FIO:
Visões de democracia e divisões no público no Brasil
Cotejamos a seguir visões e as divisões no público em 2006 e em 2018. A fonte é o WVS para construção das divisões (+ info nos meus últimos fios) e um trabalho da ABCP (2022) (no prelo) para escolher as divisões. SEGUE
Partimos do pressuposto normativo que das 4 visões contempladas nas fontes, 3 são ok. A visão que vê a democracia na sua função social é a primeira. A atribuição mais clássica de democracia liberal é também normativamente aceita. Já a visão participacionista é a terceira. ....
A visão iliberal de democracia é a quarta e essa não é normativamente ok. Começemos por essa visão que apregoa as forças armadas. Cotejamos(essa) e as outras com as divisões já apresentadas em outro fio
Apresenta resultados de um modelo de regressão linear (sem pretensão de causalidade) que objetiva verificar se há associação entre a visão iliberal e o posicionamento do respondente nos eixos fundamentalista, estadista e de desconfiança institucional.
Incluímos o pertencimento à extrema-direita(com base na auto-localização) como outra variável deassociação à visão. Nota-se que A visão estatista e a desconfiança não correlacionam de forma significativa. A visão fundamentalista, bem como se autolocalizar à extrema direita....
passaram a importar e ter relação significativa e positiva com a visão iliberal somente em 2018. Vejamos no próximo tweet como as 4 variáveis(fundamentalismo, visão estatista, Desconfiança e Autolocalização à extrema direita) se correlacionam com as outras 3 visões de democracia
O fundamentalismo (em 2006 e em 2018) esteve negativamente associado a uma visão participacionista de democracia. Já a desconfiança institucional em nenhum dos casos apresentou significância estatística. Por sua vez, a visão estatista se associa positivamente com.....
a visão social de democracia na base amostral de brasileiros de 2018 e e negativamente com a visão liberal em 2018. A auto localização extremada à direita apresentou correlação somente com a dimensão partipacionista (forte e negativo).
Reitero que ñ há pretensão de causalidade..
É ainda algo exploratório. Já me aventurei a escrever sobre modelos de democracia em um paper/ensaio aqui-> dx.doi.org/10.13140/RG.2.…
SEGUE:::::
Parte de tudo que estou fazendo tem como pressuposto o ferramental das clivagens: já me aventurei a tentar explicar melhor esse termo aqui researchgate.net/publication/36…
O texto citado acima sobre visões de democracia não é de minha autoria, portanto não o citei.
Caso tenha gostado do conteúdo, te convido a me seguir. Eventualmente postarei mais conteúdos do tipo
São três as divisões no público que testei na América Latina. Dados preliminares da minha tese sobre clivagens na América Latina em andamento FIO (longo) explicando o gráfico abaixo»»
- Primeira refere-se ao fundamentalismo – retirada da obra de A. Moreno de 1999, em estudo inovador sobre as clivagens na América Latina. Refere-se a unificação de valores conservadores (contrária ao aborto, divórcio e casamento gay) e importância de deus e da religião.
- A Segunda refere-se à desconfiança institucional (é um fator unificador de desconfiança em várias instituições como partidos políticos, justiça)
- A terceira refere-se à apenas uma questão sobre qual setor deve ter prevalência a iniciativa privada x estado.
Fundamentalismo é um termo retirado da obra de Alejandro Moreno. Refere-se a dar importância pra religiosidade e ser conservador. Note como na maior parte dos países da América Latina esse contingente reduziu. Mas no Peru cresceu muito. É isso que tenho estudado na minha tese.
Me siga pra ver mais coisitas desse tipo
Já na adesão por valores pró estado em detrimento da iniciática privada. Tivemos situações diversas. México foi à esquerda. Já Argentina e Chile adotaram mais posturas privatistas.
Já Brasil permaneceu estável.
Eram 51421 eleitores aptos para votar em Rio do Sul/SC, cerca de 39% desses optaram por Branco/Nulo/Lula/NãoComparecer. Um aumento de 7% em relação a 2018. Os q estão lá atacando a polícia não representam todos nós riosulenses. Muitos eleitores bolsonaristas também se opõem
+ dados - houve um aumento 2196 eleitores entre 2018 e 2022. Bolsonaro obteve 571 votos a mais no segundo turno de 2022 do que em 2018. O Pt recebeu 3291 votos a mais em 2022 (em comparação à 2018). Brancos (-359) e Nulos (-1194) tiveram reduções totais. O gráfico acima sintetiza
O não comparecimento (tb conhecido como abstenção) aumentou em 2585.
A soma PT+Nulo+Branco+Abstenção em 2022 é 4323 votos maior do que a mesma soma em 2018.
Correlação entre aumentos de Lula e Bolsonaro no segundo turno e votação de Tebet e Ciro no primeiro turno - Unidade de análise município - segue o fio
Algo que tenho trabalhado em meu tempo livre. Verificar as determinantes de eleicao municipal de 2012 em cidade fortemente afetada por enchentes. Simulações com Rnorm tendo por base médias dos bairros tanto dos votos de ex prefeito que apoiou o vitorioso, como do eleito. Segue..
O atingimento das cheias é destacado em cores. Cada ponto representa um eleitor simulando a chance dele ter votado nos dois pleitos (2004 e 2008) em 15 bairros da cidade (89% do eleitorado).
Aparentemente o apoio foi mais importante que a intempérie. Mas é só uma simulação, convém ressaltar, nao há nenhuma pretensão de causalide ou generalidade. A rnorm é uma função do R.