Permita-me desenhar.
Ontem, as pessoas queriam a pele de Dallagnol por conta dos diálogos publicados pela Sauna Intercept. Hoje, essas mesmas pessoas apostam todas as fichas em Dallagnol na PGR, como se ele fosse a última reserva moral da Laca jato. 👇
Pro braço midiático do establishment, pouco importa o assunto em questão, tudo tem q ser usado para jogar merda no Bolsofrência. Deltan na PGR? Nitro indicou um sujeito q tem diálogos cabulosos com Moro pra prender inocentes. Deltan fora da PGR? Nitro contra a lava jato.👇
É um jogo de perde-perde. Deltan não é o q importa. A única coisa que importa é enfraquecer BolsoVader junto aos BolsoTroopers nas ruas.
A mesma coisa vale para lei do abuso de autoridade.👇
Se o Nitro vetar tudo, ele é um autoritário jogando pra militância populista. Se ele veta parcial, é um traidor do povo e defensor dos ladrões poderosos. Ñ importa o q faça, a narrativa sempre será torcida em desfavor do presidente.
Continuem ouvindo essa gente É preparem o KY!
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Eu fiz um comentário aquiescendo com esse post do Walter e acrescentando que é um grande erro o desdém da direita bolsonarista pelo MBL. E como os gênios reagem? Como se eu tivesse defendido algum tipo de aliança ou aproximação com o partido deles...
Bem, isso já começa errado porque duvido que o próprio MBL tenha algum interesse nessa aliança.
A questão é: o @MBLivre evoluiu de um movimento da Vila Madalena para um movimento nacional organizado, que conta com um partido, intelectuais, lideranças, quadros e militância. E sem ter participado de eleição alguma, o partido já sairá em 26 carregando 4 milhões de eleitores, isso só entre os menores de 24 anos. Bolsonaro perdeu para Lula por 2 milhões de votos.
O MBL se institucionalizou e isso lhe dá força e será decisivo para seu crescimento nas próximas 3 eleições. Ao lado do @partidonovo30 , ele será a força principal esvaziando as fileiras bolsonaristas até 2030.
Bolsonaristas, se querem sobreviver como força política de direita, ainda que muito diminuída, no sistema nacional (e hoje eu acredito que eles não querem e que optaram por ser fagocitados pelo centro), deveriam aprender algumas lições com o MBL e não ter essa atitude de avestruz, enfiando a cabeça no buraco que o perigo vai embora se não olhar para ele. O desdém para com o MBL é um erro estratégico, mais um para a coleção de erros do bolsonarismo que trouxe a direita a essa situação deplorável em que se encontra.
Algumas lições sobre as quais a direita bolsonarista deveria refletir:
1⃣ O MBL quer o poder.
Essa é a lição número um que a direita bolsonarista nunca entendeu. A direita nunca quis o poder. Jair nunca quis o poder. Ela queria sucesso eleitoral e cargos eletivos. Os mais ambiciosos confundiram isso com poder, e os mais modestos e realistas entenderam que isso era apenas emprego.
Bolsonaristas, a começar pela família Bolsonaro, nunca viram a política como a disputa pela conquista hegemônica do poder, mas como um plano de aposentadoria. O MBL quer o poder, não apenas os cargos nominais, e em vários níveis de profundidade no Estado, na sociedade e na opinião pública. E isso condiciona todo o resto, da organização estratégica aos objetivos táticos de curto prazo. É o que mantém a unidade e a disciplina quando as lideranças fazem opções pragmáticas aparentemente incoerentes.
2⃣ Organização.
Isso não precisa nem de muita explicação. A desorganização em todos os âmbitos e esferas é o flagelo do bolsonarismo. A começar pela própria família Bolsonaro, que não se entende, faz e diz coisas contraditórias entre si.
O exemplo da implosão da articulação com a esquerda cirogomista no Ceará é paradigmático. Mas a relação com @tarcisiogdf é outro exemplo. @FlavioBolsonaro e Jair têm a visão clara de que Tarcísio é fundamental para o projeto de sobrevivência familiar e para salvar o pouco capital político que resta ao bolsonarismo, mas Juba&Lula, os irmãos problemáticos, não perdem uma oportunidade de atacar o governador de SP e outros aliados importantes. Carlos, por exemplo, anda por SC queimando o filme de @jorginhomello, o governador do seu partido, aliado do seu pai, com quem ele deverá dividir o palanque em 26 e de cujo apoio Flavio depende.
Mas é isso é apenas o sintoma da total falta de estrutura.
O MBL tem diretórios estaduais e municipais, núcleos estudantis em universidades e escolas. Todos disciplinados, educados com as diretrizes do movimento e prontos para agir em conjunto numa mesma direção. Foi assim que organizaram a coleta de assinaturas para montar o partido, é assim que dão visibilidade nacional e apoio às tretas e denuncias de suas lideranças locais.
3⃣ Fomento de lideranças.
Ao contrário da autofagia bolsonarista, o MBL fomenta lideranças locais. Os líderes nacionais do movimento não temem o protagonismo das novas lideranças, ao contrário, as incentivam, coordenam, dão subsídios intelectuais e midiáticos, visibilidade... O "empreendedor" local do MBL é um herói do movimento, não um traidor, como acontece no bolsonarismo.
O massacre digital ordenado contra a @anacampagnolo ilustra bem o que estou falando. Uma liderança local bem estabelecida, com o maior trabalho de base conhecido dentro do bolsonarismo, com pauta e atuação própria, com articulação junto a outros partidos e lideranças políticas do estado, com um mandato de resultados, capitalidade, cursos de formação, etc., foi alvo da mais nojenta perseguição bolsonarista dos últimos meses. Pior até daquela que moveram contra o @nikolas_dm. E o motivo? Por ela entender que interesses pessoais atrapalhavam o projeto que a muito custo a direita conseguiu construir em no estado, prejudicavam a construção de uma das lideranças locais, enfraquecia a sinergia com a base a abria uma brecha para o crescimento da esquerda.
O fomento de lideranças locais só é possível porque o movimento...
4⃣ Não é um projeto pessoal ou familiar.
Essa é a parte mais difícil de a direita bolsonarista compreender. A régua do bolsonarismo são os interesses privados da família Bolsonaro. O exemplo da imposição de Carlos em SC resume toda a questão. Não há nenhuma justificativa política, estratégica, tática que justifique a indicação do Cabeça de Mini-craque por SC, a direita não avança um passo sequer, nem na construção de um senado nem da câmara mais à direita, apenas tira a vaga de uma notória e fiel liderança local e a entrega de mão beijada para o partido concorrente. A única razão disso tudo é o interesse puramente pessoal do Carlos morar em SC, onde tem amigas, e, claro, garantir aquele plano de aposentadoria de que falei acima.
A direita confunde a efetiva liderança de @RenanSantosMBL e @KimKataguiri com projetos pessoais justamente porque tem uma régua errada e não entende qual o papel de uma liderança. Também porque não tem organização capaz de absorver e sustentar a horizontalidade descentralizada de um movimento, fundamental para entender o real sentido da liderança.
O MBL tem tudo que um movimento deve ter para que a liderança seja efetiva: intelectuais, líderes políticos, quadros e militância (quem já assistiu minha palestra "por que a gente ganha mas não leva" que tenho ministrado inutilmente desde 2020 sabe do que tô falando).
Renan e Kim passaram pelo difícil processo de rotinização do carisma pelo qual, segundo Weber, todo líder carismático se vê obrigado a passar quando seu movimento cresce demais. Muitos falham. Jair falhou. Falei disso naquela entrevista na @brasilparalelo depois da eleição de 22. Vejam lá.
Enfim, o MBL tem uma organização por meio da qual a liderança flui e por meio da qual essa liderança também é avaliada. Hoje obviamente, Kim e Renan precisam estar submetidos aos interesses da organização e não mais o contrário, como eventualmente foi no começo de tudo.
É o paradoxo de toda organização que começa pela inspiração de um líder, seja uma congregação religiosa, uma seita, um partido, uma ONG ou uma bigtech. Muitos falham quando chegam nesse ponto. O MBL não falhou e o bolsonarismo está afundando justamente porque sequer conseguiu entender que o problema existe.
Você sabe quem é esse sujeito da foto?
É o Ricardo Gomyde.
Ele foi nomeado por Ricardo Nunes, o candidato de Bolsonaro, para ser o novo Secretário de Relações Internacionais da cidade de São Paulo.
Gomyde foi presidente estadual do PCdoB no Paraná por anos.
Foi candidato várias vezes em chapas do PT, ao lado de Gleisi e Dilma.
Depois migrou para o PDT de Ciro Gomes, e concorreu ao governo de Paraná representando a tradicional sigla de esquerda.
As notícias de que @elonmusk era um arregão foram claramente exageradas. Na verdade, o sujeito fez uma manobra genial, e jogou para o Congresso Americano a responsabilidade de revelar ao povo brasileiro aquilo que Moraes, o STF e o TSE queriam esconder.
Agora, não resta muita alternativa a @ArthurLira_ senão abrir a CPI do abuso de autoridade. Alexandre pode fazer tantas visitas surpresas quiser, como sua patética peregrinação de hoje pelo congresso, para interferir no trabalho parlamentar e tentar barrar as ações...
do parlamento que limitam a atuação desmedida do STF, que não serão suficientes para estancar um escândalo de proporções internacionais.
Se os documentos forem o que Musk disse que são, a abertura do impeachment com base na CPI é inevitável.
Que as forças armadas traíram o presidente hoje todo mundo sabe, mas que elas traíram Bolsonaro desde o começo, poucos acreditavam. Quem viu a maneira como Heleno e outros generais tiraram o @lpbragancabr da vice-presidência já sabia que iriam fazer merda.
O ensaio do 8/01 foi feito com o acampamento dos 300 no gramado do Senado. O GSI cooptou a Sara e a fez direcionar o 300 contra o STF, o que desencadeou a perseguição contra conservadores, o exílio do @allanldsantos e o expurgo de conservadores do governo. Em dobradinha com STF.
Finalmente, a PF foi para cima do gabinete de intervenção federal do Rio de Janeiro, comandado pelo general, pelo esquema de fraude na compra dos coletes balísticos denunciado pela Homeland Security americana.
Mas o chefe da intervenção foi poupado da operação de hoje.
Na minha esquisita visão das coisas, o Brasil contemporâneo, esse controlado pelo STF e manipulado por psyops do Exército, surgiu justamente na intervenção do Rio, que marcou a volta dos militares ao centro da política.
Com o escândalo das conversas de Temer com Joesley, o general Etchegoyen assume a presidência de facto e cria, junto com o STF, o atual esquema de tutela do executivo, que vigorou durante toda o governo Temer, depois durante o gov Bolsonaro e implantado parcialmente no gov Lula.
Esse aqui, junto ao Putin, é o Vladimir Solovyov, o "influencer" mais importante do regime russo, apresenta um programa diário no canal de tv Russia-1.
Foi ele quem disse na TV que a Ucrânia não era suficiente e que a guerra deveria se extender "contra a Europa e o mundo".
Aqui é o email que Solovyov enviou ao Tucker Carlson hoje e que ele divulgou em seu grupo no telegram, em que recomenda ao jornalista que concorra à presidência dos EUA ou que aceite um emprego na tv russa.
Aqui a RT, a maior mídia estatal da Rússia, tbm convida Tucker para seu time.