Vou compartilhar uma história pessoal que envolve o motivo pelo qual passei por tudo que passei nos últimos tempos. No último ano inteiro, eu estive envolvida em um relacionamento amoroso com um homem casado acreditando que ele estava se separando para ficarmos juntos.
Foi um ano conturbado de muitas idas e vindas. Eu não estava feliz, e sempre pedia que se resolvesse antes e me procurasse depois. Acredito ser importante compartilhar minha perspectiva, já que minha experiência contradiz a narrativa contada por ele em suas redes sociais.
Desde que nos conhecemos, ele me assegurou repetidamente que estava em processo de separação e que desejava construir uma vida comigo. Ele expressou seus sentimentos, compartilhou seus planos futuros e afirmou que estava em transição de seu relacionamento atual.
Ao longo do último ano, compartilhamos momentos íntimos, construímos uma conexão profunda e acreditávamos que estávamos caminhando para um futuro juntos. Sua dedicação e carinho me levaram a confiar em suas palavras e acreditar que ele estava agindo de forma honesta e verdadeira
Em um fatídico dia de fevereiro, sua esposa faleceu. Uma semana antes ele estava em meu apartamento pedindo q eu continuasse a esperar por ele. Mas a partir da tragédia que aconteceu, fui me deparando com informações contraditórias que me fizeram questionar tudo q vivemos até ali
Até hoje ainda é muito difícil aceitar que os eventos tenham se desdobrado dessa maneira. Meu coração foi partido em milhões de pedaços. E isso é um lembrete de que as pessoas podem ser complexas e suas ações nem sempre são previsíveis.
Eu tive que passar por muitos processos internos para chegar até aqui viva. Neste momento, estou focando na minha cura pessoal e tentando compreender as circunstâncias que nos levaram a essa situação dolorosa. Não é fácil.
Sei que não existe um manual para viver o luto, e que cada um reage as suas dores da forma que consegue. Mas através da superexposição que ele deu à sua própria tragédia familiar, ele foi contraditório a muitas coisas que me disse, a muitas promessas que me fez.
E eu nunca me senti tão enganada na minha vida.
O holofotes estavam todos virados para ele e foi um claro caso de espetacularização do seu sofrimento. O viúvo do twitter ganhou muitos seguidores às custas da minha sanidade, expondo uma história q não parecia real para mim.
Até hoje não sei o que foi real. Entrei em surto. Fui diagnosticada com estresse pós traumático, depressão severa que levou a automutilação e tentativa de suicídio. Eu carreguei uma culpa que não era minha e isso fez eu querer que tivesse sido eu, não ela.
Tiveram fatos bem curiosos que até hoje, 6 meses depois, ainda me fazem questionar POR QUE.
Por que postar essas coisas sabendo que eu veria, e que identificaria como coisas que (eu achava) que eram exclusividade nossa?
O vídeo do violão foi postado enquanto eu estava internada numa clínica psiquiátrica vivendo um dos piores momentos da minha vida. Entre outras postagens. Enfim.
O que eu quero dizer é que a bagunça é tão grande que não sei quanto tempo ainda levarei pra digerir tudo isso. Não sei, se quer, se conseguirei. Eu nunca fui tão honesta e aberta com alguém na minha vida. E até nos seus dias mais obscuros eu estava lá para ele.
Mas todas as vezes que eu realmente precisei dele, nunca pude contar com ele. Quando lembro disso penso que estava tão cega que eu mesma não enxergava o buraco que cavei com meus próprios pés.
É preciso lembrar que amor e a empatia são fundamentais em tempos difíceis como esse. E eu tenho essa coisa que colocar as necessidades dos outros à frente das minhas. E foi sendo assim, que eu me perdi de quem eu era. Sentir tudo que eu senti sozinha foi o que me matou.
Calar isso comigo por tanto tempo foi o que me adoeceu. E eu já morri tantas vezes que, só por hoje, eu não quero mais morrer.
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