Tudo a postos para o debate do @GiveAVote_EU
Ainda estamos em discursos. Sad. Nunca mais começa
Vai começar pelas políticas de integração e vizinhança.
Pergunta para a @lidiafopereira: acreditam numa Europa de nações ou numa Europa federal?

Resposta: o PSD acredita numa Europa de profunda integração
Acrescenta a @lidiafopereira: o grande desafio é manter uma Europa unida (parece-me que o sentido da afirmação é, antes de crescer, consolidar o tamanho e as competências atuais)
Bem a @lidiafopereira a dizer que a campanha pro-europeia não pode acabar a 26 de Maio, que é uma visão de longo prazo e uma luta que não se pode desleixar
Mesma pergunta para o @jdalbuquerque, do PS.

Resposta: a maior parte das críticas à UE está relacionada com falta de presença dela, não excesso. A tendência deve ir no sentido de corrigir as críticas, logo dar mais competências/capacidades à UE.
O exemplo dado pelo @jdalbuquerque é o da zona económica e monetária. A resposta à crise foi mais fraca por haver menos capacidade da UE para agir.

Outro exemplo: o Parlamento Europeu precisa de ter poder de iniciativa legislativa
Segue-se o @LuisVPMonteiro. Diz que há aspetos em que precisamos de mais Europa, outros em que precisamos de menos
O @LuisVPMonteiro (faltou dizer que é do BE, mas já sabiam isso) enuncia vários aspetos positivos da UE (Erasmus um deles), para acrescentar o "mas" - precariedade laboral, falta de capacidade de investimento público por causa do Tratado Orçamental
O @LuisVPMonteiro atribui à crise financeira e ao tratado orçamental a razão pela qual "a união europeia foi ruindo".

Conclui: é importante manter a soberania no estado nação para escapar à União neoliberal
Segue-se Jorge Ribeiro do @Partido_PAN, que é assertivo a dizer: o PAN quer mais Europa.
Enuncia vários problemas da UE:
- Distanciamento relativamente ao eleitorado
- quebra dos valores humanitários com a crise migratória
- excesso de tecnocracia
- desleixo no plano ambiental
"Propomos uma Europa mais coesa territorial e socialmente", diz Jorge Ribeiro.
Acrescenta o reforço da democracia participativa e a alteração "muito importante" da forma como olhamos para a economia - liga isto ao clima.
Olhar para economia baseada no comércio justo, com empregos verdes e circular e sustentável
Segue-se a CDU, Laura Tarrafa. "Temos assistido aos mais diversos aprisionares da soberania nacional nos vários setores"

Fala de estatísticas do peso da indústria no PIB, ligando isto à pertença à UE.
Laura Tarrafa diz ainda que a democracia não veio com a UE, mas com a revolução. Diz que o projeto de futuro foi criado no 25A e se chama constituição da República portuguesa.
Deixa a crítica por não ter sido perguntado se queríamos fazer parte da UE.
"Uma Europa democrática não pode tirar fundos da PAC para o militarismo, para a guerra e para a defesa de fronteiras."

"Temos assistido a uma UE que nos tem aprisionado nas liberdades mais básicas"
"É possível termos uma Europa que seja melhor para os jovens e para os trabalhadores deste país"
Segue-se Filipa Ferraz, do @_CDSPP. Diz que o CDS é europeísta mas não federalista.
Explica que o CDS é europeísta com base em dois princípios: da subsidiariedade e da proporcionalidade.
Por último, João Bola, do Aliança. Diz que não é uma questão de mais ou menos Europa, mas de melhor Europa
Fala de alargar o modelo Erasmus "a outras faixas da população: jovens trabalhadores, por exemplo."

Diz também que falta coesão europeia na cultura na Europa. O exemplo dado é o custo de entrada em museus em toda a UE
"A Europa tem estrangulado o mar com as suas políticas de pesca". É preciso fazer melhor (não disse como).
Fim da primeira ronda. Está a ser um excelente modelo. Palmas, @GiveAVote_EU
Vamos começar a discutir política externa.
Pergunta ao João Bola, Aliança. Será que a UE deve ter uma política externa comum?
João responde com falhas na política de vizinhança, e diz que isso demonstra a necessidade de uma política externa europeia - vou assumir que é um sim
Bom, agora fala na chegada à Roménia como uma fronteira externa da UE. Acho que está a confundir os limites de Schengen com os limites da UE.
O João acaba a intervenção dizendo que era bom uma política externa comum, mas não vinculativa
Agora Filipa Ferraz, CDS. Fala na importância da política europeia de vizinhança se voltar também para os países da CPLP e Portugal ser uma peça chave nessa estratégia
Refere a importância da política de vizinhança para consolidar democracias e instituições fora da UE
Refere o papel da Política Externa de Vizinhança em reforçar a segurança da UE.

Remata dizendo (não explicitamente) que não deve haver uma política externa comum vinculativa. "Cada estado tem as suas particularidades".
A Marta, moderadora, pede resposta sobre adesão de Turquia e Ucrânia. Filipa não se compromete com sim nem com não
Vamos agora ao PAN, ainda na mesma temática. O PAN entende necessária uma política externa comum - foi muito assertivo nisto Jorge Ribeiro
Fala de migrações. Diz que estão a ser usadas para criar divisões internas, e que será importante ter uma política para os países de origem dos migrantes que passe pelo comércio justo e pelo fim da "externalização dos danos ambientais".
O @LuisVPMonteiro é taxativo: obviamente que não deve haver uma política externa comum. Diz ainda que isso está ligado à questão do exército europeu, "que seria desastroso" porque põe em causa o projeto europeu como cooperação e solidariedade entre os povos
Dá também uma ideia, espero não estar a interpretar mal, que é: vamos primeiro garantir democracias cá dentro e depois fazemos intervenções, em uníssono, lá fora
"Não podemos ter uns poucos a decidir aquilo que são as vontades dos povos da UE"
Agora @jdalbuquerque. Salienta que política externa comum já existe, o problema é saber se deve ser vinculativa. Diz que não haver capacidade da UE ter uma voz una dá origem às críticas da UE como vazio político, como estrutura incapaz
Critica profundamente o acordo celebrado com a Turquia relativamente a repatriamento e "estancamento" de migrantes, dizendo que traiu os valores humanistas da UE
Acaba com a relação UE-África, dizendo que é preciso acabar com a lógica de dominação da UE e criando uma relação mais igual
Segue-se Laura Tarrafa da CDU. Diz "não" a uma política externa comum vinculativa.
Está a falar da política agrícola, dizendo que na Europa de leste se sentem muitas desigualdades. Verdade, mas não era esse o tema.

Moderadora redirecciona, Laura remata: "Soberania mas com toda a solidariedade internacionalista"
Acaba a @lidiafopereira. Diz que o PSD defende uma política externa comum (mas não clarifica se é uma de carácter vinculativo)
Pede que se distingam, de uma vez por todas, migrantes económicos de refugiados. Quanto aos primeiros, não cabem cá todos. Quanto aos segundos, sim.
A @lidiafopereira apresenta ainda a ideia de "plano Marshall" para África. Refere as alterações climáticas como grande causa de pressão migratória em direção à Europa
O próximo tema é o combate à desinformação. Pontapé de saída da Laura, CDU
"Quando entramos numa união europeia que nos aprisiona os nossos direitos mais básicos"

Não posso ficar neutro, WTF??
Esta afirmação acima é usada para justificar como "normal" que as pessoas se deixem convencer por desinformação
Está aqui a ser misturada a Diretiva dos Direitos de Autor como atentado à democratização do acesso à informação.
Laura diz que se combate a desinformação "mostrando que a União pode ser diferente."
Acrescenta que o combate também se faz dando condições de vida às populações. Diz que falamos muito de poder trabalhar fora mas pouco de poder trabalhar cá
Segue-se Filipa Ferraz, CDS. Começa por dizer que é muito importante estarmos todos informados, e ligando isso a uma maior qualificação
"Num mundo em que existe liberdade de expressão a desinformação é um risco inerente"
Diz que é inaceitável limitar a liberdade de expressão para tentar controlar a desinformação
Mais uma vez uma mistura da Diretiva dos Direitos de Autor para falar em responsabilização de plataformas pela desinformação. Não, não, não.
Fala agora o @LuisVPMonteiro. Apresenta o código de conduta do BE nas redes sociais
Muito centrado na transparência e no compromisso dos próprios partidos em não produzirem desinformação
Volta a misturar a Diretiva dos Direitos de Autor. Santo Deus. A Diretiva não é para parar desinformação. Moderadores, come on!
Vai a @lidiafopereira agora. Começa pelo papel de cada um de nós em verificar as fontes que lemos
OBRIGADO @lidiafopereira por clarificares que a Diretiva não está relacionada com desinformação.
Posição da @lidiafopereira quanto à Diretiva: nim. Diz que é preciso esperar pela transposição. Clarifica que o propósito é o de tornar mais justa a remuneração de novas formas de criação artística
Menciona os diversos projetos de fact-checking que existem a nível europeu como uma forma de responder ao problema
Termina com um apelo a dizer sim à Europa no dia 26 de maio, já que vai ter de sair.
Fala agora Jorge Ribeiro do PAN. Fala na necessidade de os media ganharem cultura digital e saberem comunicar na era digital. Diz também que acreditam no apoio a projetos de verificação de factos
Fala sobre o apoio a Open Science, o uso de software open source
Agora João Bola do Aliança. Ataca os outros partidos pela falta de comunicação dos eurodeputados e dos partidos quanto à União Europeia.
Apresenta agora a proposta do eurodeputado-sombra, do manifesto do Aliança. Medida gira, se não implicasse ter as 21 pessoas da lista do Aliança a acompanhar, a tempo inteiro, durante os próximos 5 anos, os eurodeputados. Veremos se isto é para cumprir
Também o João vai sair e faz o seu apelo ao voto.
Termina esta ronda o @jdalbuquerque, clarificando também que a Diretiva dos Direitos de Autor não vem resolver a desinformação.

Diz o João que o caminho não pode ser a censura, criticando propostas de agência públicas de verificação da informação
O @jdalbuquerque apoia o @LuisVPMonteiro na questão de os partidos se terem de comprometer com uma conduta transparente.
Fala ainda sobre riscos de saúde pública devido a desinformação, ex vacinas - muito bem.
Diz que a formação obrigatória em literacia mediática e literacia digital é um dos caminhos. Educação feita na escola.
Perguntas da audiência. Comecei eu: um comentário sobre desinformação e NÃO ligar isso à Diretiva de Direitos de Autor, e pedi para falarem sobre as políticas ambientais, que foram quase ignoradas.
Perguntas sobre exército europeu, uma sobre ambiente e a questão aviões/comboios, e sobre políticas de pensões na UE
Responde o @LuisVPMonteiro:

sobre exército europeu, a UE nunca precisou de exército porque tratou de pôr o social a manter a paz. "Precisamos é de uma Europa dos povos que não se faz com a força das armas"
Sobre o ambiente, o @LuisVPMonteiro diz que temos de apostar num modelo de reconversão energética. Nova visão sobre os padrões de consumo, mas não chega. Relação do consumo com economia, necessidade de nova economia.

UE pode ter um papel através dos fundos comunitários
Pede ainda uma economia que dá menos atenção à competição com os outros pólos comerciais e mais atenção ao impacto ao ambiente
*impacto no ambiente. Sorry, estou cansado
Fundo de pensões: "é mais um projeto liberal". Contra, naturalmente.
Segue-se Filipa Ferraz, CDS.
Criação da União da energia, cumprimento das metas já acordadas.

Novas medidas: Sines como hub de GNL europeu. Reduzir barreiras aos produtores de energia, liberalização dos mercados da energia
Sobre exército europeu: NATO. Portugal deve estar seguro via essa pertença. Fundo de Defesa Europeu deve ser reforçado.
Mar e economia azul (não ouvi esta pergunta): reforço do financiamento de apoio na "economia azul", apostar em R&D voltado para o mar
Um comentário para mim sobre algo que não disse
Vai agora Laura Tarrafa, CDU. Começa por falar da manifestação pelo clima como prova do interesse dos jovens pela política
Diz Laura que a UE tem apostado na liberalização e na mercantilização do ambiente, CDU não se revê.
Fala sobre os tratados de livre comércio como fonte de dano ao ambiente. Fala no roteiro para a neutralização carbónica português para criticar a diminuição da produção pecuária prevista.
Esta última parte para concluir que a UE tem exportado os danos ambientais em vez de realmente resolver os problemas ambientais.
Sobre o exército europeu: não devemos ter orgulho na presença na NATO porque é uma herança do Estado Novo.

Sobre liberalização das pensões na UE: contra
Um apelo ao voto pela Laura, CDU. Mistura aqui que Portugal só não tem 22 eurodeputados porque as outras forças chumbaram. "Assim se vê quem defende Portugal na UE em vez de defender a UE em Portugal"
Vai Jorge Ribeiro, PAN. Começa pelo exército europeu. Rejeitam, são pacifistas.

Ambiente: 1 das 2 grandes preocupações dos jovens, segundo eurobarómetro.
Propostas:

Reformulação do modelo económico, de um linear para um circular.

Apostar numa mobilidade pública, sem combustíveis fósseis, ligeira (bicicleta, p.ex) e ferrovia
Abandono de produção eletricidade com base em carvão e nuclear.

Sobre pecuária intensiva, que é responsável por grandes danos ambientais: parte do orçamento usado neste setor seja aplicado em agricultura biológica.
Termina com um apelo ao voto, "pelo ambiente" e pelo combate aos extremismos.
Por último, @jdalbuquerque, que começa com um burn sobre ficar até ao fim (3 dos 7 participantes já foram embora)
Fundo europeu de pensões: não. A propósito disso, avança com a mutualização do subsídio de desemprego na UE.

Exército europeu: nim. Reforçar cooperação, não só militar mas também judicial e policial.
Registo fotográfico dos lugares vazios, parece o Conselho nos tempos do de Gaulle (os verdadeiros euronerds vão entender)
O @jdalbuquerque sobre o ambiente: com grande crítica sobre tentativas de correção dirigidas às pessoas. Diz que é preciso focar isto nas empresas que poluem. Fala da externalização da poluição que a UE (e o ocidente) tem promovido.
Fala também no modelo de desenvolvimento. Não podemos ter todos uma casa de várias assoalhadas com lindo jardim, tipo subúrbio americano. É insustentável.
Termina com um apelo. Responsabiliza os líderes pela necessidade de mobilizar as pessoas e responder aos problemas que os jovens identificam como essenciais.
E assim me retiro. Espero que tenham gostado.
@threadreaderapp Um pequeno resumo para o ID-Europa
id-europa.eu/2019/05/01/afi…
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