O 1º de Maio mais turbulento da Rússia

O feriado do Dia do Trabalhador de 1993 foi um dos mais emblemáticos e violentos feriados desse tipo na Rússia pós-soviética. O dia foi marcado por intensos embates entre a polícia e os manifestantes populares que pediam a volta da URSS.
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Nos últimos dias de 1991, havia se iniciado o governo de Boris Yeltsin, um dos principais atores do dissolução da União Soviética e o primeiro presidente da Federação Russa. Suas controversas ações no governo incluíram a privatização em massa dos serviços e empresas públicas da +
ex-Rússia soviética, causando uma crise econômica somente vista no antigo Império Russo.
No 1º de Maio de 1993, a população russa saiu às ruas de Moscou carregando bandeiras da União Soviética e retratos de Lenin e Stalin, exigindo o fim das medidas anti-populares de Yeltsin e +
a restauração do socialismo. Essas manifestações foram organizadas pelo Partido Comunista da Federação Russa - herdeiro do antigo e poderoso PCUS -, pelo Partido Trabalhista de Moscou e pela Frente Nacional de Salvação.
A reação do governo Yeltsin foi colocar a polícia nas +
ruas e reprimir sistematicamente as manifestações. Em algum momento durante as passeatas pela Avenida Lenin, policiais e manifestantes trocaram agressões e a polícia respondeu disparando contra as pessoas. Logo as ruas se tornaram verdadeiros campos de guerra: os manifestantes +
montaram barricadas e começaram a atirar pedras e objetos contra os policiais, que por sua vez eram reforçados por outras tropas que chegavam. Até os mastros das bandeiras vermelhas eram usados como armas.
Nas fileiras manifestantes, havia inclusive veteranos da Grande Guerra +
Patriótica (Segunda Guerra Mundial) que foram gravemente feridos, além de mulheres e crianças. A truculência policial do novo Estado capitalista russo mostrou sua face diante das manifestações populares pacíficas.
O número de vítimas é muito incerto, mas a mídia da época +
noticiou que pelo menos 150 pessoas haviam sido mortas naquele dia, número esse que pode chegar a mais de 600, na verdade.
O Dia do Trabalhador de 1993 marcou o início da repressão da polícia russa às manifestações populares de 1º de Maio, que antes aconteciam tradicional +
e harmoniosamente há pelo menos 74 anos na União Soviética em clima de alegria e orgulho.

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3 May
Para não esquecer jamais...

Há 7 anos, em 2 de Maio de 2014, acontecia o Massacre de Odessa, na Ucrânia.

Após o Euromaidan, o golpe de Estado que ascendeu ao poder uma junta governamental pró-Ocidente e fascista em Kiev, várias localidades do país presenciaram revoltas e + Image
manifestações de oposição ao movimento.

A nova junta governamental se apoiou em grupos paramilitares e milícias armadas claramente nazistas e saudosistas das forças colaboracionistas ucranianas do período da Segunda Guerra Mundial.

+ Image
Na cidade de Odessa, por ocasião do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, gigantescas manifestações foram convocadas pelos sindicados e partidos políticos contra o golpe. As manifestações, porém, foram respondidas com violência aberta por parte dos milicianos fascistas, embebedados +
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2 May
Nomes da Vitória: Nina Petrova - a "Mama Nina" que matou 122 nazistas

Há 76 anos, em 1º de Maio de 1945, falecia uma das maiores lendas da história militar do mundo, a atiradora de elite Nina Petrova.

Nina Petrova nasceu em 1893 no Império Russo, filha de família camponesa. +
Durante sua juventude, sua família se muda para o Extremo Oriente russo e lá ela trabalha de dia e estuda de noite. Após a Revolução de 1917, Petrova se muda para Leningrado, onde começa a trabalhar como professora de ginástica após se formar. Ela acaba por se envolver com +
esporte, muito incentivado pelo governo soviético da época, e vira capitã do time feminino de hóquei de gelo do Exército Vermelho. Lá, aprende a atirar.

Quando estoura a Guerra de Inverno com a Finlândia em 1939, Nina vai para o campo de batalha, onde se destaca. +
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1 May
O Primeiro de Maio antifascista.

O Primeiro de Maio de 1945 foi comemorado assim pelo povo soviético. Nesse dia, o Exército Vermelho travava suas últimas batalhas para limpar Berlim dos nazistas.

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Os combates pela captura do Reichstag terminam com a vitória da URSS e, pela segunda vez, se ergue a bandeira da URSS sobre o prédio.

Nas ruas, controladoras de trânsito saúdam o Dia dos Trabalhadores com grande alegria.

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A Vitória só foi possível porque o Exército Vermelho era um Exército de Operários e Camponeses e porque as indústrias da URSS e seus trabalhadores operaram 24 horas por dia para munir as forças armadas com o que havia de melhor para lutar contra o fascismo.

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6 Mar
Hoje é aniversário da Valentina Tereshkova, a primeira mulher a ir ao Cosmos. Ela está completando 84 anos de vida.

Em 1963, Tereshkova foi selecionada para ir ao espaço sideral no programa Vostok-6 da União Soviética. Ela ficou quase 3 dias em órbita.

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Nasceu em 1937 no interior da Rússia soviética. Filha de um camponês, Valentina trabalhou na juventude como operária de fábrica e sempre teve espírito corajoso e atirado a aventuras. Entrou para o clube de paraquedismo da fábrica têxtil e isso foi um caminho sem volta.

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Tornou-se cosmonauta e passou por um rigoroso programa de seleção para ir ao Cosmos representar o seu país, a União Soviética, e o avanço científico da Humanidade.

Ela subiu sozinha ao Cosmos em 16 de junho de 1963 e orbitou a Terra várias vezes. Quando retornou, foi recebida +
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6 Mar
5 de março de 1953, Coreia.

Mergulhada na guerra, causada pelo invasor ávido de sangue e poder, a Coreia recebe a notícia de que o camarada Stalin havia falecido.

Sob fogo da artilharia inimiga e com o som das armas tinindo nos ouvidos, mesmo assim todas as linhas de frente +
param e rendem homenagens ao amigo do povo coreano que prestou ajuda primordial para a causa revolucionária daquele país.

As pessoas nas cidades destruídas saem de seus abrigos e sob bustos e retratos de Stalin prestam reverências e depositam coroas de flores.

Nos campos de +
batalha, os soldados se reúnem e lamentam a morte do líder que inspirou a Revolução Coreana e muito a ajudou diretamente em 1945, com o auxílio no trabalho de expulsar o Japão, e durante a guerra de 1950-1953, com o envio de suprimentos essenciais de guerra. Com lágrimas em +
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25 Dec 20
O Natal maldito de 1991: 29 anos da pior tragédia geopolítica da História

Há 29 anos, em 25 de dezembro de 1991, Mikhail Gorbachev renunciava à presidência da União Soviética, decretando o atestado de óbito do gigantesco país, nascido em 1917 com a vitória da Revolução Russa. + Image
Já fragmentada por um processo interno de desintegração, em grande parte liderado pelo político russo Boris Yéltsin, a URSS deixava de ter uma liderança central, finalizando o processo de desintegração.
Alguns minutos depois do discurso de renúncia de Gorbachev, assistido por (+) Image
milhões de atônitos cidadãos, a bandeira vermelha da União Soviética foi retirada do mastro do Kremlin de Moscou, por onde tremulou mesmo em situações gravíssimas, como a Segunda Guerra Mundial. Este fato simbolizou o fim de mais de 7 décadas de existência do Estado socialista. Image
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