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VAMOS PROVAR PELA HISTÓRIA

Foi há pouco mais de meio século, em um compromisso pelo emblemático Staples Center, quando o Golden State Warriors ensaiava os seus primeiros recados para a NBA.
Embora, na visão de alguns, o processo estivesse adiantado por temporadas anteriores, existiam pilares a serem moldados – enquanto outros sequer eram descobertos.
O compromisso se desenrola da forma como a franquia nos acostumou atualmente, mesmo com Stephen Curry muito distante de alguns atributos que reverberam seus arremessos contemporâneos e eloquentes. Klay Thompson, famigerado pela mecânica calibrada, contribui com 38 pontos.
A luxuosa vitória por 125 a 94 sobre o Los Angeles Lakers marca a estreia dos Dubs em 2013-14, mas pôde facilmente ser minimizada pela ausência de Kobe Bryant e sobrecarga em Pau Gasol, rodiziado do início ao fim por Andrew Bogut, David Lee e Jermaine O’Neal.
Sob comando de Mark Jackson, o tímido protótipo de Oakland ainda precisaria se desenvolver na sombra californiana da franquia mais vistosa do basquete mundial e de seu vizinho, o Clippers, debruçado mercadologicamente sobre as estrelas dos recém-chegados Chris Paul e Doc Rivers.
O saudosismo pelas épocas de Joe Fulks, Wilt Chamberlain, Rick Barry, Nate Thurmond e Chris Mullin já não surtem mais o mesmo efeito. É preciso provar algo novo.
O desfecho de 51 vitórias e 31 derrotas, posteriormente eliminado em sete jogos pelo Clippers, passa a ser visto como um período de transição para a dinastia. Nem mesmo a demissão de Jackson trouxe ares de turbulência à organização.
Com a orquestra passando a ser regida por Steve Kerr, o trabalho de perímetro é aperfeiçoado, o garrafão ganha a característica da versatilidade (efeito Draymond Green) e, meteoricamente, o troféu Larry O’Brien sobrevoava a Golden Gate de maneira inquestionável. Para alguns.
Sem o suporte de Kevin Love e Kyrie Irving, lesionados, o Cleveland Cavaliers mede esforços pela revanche. Era preciso provar que estaria à altura do adversário completo, mas o Warriors demonstra interesse prioritário em algo ainda mais simbólico: desafiar a história.
Com o estabelecimento do recorde de vitórias da temporada regular e a unanimidade de Curry entre os votos para MVP, a defesa pelo campeonato parece desgastada. O nº de derrotas nos playoffs, para fins de comparação, é o mesmo obtido nos 82 jogos da fase classificatória: nove.
O revés sofrido diante dos fãs e de LeBron&Cia esboça o primeiro enredo disputado de uma série desequilibrada, propondo ao traumatizado Warriors impedir que seu samba morra ali.
Semanas depois, o clima de fim de domingo é destituído por Kevin Durant em levar seus esforços para a Baía de São Francisco. O contrato flexível coroa o trabalho do GM Bob Myers e apresenta para a NBA um elenco com quatro postulantes ao HoF, ainda sedentos por novos capítulos.
Naturalmente, a franquia triunfa por duas temporadas consecutivas. Na última, em especial, passa a conservar a pontualidade, demonstrando intensidade nos momentos mais apropriados para usá-la.
Compreende, por exemplo, que já não é mais necessário buscar a melhor campanha na temporada regular para provar que, de fato, é a mais qualificada. Seria um aprendizado com 2015-16 ou simplesmente um alinhamento com a famosa frase de Michael Jordan, separando “homens de meninos”?
Se o lema do lendário ala-armador do Chicago Bulls perpetuou pelo vestiário do Warriors, dificilmente saberemos. Ao menos me inspirou para esta reflexão, haja vista a semana que estamos vivendo. Na quarta, chocou o Denver Nuggets, gastando os cartuchos de energia quando preciso.
Na sexta, por sua vez, outra atuação superior a 140 pontos, que legitima o fato da vitória sobre os ex-líderes do Oeste, dois dias antes, não se tratar de um caso à parte.
E, pelo visto, quer chocar ainda mais a partir deste sábado, de volta ao lugar do “primeiro passo”, e com o ineditismo de cinco atletas no auge, em busca do three-peat. Não somente eu, você, todos os seus fãs e haters, mas, cada vez mais, ela: a história. #imawarrior
@StephenBrasil30 @Curry30Brasil @stephenzinho @durant35br @CornetaWarriors @NBAdoPovo @MatchupBR @camisa_23 galera, se puderem dar uma moral ao nosso texto, agradecemos! 👊
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