Pq as fêmeas humanas tem menopausa? Qual o sentido evolutivo disso, q aparentemente é contraditório? Pq um indivíduo para de reproduzir praticamente na metade da vida? Vem conhecer nessa thread a hipótese da avó e do conflito intergeracional.
É um enigma evolutivo o pq fêmeas cessam a reprodução no meio da vida. A seleção natural pode favorecer a sobrevivência pós-menopausa porque as fêmeas mais velhas podem ajudar seus filhos a se reproduzir.
Mas os ganhos em cuidar de netos não são suficiente p/ se sobrepor aos ganhos de ter seus próprios filhos. Então pq as fêmeas humanas cessam a reprodução em primeiro lugar?
Foi sugerido que a menopausa em humanos seria simplesmente um produto da medicina moderna e das melhores condições de vida, com as pessoas vivendo mais, algumas fêmeas podem viver p/ além de sua idade reprodutiva.
No entanto, evidências crescentes sugerem que a menopausa em humanos é adaptativa. Enquanto outros mamíferos de vida longa podem continuar a procriar até o final da vida, elefantes, por exemplo, em seus 60 anos e baleias em seus 90 anos.
As populações humana agrupam-se em torno de 38. Após essa idade, o sistema reprodutor feminino humano passa por uma fase de rápida senescência (queda), culminando na menopausa (a perda permanente da fertilidade), uns 10 anos depois
Mas então pq seria vantajoso viver depois da idade reprodutiva? Aí entra a hipótese da avó:
A hipótese da "avó" sugere que a seleção favoreceu a sobrevivência pós-produtiva porque as fêmeas mais velhas, mesmo que não tenham mais filhos, podem +
ganhar vantagens de adaptação ajudando seus filhos existentes a sobreviverem e se reproduzirem, e elas possuem outro bem chave:
Informação
Em nossos antepassados pré-escrita, a informação estava contida apenas nos indivíduos.
Os indivíduos mais velhos e experientes eram aqueles com maior probabilidade de saber onde e quando encontrar comida, especialmente durante condições perigosas e pouco frequentes, como a seca.
Mas existe outra hipótese muito interessante p/ explicar a menopausa humana, a do conflito intergeracional.
Segundo esta hipótese a fertilidade humana teria sido moldada pela seleção para minimizar a competição reprodutiva entre gerações dentro do mesmo grupo social
Os humanos são os únicos primatas q a sobreposição reprodutiva das gerações é extremamente baixo. Ou seja, a mãe estará reproduzindo apenas por uma pequena fração da idade reprodutiva da filha. Dificilmente mãe e filha terão filhos simultaneamente.
Os humanos se destacam porque a idade máxima no último nascimento observada em sociedades de caçadores-coletores é de 47 anos; o que é muito menor do que o previsto estatisticamente, que seria 70 anos.
A menopausa em humanos é causada pelo atrito do estoque de folículos ovarianos primordiais. Entre as espécies, os estoques de folículos primordiais são evolutivamente variáveis e são ajustados ao tempo de vida e ao peso corporal de cada espécie.
O estoque inicial de oócitos e a taxa de atrito folicular em fêmeas humanas são proporcionais a uma vida reprodutiva mais longa: especificamente, uma idade na menopausa de aproximadamente 70 anos.
Por volta dos 38 anos, no entanto, há um aumento acentuado na taxa de risco folicular, de modo que, aos 50 anos, os estoques foliculares caíram abaixo de um número mínimo necessário para manter a atividade menstrual
O início da fase acelerada da senescência reprodutiva que leva à menopausa coincide com a idade em que, em populações de fertilidade natural, as fêmeas humanas podem esperar pela primeira vez encontrar competição reprodutiva da próxima geração
Para fins de comparação, não há indicação de um aumento na taxa de atrito folicular mais tarde na vida em chimpanzés, macacos rhesus ou roedores de laboratório, as outras espécies para as quais esses dados estão disponíveis.
Quer entender melhor como a menopausa evoluiu e traz benefícios a nossa espécie e pq, além das orcas, somos os únicos com menopausa? Além de como os padrões de migração de fêmeas entre grupos afetou nossa evolução, vem conferir tudo aqui:
Vale ressaltar q o uso da expressão fêmeas humanas é a título de comparação da biologia entre espécies. Não estou me referindo ao sentido identitario de ser mulher. Entendam o "fêmea humana" aqui referido no sentido de pessoa com útero
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Já parou pra pensar nisso?
👉 Humanos parecem “pelados”.
👉 Chimpanzés parecem “peludos”.
Mas aqui está o detalhe curioso: temos praticamente a mesma quantidade de folículos pilosos.
Então por que eles parecem cobertos de pelos e nós não?
A resposta tradicional para explicar isso é a chamada hipótese da savana. Quando nossos ancestrais passaram a viver mais tempo em ambientes abertos e quentes, andar sobre 2 pernas e ter um cérebro grande, dissipar calor se tornou essencial para sobrevivência.
Ter menos pelos e mais mais glândulas sudoríparas ajuda o corpo a resfriar melhor em longas caminhadas sob o sol. Essa equação teria acontecido a cerca de 2 milhões de anos atrás, que teria sido neste período q perdemos nossos pelos.
E se a Amazônia q muitos conhecem como “natureza intocada” for, na verdade, uma das maiores obras de engenharia indígena da história?
Essa ideia parece absurda à primeira vista. Mas ela é sustentada por arqueologia, ecologia, genética e solo. Literalmente o solo e geoglifos
Durante décadas, a Amazônia foi tratada como um espaço selvagem, moldado apenas por rios, chuvas e árvores.
Nós Humanos? Apenas figurantes recentes.
A ciência hoje mostra outra coisa: milhares de anos de ocupação indígena ativa, planejada e sofisticada.
Antes da chegada dos europeus, milhões de pessoas viviam na Amazônia.
Não apenas “habitavam”, manejavam plantas, transformavam solos e reorganizavam a floresta sem destruí-la.
A floresta que vemos hoje não é só natural. Ela também é histórica.
Vc sabia q os corvos, gralhas e gaios fazem "rituais" ao redor de seus mortos?
Nesta thread vamos explorar como os corvídeos lidam com a morte de seu companheiros e aprendem a lidar com ameaças, e podem até atacar quem carrega corvos mortos!
Vale a pena relembrar que este conteúdo faz parte de uma série em q estamos explorando como os animais lidam com a morte, explorando a grande área da tanatologia!
Você já reparou que, quando está costurando, desenhando ou tentando passar a linha na agulha vc morde a língua?
E sabe quando vc está com a palavra na ponta da língua, mas não consegue falar?
Vem comigo entender como a língua está intimamente relacionada com os gestos!
Vale a pena relembrar q já conversamos sobre a anatomia e particularidades da língua nesta outra thread:
A língua ela é muito mais do q fala e mastigação. Ela tbm está intimamente ligada ao movimento das mãos. E ela pode até indicar lesões cerebrais, como no caso do Desvio da língua, onde ela pode ser um sinal de AVC e indicar o lado onde ocorreu a lesão cerebral
Vc sabia que insetos como abelhas, formigas e cupins podem enterrar seus mortos, mumificar e fazer barreiras de contenção sanitária?
Vem comigo conhecer um pouco sobre como os insetos sociais lidam com a morte e com os cadáveres!
A morte é um evento biológico.
Mas em organismos sociais, ela é tbm um desafio coletivo.
Imagine um corpo sem vida em um formigueiro lotado.
Ali, aquele cadáver não é apenas um fim é um risco.
Um vetor potencial de doenças.
Uma ameaça silenciosa que exige resposta imediata.
Formigas, abelhas e cupins não ignoram seus mortos.
Eles os gerenciam.
Essa prática tem nome técnico: manejo de cadáveres ou undertaking.
E envolve muito mais do que remover o corpo.
Até 1973, a homossexualidade era oficialmente considerada uma doença mental.
Antes de direitos, houve diagnósticos.
Antes de orgulho, vieram os choques.
Esta é a história daqueles que a medicina não salvou. Ela dilacerou!
E como isso ainda ecoa em 2025.
Tudo começa com um erro de leitura da Bíblia.
A destruição de Sodoma (Gênesis 19) foi interpretada como punição por homossexualidade.
Mas o texto fala de violência contra forasteiros, não de orientação sexual.
Sodoma foi condenada, acima de tudo, pela sua crueldade com o forasteiro, pela arrogância dos poderosos e pela falha em praticar justiça social — como deixa claro o profeta Ezequiel (16:49-50), que diz: