Eu estava estudando sobre a teoria das 12 camadas de personalidade.
Olavo diz que a maioria dos Brasileiros estão na 4 camada, e os sofrimentos e objetivos dessa camada estão relacionados ao afeto e a afirmação da própria personalidade em relação a outras pessoas.
É uma camada bem comum nos adolescentes.
O sofrimento dessa camada é não se sentir amado, não ser aceito, ser rejeitado por um grupo.
Na quarta camada a pessoa também está buscando a satisfação, mas sob uma modalidade mais sutil que é a satisfação emocional, a que chamamos
De felicidade. É a busca da felicidade e a fuga da infelicidade.
É um período de intensa busca de autossatisfação. Veja por exemplo que adolescentes buscam insistentemente situações que lhes pareçam estimulantes: festas, esportes, passeios, às vezes até encrencas e aventuras.
Isso é a busca da felicidade.
A felicidade pra essa camada está fora, e não dentro. É um fim concreto a ser buscado.
Nesta camada, o indivíduo se coloca como alguém muito especial, que tem direito a praticamente tudo.
Tudo ele acha que é pessoal, que é auto-referente, ele acha que tudo diz respeito a ele. Ele não consegue entender que existe um mundo objetivo que está acontecendo independentemente do que ele está sentindo.
Se na fuga da dor e na busca do prazer ele permanecer nesta camada, é comum tentar se desintegrar no mundo em busca de curar uma carência, cedendo à sensibilidade. Isso é simbolizado pela inclinação à luxúria ou à gula —
Quando se lança nos prazeres, o sujeito se sente afagado e acolhido. Se sente feliz!
Mesmo que seja uma camada comum aos adolescentes, grande parte dos brasileiros estão aqui.
Enxergam qualquer crítica como um ataque pessoal e possuem uma carência enorme, querem agradar...
a todos.
Quando olhamos para as pessoas, vemos que uma grande parte de suas motivações é obter um certo tipo de reconhecimento dos seus atos, dos seus afetos; é uma necessidade aguda de ser reconhecido. Essa é uma das coisas que mais marcam a psicologia coletiva do brasileiro.
Nessas pessoas, tudo dói, tudo é uma ferida, uma chaga aberta. Nunca vimos um povo tão dolorido, no qual tudo dói: um olhar feio dói, uma palavra dita de um modo transversal dói, etc.
Mesmo que você lhes fale com educação, muitas pessoas terão dificuldade de entender que o...
mundo não gira ao redor dos seus afetos em formação, do seu desejo interior profundo, quase patológico, de receber validação por meio do olhar do outro.
Outro exemplo para esclarecer as motivações da 4ª camada é você dizer para a moça que trabalha na sua casa que você não...
gosta de batata muito assada, e ela receber isso de modo muito sensível e sentimental e começar a achar que você não gosta mais dela, que vai demiti-la.
A pessoa se fere porque você falou algo absolutamente objetivo. Um pedido desse, feito a uma pessoa na 4ª camada, vai fazê-la
pensar imediatamente: “Fulano não gosta de mim. Isso é implicância; qual a diferença entre a batatinha mais ou menos assada? Isso é só porque eu sou…”. Essa frase “É só porque eu sou…” Complete como quiser: homem, mulher, pobre, rico, branco, preto, etc.
essa demanda vem justamente da afetividade mal formada. Uma pessoa que ainda tem dúvidas se é amada, ou se é capaz de amar, terá uma instabilidade na sua forma afetiva.
O mais normal seria que a pessoa experimentasse, na sua fase de desenvolvimento infantil, um certo
tipo de amor quase incondicional que vem da sua estrutura familiar, do seu pai e da sua mãe. Mesmo os órfãos podem perceber, no seu ambiente, essa capacidade de amar.
Um problema causado pela falta de afeto, falta de estrutura familiar e falta de autoridade que resulta
em pessoas emotivas, sensíveis, mundanas, materialistas, consumistas...
Depois disso eu lembrei da ideia do Hoppe de que a família é a principal instituição da sociedade e que o estado a corrompe completamente de diversas formas.
O estado corrompe a família e indiretamente cria pessoas materialistas, consumistas e ultra sensíveis.
Eu já disse: O mercado é um meio.
O capitalismo não é um ordenamento moral! Ele apenas fornece os meios para os fins dos agentes, sejam esses fins morais ou não.
Não é culpa do capitalismo se os fins pretendidos pelos indivíduos são "ruins", "imorais" ou "irracionais".
Não é culpa do capitalismo que os indivíduos sejam materialistas.
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