A votação do PL 1459/22, conhecido como #PLdoVeneno, foi adiada para amanhã (30). Realizamos algumas reportagens sobre o projeto, que altera a forma de registro, controle, inspeção e fiscalização dos agrotóxicos. Segue o 🧶 para entender a preocupação em torno da aprovação do PL.
Entrevistamos o ex-gerente de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles, que afirma que “caso o PL seja aprovado, a Anvisa pode apagar de vez a área que atua com agrotóxicos dentro da instituição”. agen.pub/luizmeirelles
Por aumentar os poderes do ministério da Agricultura e reduzir os da Saúde e Meio Ambiente, pesquisadores e ambientalistas prevêem que fatores econômicos irão pesar mais que os de saúde pública e ambientais na decisão de quais agrotóxicos serão liberados no Brasil.
Mesmo sem a aprovação do PL, o governo Bolsonaro tem enfraquecido outros mecanismos que fiscalizam o uso de agrotóxicos, como o principal programa de monitoramento do Governo Federal, que não divulgou o resultado de coletas feitas após 2018. agen.pub/testeanvisa
Além disso, Bolsonaro alterou, via decreto, a Lei dos Agrotóxicos. O texto permite que pesticidas que causam doenças como câncer possam ser liberados no país caso exista um “limite seguro de exposição”. agen.pub/leiagrotoxicos
O governo Bolsonaro também bateu recorde na aprovação de agrotóxicos. Levantamento da pesquisadora Sônia Hess mostra que quase metade dos pesticidas aprovados são banidos na Europa. agen.pub/agrotoxicosban…
Embora tenha ampla repercussão na área da saúde e meio ambiente, o projeto será votado apenas na Comissão de Agricultura. Realizamos um levantamento que mostra que cinco senadores da Comissão de Agricultura foram multados por infrações e crimes ambientais. agen.pub/senadoresmulta…
Continuaremos acompanhando os desdobramentos da votação e as consequências disso para os alimentos que chegam na mesa dos brasileiros.
📨Assine a newsletter da Pública para receber nossas últimas investigações diretamente no seu email: agen.pub/newstt
Agora a pouco, recebemos a informação de que votação do PL do Veneno, que seria realizada amanhã (30), foi cancelada e, até o momento, está sem data definida.
• • •
Missing some Tweet in this thread? You can try to
force a refresh
A Pública vai abrir a #CaixaPretaDoBolsonaro. Mas para ter dinheiro para investigar tudo, precisamos de você! Segue o fio para ver o que nossos repórteres já descobriram sobre o governo dele. 🧶
Soube que o governo queria usar a Lei Rouanet para financiar conteúdos pró-armas? Olha quem revelou a história:
🏆 Tá esperando o hexa? A Pública é hepta!
Sete trabalhos de nossa equipe levaram o 39º Prêmio de Jornalismo e Direitos Humanos, promovido pela OAB-RS e o @MovimentoJDH! 🎉 Segue o fio: 🧶
Recebemos duas menções honrosas na categoria áudio. Uma delas é para o podcast “Até que se prove o contrário”. agen.pub/atequeseprove
A segunda menção honrosa para a Pública na categoria foi para o episódio “Quem lucra com os rios que secam”, do podcast Amazônia Sem Lei. agen.pub/amazonia6
🚨EXCLUSIVO. Governo de MG manobrou junto à Advocacia-Geral da União (AGU) para permitir a exploração da Serra do Curral pelas mineradoras Gute Sicht e Fleurs Global, que não possuem licenciamento ambiental. 🧶 agen.pub/agu
Enquanto as atenções se voltavam para a tentativa da Taquaril Mineração de explorar a Serra, o local era alvo de outras 2 mineradoras que contaram com a ajuda do governo estadual e da Agência Nacional de Mineração (ANM) para atuar no cartão postal mineiro.
A Agência Pública teve acesso a documentos que mostram que a AGU deu parecer contrário à concessão de lavra para a Gute Sicht, mas mudou de posicionamento após a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) garantir a legalidade da operação.
🚨Após 4 dias de bloqueio, a rodovia BR-163 na entrada da cidade de Sinop (MT) foi liberada nesta quinta-feira (3) pelo movimento golpista desencadeado pelo agronegócio, caminhoneiros, empresários e moradores da cidade. Eles pedem “intervenção federal”. agen.pub/sinop
Sob a ameaça de uma suposta operação iminente da PM e da PRF – que em nenhum momento haviam reprimido o bloqueio ao longo de todos os dias –, os bolsonaristas se anteciparam e decidiram encerrar a interdição com a condição de permanecerem à beira da rodovia.
Em cadeiras de plástico, algumas de praia, os bolsonaristas agora assistem à passagem dos caminhões e automóveis na rodovia, enquanto o carro de som toca hinos e marchas militares.
🚨Violência nas eleições: Levantamento inédito da Agência Pública registrou 5 assassinatos apenas no final de semana do 2º turno. As mortes são o ápice de uma campanha extremamente violenta, na qual ocorreram pelo menos 324 casos de violência eleitoral. agen.pub/vio2turno
Em 40% dos casos, os agressores eram apoiadores do presidente Bolsonaro. Apoiadores de Lula protagonizaram 7% dos ataques. Em 57% das ocorrências não foi possível identificar os agressores. Em dois terços, os agressores eram homens cisgênero.
Apenas em 30 de outubro, dia do segundo turno eleitoral, registramos 36 casos de violência política. Ao menos dez envolveram o uso de armas de fogo. Em todo o período eleitoral, houve pelo menos 15 assassinatos e 23 tentativas de assassinato.
🚨“TV que apoia comunismo não é bem-vinda”. Bolsonaristas do bloqueio da rodovia BR-163 em Sinop (MT), cidade que deu quase 77% dos votos para Bolsonaro no segundo turno, expulsam e ameaçam jornalista da Pública que fazia a cobertura do bloqueio. 🔗agen.pub/bloqueiostv
A ameaça ocorreu após o jornalista filmar um grupo de bolsonaristas coagindo e expulsando do local, sob a ameaça de quebra do equipamento, uma equipe da TV Cidade Verde, afiliada da Rede Record em Sinop.
“Se for gravar vai ser pior para ti, você vai gravar é pior para ti”, disse um homem ao jornalista da Pública. Ele estava de chapéu, óculos escuros e usava uma camiseta de uma firma de produtos agropecuários. “Eu vou tar de olho em você.”