A variante Delta dobrava o número de casos a cada duas semanas. Era muito transmissível. A variante #omicron já temos o dobro dos casos em 3 dias. E um problema maior- a taxa de reinfecção, dados preliminares: 3 a 8 vezes o risco de reinfecção. A situação vai ficar muito difícil
Não temos dados do Brasil, mas os dados do Reino Unido, preocupam. Ela tem menos casos graves (?), mas transmite para mais gente, um exemplo para refletirmos: nas outras variantes ~20% desenvolviam gravidade, então de 1000 pessoas- 200 precisavam internar assets.publishing.service.gov.uk/government/upl…
e na mesma velocidade a ômicron transmite para ~10000 pessoas e se ~5% ficam mais graves, teremos ao invés de 200 pessoas, 500 precisando de internação. A escala é muito maior e a velocidade em que ela atinge esse número é mais veloz (RT=3,5). Vacine-se com a dose de reforço!

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13 Jan
O Dr. Filipe Veiga (instragram- @dr.filipedaveiga ) fez um resumo muito bom que compartilho:
Quais são os riscos de encerrar o isolamento após 5, 7, 10 e 14 dias do início dos sintomas ou de um teste positivo em assintomáticos?
1)5 dias de isolamento - risco de transmissão -31%
2)7 dias de isolamento - risco de transmissão -15%

3)10 dias de isolamento - risco de transmissão -5%

4)14 dias de isolamento- risco de transmissão -1%

5)10 dias de isolamento ou com 1 teste negativo após o 7 dia - risco de transmissão - 9,2%.
6)10 dias de isolamento ou com 2 testes negativos com intervalo de 24 h após o sexto dia - 6,1% risco de transmissão.

7)14 dias de isolamento ou com 2 testes negativos após 6 dias com intervalo superior a 24 h - risco de transmissão - 4,1%.

Dados publicados no UK- HSA 12/2021
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9 Oct 21
Ontem as Universidade federais tiveram um duro golpe. A ADI6565 teve a votação finalizada. No julgamento que iniciou ano passado a votação estava em 4X2 para o entendimento que as universidade tinham autonomia e o primeiro da lista devia ser nomeado. Ministro Gilmar retirou o
processo da votação. Um ano depois, com a queda do voto dos ministros que aposentaram e o voto do Gilmar para dar ao presidente a autonomia de escolha, a votação se reverteu a 2x8. Tudo estranho, inclusive com mudança de voto. Enfim, mais um duro golpe na democracia.
Resta agora lutar para que a legislação mude e para que se devolva às universidade o direito de escolher seus dirigentes. A luta pela consolidação da democracia está longe de acabar. Perdemos uma batalha, no mesmo dia, pela ciência e pelas universidades, mas hoje é um outro dia🙏
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3 Aug 21
O Reino Unido, como tem feito desde o inicio da pandemia, com transparência e análises muito criteriosas, reuniu especialistas para pensarem cenários possíveis, prováveis e menos prováveis dos rumos da pandemia. A publicação completa: assets.publishing.service.gov.uk/government/upl…
Aqui vai um resumo:
Cenário 1: variante que cause doença grave. Por exemplo, com morbidade/mortalidade semelhante a outros coronavírus, como SARS-CoV (~ 10% de letalidade) ou MERS-CoV (~ 35% de letalidade).
-provável, já que a circulação continua alta
-1 das ações necessárias - novas doses de vacina
Cenário 2: uma variante que escape às vacinas
-possível
-No caso de mudança substancial da proteína S, usando as plataformas existentes podemos modificar a vacina. No entanto, haveria um lapso de tempo para produção e implementação p as vacinas conseguirem controlar as infecções.
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30 Jul 21
Nosso Plano Nacional de vacinação contra a Covid-19 estimava em seu início a necessidade de vacinação de 70% da população. Esse número vem do entendimento da taxa de reprodução (R0) do vírus, o número de pessoas que podem ser infectadas por uma pessoa doente.
Inicialmente, o R0 para a COVID-19 foi estimado entre 2 e 3. A gripe, em comparação, tem um R0 de 1,3 e enquanto o sarampo tem um R0 de 18. O R0 permite calcular a porcentagem mínima de indivíduos a serem imunizados necessária para proteger toda a população.
Esta condição, conhecida como limiar de imunidade coletiva (de rebanho), é calculada por [1- (1/R0)]*100. Para o SARS-CoV-2, usando um valor de R0 de 3, o cálculo seria: [1- (1/3)]*100, assim, [1 - (0,3)]*100, ou seja [0,70]*100 que daria a proporção de 70% da população.
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5 Jun 21
Hesitei em falar sobre isso, mas como epidemiologista eu tenho sempre me mantido do lado das evidências científicas. Sobre o estudo em Viana, cidade do ES não faço parte do estudo e não conheço o protocolo. Dito isso, será realizado um estudo de efetividade sobre meia dose
da vacina Oxford–AstraZeneca. Entendo que primeiramente deveria vir um estudo de eficácia, ensaio clínico randomizado duplo cego de não inferioridade. A mudança de esquema aprovado pela Anvisa, no meu entendimento não pode ser feito em nível populacional sem grupo controle.
O que temos de evidência de meia dose foi um erro no estudo principal e que fez meia dose + dose padrão. Meia dose + meia dose, salvo engano será a primeira vez. No entanto, o estudo teve aprovação do comitê de ética para sua realização, portanto, passou por avaliadores externos
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27 Mar 21
Profissionais de saúde e idosos que se vacinaram: precisam manter todas as medidas de prevenção. Muitos profissionais não estão usando máscaras depois que se vacinaram. Lembrando que a eficácia da coronavac reduziu em 50% o risco de transmissão, a outra metade pode adoecer.
A AstraZeneca em torno de 30% ainda poderão adoecer. Lembrando que essa já confere imunidade em torno de 22 dias da 1 dose. E a coronavac ~15 da 2 dose. Mas enquanto não tivermos a população vacinada e a circulação do vírus está muito acelerada, você pode se infectar e adoecer.
Felizmente, os estudos até aqui tem demostrando que o adoecimento grave não tem acontecido. Ainda não temos dados oficiais no Brasil e por isso importante seguir tomando medidas de prevenção.
nejm.org/doi/full/10.10…
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