquanto os outros são referências à mitologia romana.

A explicação para esse formato é que o planetoide possui uma das rotações mais rápidas do Sistema Solar, completando cada volta em seu eixo a cada 4 horas, isso é 1/6 do tempo que a Terra conclui um dia.

Já a translação é bem mais devagar, leva 285 anos terrestres para completar uma órbita ao redor do Sol.

Descoberto em 2005, foi inicialmente batizado com o codinome não-oficial de “Coelho da Páscoa”. Reconhecido como planetoide em 2008, foi batizado Makemake, nome da deusa da fertilidade Rapanui – nativos polinésios da Ilha de Páscia do Oceano Pacífico, pertencente ao Chile.

A alusão à abundância é porque os astrônomos encontraram sinais de nitrogênio, etano e metano congelado na superfície do planeta. Sua órbita ao redor do Sol demora 310 anos para completar.

Éris foi considerado brevemente o décimo planeta do Sistema Solar quando avistado em 2004, sua descoberta sendo apenas confirmada em 2005.
O grande responsável por desencadear o debate que rebaixou Plutão, foi batizado como Éris, deusa grega da discórdia.

Inicialmente pensaram que Éris era maior que Plutão, mas segundo dados mais recentes, o planeta anão pode ser um pouco menor que Plutão.
Acredita-se que a sua temperatura varia entre -212 °C e -241 °C e sua órbita ao redor do Sol leva 557 anos.

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