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Sep 18, 2020, 20 tweets

O traço característico do estado e do governo consiste no uso da coerção violenta, ou na ameaça de usá-la sobre aqueles que não estão dispostos a ceder "voluntariamente".

Mas mesmo esta opressão violenta também se baseia no poder ideológico.

Quem pretende aplicar a violência necessita da cooperação voluntária de algumas pessoas. Um indivíduo que só possa contar consigo mesmo jamais poderá governar por meio da violência física.

Necessita do apoio ideológico de um grupo a fim de subjugar outros grupos.

O tirano precisa ter um séquito de adeptos que obedeçam, voluntariamente, a suas ordens. Esta espontânea obediência lhe proporciona o aparato necessário para dominar os demais.

O sucesso ou o fracasso de sua dominação depende da relação numérica de dois grupos:

Dos que apoiam voluntariamente e dos que ele domina pela força. Embora um tirano possa governar durante algum tempo apoiado numa minoria, estando essa minoria armada e a maioria não, em longo prazo uma minoria não consegue manter submissa a maioria.

Os oprimidos farão uma rebelião para se libertarem do jugo do tirano.

Um sistema durável de governo tem que estar baseado numa ideologia aceita pela maioria. O “verdadeiro” fator – as “forças efetivas” que sustentam o governo e que atribuem aos governantes o poder de usar...

violência contra grupos minoritários renitentes – é essencialmente ideológico, moral e espiritual.

Os governantes que não reconheceram este princípio básico de governo e, confiando na suposta invencibilidade de suas forças armadas, menosprezaram o espírito e as ideias...

foram finalmente depostos por seus adversários.

Quem interpreta o poder como sendo o poder físico ou “real” de se impor, e considera a ação violenta como a própria origem do governo, vê as coisas do ângulo estreito de um oficial subalterno no comando de uma unidade do...

exército ou da polícia. A estes subordinados é atribuída uma tarefa específica, na estrutura da ideologia dominante.

Seus chefes confiam à sua responsabilidade tropas que não apenas estão equipadas, armadas e treinadas para o combate, como também imbuídas do espírito de...

obediência às ordens recebidas. Os comandantes dessas unidades menores consideram este fator moral como
algo natural, porque eles também estão animados pelo mesmo espírito e nem mesmo podem imaginar outra ideologia.

O poder de uma ideologia consiste precisamente no fato de que as pessoas a ela se submetem sem hesitação e sem escrúpulos.

Para o chefe do governo, entretanto, as coisas são diferentes.

Ele precisa esforçar-se para preservar a moral das forças armadas e a lealdade do resto da população, uma vez que estes fatores morais são os únicos elementos “reais” sobre os quais repousa a duração do seu domínio. Seu poder definha, se a ideologia que o suporta perde a força.

A ideologia e os intelectuais são peças fundamentais na sustentação do estado.

Tão logo uma agência de proteção se torna um monopolista territorial – ou seja, um estado – ela deixa de ser um protetor genuíno e se transforma numa máfia de extorsão.

E em consideração à resistência da parte das vítimas deste esquema de extorsão, um estado necessita de legitimidade, de justificação intelectual para o que ele faz.

Quanto mais vai aumentando o esquema de extorsão do estado – isto é, com cada aumento adicional em impostos e...

... regulamentações – maior se torna essa necessidade de legitimação.

Para assegurar a predominância do correto pensamento estatista, um monopolista de proteção irá utilizar sua posição privilegiada de operador de um esquema de extorsão para estabelecer rapidamente um monopólio da educação.

O monopólio da educação é a esta altura um problema tão grande quanto o sistema monopolizado de proteção e justiça. Na verdade, a educação, pesquisa e desenvolvimento governamentais são o instrumento central pelo qual o estado protege a si próprio da resistência do povo.

Hoje em dia, intelectuais são tão, ou até mais, importantes, do ponto de vista do governo, para
a preservação de seu status quo, do que juízes, policiais
e soldados.

Veja, não adianta "odiar" algo e ao mesmo tempo acreditar que esse algo é a realidade, o normal.

E acreditar que viver fora disso é um sonho, quando na verdade é o contrário.

Você está vivendo dentro de uma ilusão.

A verdadeira ordem social não emana do estado.

É PRECISO CORRER DA MENTALIDADE ESTATISTA.

O estado é apenas um instrumento ideológico de manutenção perpétua.

*Trechos retirados do "Ação Humana" e do "O Que Deve Ser Feito".

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