Enquanto governo, o PT não priorizou reforma política e tributária. Também não propôs uma reforma administrativa razoável, com foco no ajuste de distorções e simplificação das negociações do governo com as categorias. Em muitos momentos adotou uma política licenciosa de pessoal.
Quando digo licenciosa não me refiro a realização de concursos (hoje temos 30 mil servidores ativos a menos do que em 2018), que são necessários em muitas áreas, mas na prática de reajustes escalonados para anos futuros sem foco nas carreiras com menores salários e sem plano.
Muitos aperfeiçoamentos infraconstitucionais poderiam ter sido feitos, mudanças nas carreiras com altos salários iniciais e que chegam muito rápido ao topo, revisão de critério de progressão, mudanças na lógica de reajuste em ano de recessão, entre outras coisas.
Essas lacunas permitiram que o governo Temer (super austero) desse aumentos salariais para inúmeras categorias em 2016 em plena recessão, aumentos inclusive para o judiciário que tem média salarial bem maior do que o executivo. Alguns aumentos vieram até 2019.
Agora estamos diante dessa aberração de reforma proposta por um governo que odeia servidor público e odeia a Constituição Federal de 1988. Na carona dessa oportunidade política, setores interessados no sucateamento/redução do estado e seus analistas preferidos se deliciam.
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