Bom dia!
Hoje decidi aproveitar a manhã para partilhar convosco 3 histórias reais que ilustram a meritocracia associada ao processo de selecção para os quadros de uma universidade privada num curso de medicina dentária (4 cursos privados) ou veterinária (2 privados) em Portugal.
1) Susana (nome fictício) está no 3.º ano do curso numa faculdade pública. A meio do 1.º semestre é convidada para leccionar uma cadeira do 1.º ano na universidade privada que abriu recentemente. Alunos serão ± da idade dela.
Algo inesperado, mas o pai é amigo do(a) reitor(a).
2) Artur (nome fictício) acabou o curso na pública, e o futuro sogro, que lecciona na mesma faculdade, quer que ele seja assistente de uma cadeira.
Reúnem-se os presidentes dos conselhos pedagógico e científico, que vetam esta nomeação.
Meses depois, Artur é professor na privada.
3) Roberta (nome fictício) concluiu o curso na pública com alguma dificuldade, sendo que a média de curso foi das mais baixas no ano dela.
Depois de uns anos frustrantes como clínica (expectável), falou com o pai.
Hoje em dia é a coordenadora das pós-graduações na privada.
O curso de medicina é particularmente exigente. Prepara profissionais para que estes possam, de acordo com o que aprenderam, abordar os casos que lhes são apresentados com o rigor analítico que lhes é requerido.
O exemplo das outras privadas não me assegura tal seja exequível.
A título de curiosidade, deixo-vos aqui uma história extra, desta feita sobre os futuros profissionais que ali serão formados.
Sérgio (nome fictício) está no 4.º ano do curso na privada. Normal, apesar de ainda não ter concluído o ensino secundário (falta-lhe matemática do 12.º).
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