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Aug 29, 2020, 28 tweets

M42: A Nebulosa de Órion

A Messier 42, mais conhecida como Nebulosa de Órion, é a segunda nebulosa mais próxima da Terra, está a uma distância de apenas 1.565 anos-luz, perdendo apenas para a Nebulosa da Hélice, que está a cerca de 695 anos-luz de nós.

A M42 é o local de nascimento de estrelas mais observado pelos astrônomos e astrofísicos devido a sua proximidade e por possuir uma fácil localização.

Situada pouco abaixo do Cinturão de Órion, seu brilho até permite vê-la a olho nu. Para o hemisfério sul, ela é melhor observada em dezembro, pouco depois do crepúsculo a leste.

O primeiro registro fotográfico da Nebulosa de Órion foi realizado em 30 de setembro de 1880 nos EUA, pelo astrônomo Herry Draper (1837-1882), é primeira fotografia de nebulosa já feita, com exposição de 51 minutos e usando um telescópio refrator de 279 mm de abertura.

E, em 1882, ele conseguiu registrar outra foto da nebulosa, dessa vez mais nítida que a anterior. A Nebulosa de Órion veio mesmo a revelar suas estruturas somente com as imagens do grandioso Telescópio Espacial Hubble (TEH).

Fruto de uma parceria entre a NASA e a ESA, o TEH foi lançando em 1990 na órbita baixa da Terra, a cerca de 569 km de altura, acima da atmosfera o suficiente para evitar distorções e tirar fotos de alta resolução.

Seu nome é uma homenagem ao astrônomo Edwin Hubble (1889-1953), conhecido por sua descoberta da expansão do universo.

O TEH tem comprimento de 13,2 m e diâmetro de 4,2 m, é equipado com um espelho primário de 2,4 m, possui espectrógrafos que abrangem o espectro do infravermelho ao ultravioleta, câmeras, sensores de orientação e dois painéis solares de 2,45 m x 7,56 mcada(massa total de 11.110kg)

O TEH realizou uma série de observações entre novembro de 2004 e abril de 2005 que geraram 520 imagens em dados, usando filtros fotométricos com sua câmera avançada de pesquisa no canal WFC (AC/ WFC, na sigla em inglês) em exposições que variaram entre 385 a 420 segundos [...]

cobrindo quase toda a nebulosa. Usando um algoritmo, de nome Py-Drizzle, foi possível remover as partículas de raios cósmicos e deixar as imagens mais claras. O resultado foi uma imagem com um mosaico estelar que gerou um catálogo com mais de 3.200 fontes estelares identificadas

As fontes são candidatas a estrela única, binária, disco protoplanetário ou galáxia.

A formação de estrelas é melhor observada em aglomerados, nas proximidades do Cúmulo do Trapézio, um asteriano (padrão estrelar reconhecido a partir da Terra) formado por quatro estrelas mais destacadas da nebulosa.

O Cluster (agloremerado globular) da Nebulosa de Órion foi escolhido para focalizar o TEH por apresentar volumes e massas que possibilitam o estudo ótico da mosoico estelar.

Para analizar e quantificar a formação de estrelas na região, dois métodos foram usados: um que compila a função de luminosidade e ajuda a enteder o tempo de evolução do sistema estelar-membro e; o outro é diagramar as estrelas do Cluser em H-R (gráfico de luminosidade por [...]

classificação estelar e temperatura) para proporciona leituras mais precisas de idades e massas individuais.

Além disso, utilizando métodos de filtragem, algumas imagens do TEH mostram claramente 178 fontes de discos protoplanetários que emitem brilho por estarem ionizadas ou por estarem refletindo a luz da nebulosa.

A Nebulosa de Órion é parte do grupo denominado Regiões HII que são nuvens de hidrogênio Ionizado, prótons e elétrons livres, que se formam próximo a estrelas cujas temperaturas estão entre cerca de 10.000 K a 33.000 K.

Estrelas nessa faixa de temperatura emitem fótons ultravioleta, radiação energética o suficiente para ser absorvido por átomos de hidrogênio e dar energia ao seus elétrons para escaparem do núcleo e ionizar o gás.

Quando um elétron livre é capturado novamente por um núcleo de hidrogênio, ele perde energia emitindo fótons predominante na frequência da cor vermelha, o que explica a coloração avermelhada dessas regiões.

A M42 ainda tem muito o que nos apresentar, com a tecnologia do TEH, ela nos revelou estruturas processos intermediários a formação planetária e de protoestrelas.

Estamos prestes a lançar telescópios espaciais mais precisos que o TEH, como o James Webb da NASA, com previsão de lançamento de março de 2021, ele promete inovar e complementar os feitos do Hubble.

Fontes: 1. Karin M. Sandstrom, 2007, A PARALLACTIC DISTANCE OF 389þ24 21 PARSECS TO THE ORION NEBULA CLUSTER FROM VERY LONG BASELINE ARRAY OBSERVATIONS. disponível em: iopscience.iop.org/article/10.108….

2. Joseph L. Hora, 2006, INFRARED OBSERVATIONS OF THE HELIX PLANETARY NEBULA. Disponível em: iopscience.iop.org/article/10.108….
3. Pedro Ré, A Primeira Fotografia de Uma Nebulosa. Disponível em: astrosurf.com/re/first_nebul….

4. Francesco Palla, 1999, STAR FORMATION IN THE ORION NEBULA CLUSTER. Disponível em;iopscience.iop.org/article/10.108…
5. Hubble Space Telescope. disponível em: spacetelescope.org.

6. L. Ricci, 2008, THE HUBBLE SPACE TELESCOPE/ADVANCED CAMERA FOR SURVEYS ATLAS OF PROTOPLANETARY DISKS IN THE GREAT ORION NEBULA.Disponível em: iopscience.iop.org/article/10.108….

7. Kepler de Souza Oliveira Filho & Maria de Fátima Oliveira Saraiva, 2008, O Meio Interestelar. disponível em:astro.if.ufrgs.br/ism/ism.htm.
8. Wikipédia,2020, Estrela, pt.wikipedia.org/wiki/Estrela.

9. NASA, The Hubb vs Webb. disponível em:
jwst.nasa.gov/content/about/….

10. NASA, jul. 2020. disponível em; nasa.gov/feature/goddar…

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