Em março publiquei sobre a pandemia tratando de tragédia grega, Iluminismo, marxismo, naufrágio do Titanic e outras coisas.
Mas quero trazer aqui um trecho específico de como a igreja primitiva cristã tratou da peste que assolou Roma.
Segue o fio.
mementomori.blog.br/blog/como-lida…
1. O século III d.C encontrou uma Roma destruída por uma moléstia terrível, que chegava a levar cinco mil pessoas em um único dia, tanto cristãos quanto não-cristãos. A diferença, contudo, foi como ambos os grupos reagiram (LEE, 2020).
2. Os não-cristãos expulsavam seus entes queridos de casa, jogando-os ainda vivos nas estradas, acreditando evitar a propagação da doença. Pensavam primeiro em si mesmos, num instinto de autopreservação.
3. Já a reação cristã foi diferente, pois tomaram, os cristãos, a praga como educação e teste, segundo o historiador Dionísio, tratando dos doentes, mesmo com risco de contrair a doença. E isso de fato aconteceu, levando muitos dos que zelavam pela saúde alheia à morte.
4. Cuidaram dos enfermos com amor e atenção, preocupados com o próximo mais do que consigo, aceitando o risco de suas ações e vivendo conforme seus princípios, mas sem a temeridade de se entregar a um perigo imotivado por fanatismo ou vaidade.
5. Com isso o cristianismo se expandiu pelo exemplo para os não-cristãos que buscavam entender qual seria a fonte de tanta virtude diante do perigo.
A igreja primitiva mostra que a carne e frágil, mas o espírito é indestrutível.
Num momento de grande egoísmo e ódio propagados pelas redes sociais, existe a oportunidade de se opor a isso pelo bem. Em vez de segregar, unir. O exemplo arrasta mais do que as palavras.
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