A nacionalização da TAP não custou 3,2mM€ aos contribuintes. Esse custo resulta: 1.Da paragem provocada pela pandemia; 2. Do facto da privatização ter deixado a TAP incapaz de lidar com essa situação; 3. De outras consequências negativas da gestão privada. 🧵 1/4
Se o Estado não assumisse aquilo que eram obrigações do dono da TAP, mas das quais este fugiu, pondo-se ao fresco, depois de tudo o que sacou à companhia, o prejuízo para os contribuintes e para o país seria ainda maior. 2/4
De resto, governos diversos, de orientações e matizes tb diversos, de países diversos, após a pandemia, acorreram com recursos públicos para salvarem as respetivas companhias. Ou seja, não seguiram o caminho apontado pelas luminárias liberais que aqui pululam. 3/4
A moral da história, contrariamente àquilo de que nos querem convencer, não é a de que o Estado se deve livrar da TAP o mais rapidamente possível, mas precisamente o contrário: o Estado não deve voltar a cair no erro de privatizar a TAP. 4/4 🧵
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Dizem-me que terá escrito sobre ambiente e alterações climáticas com regularidade numa revista. Parece ser pessoa de fé no capitalismo verde. Acredito que as duas circunstâncias estarão relacionadas. Tentarei, num fio comprido, explicar porque têm razão aqueles que aqui critica🧵
A produção material, além de trabalho humano, exige a utilização de recursos de que a Terra dispõe em porções finitas. Os fluxos de energia e de matéria associados à produção material implicam o consumo desses recursos e a produção de resíduos, em maior ou menor quantidade. 1/11
Nos processos produtivos, mesmo nos mais avançados, não existe circularidade pura. A possível utilização de resíduos como matéria-prima não evita, em maior ou menor grau, o desperdício de energia e matéria, que deixam de estar disponíveis. Nem os resíduos daqui resultantes. 2/11
Esta semana voltou a falar-se dos “vistos gold”, a propósito de uma resolução do Parlamento Europeu, que supostamente acabaria com os chamados “regimes de concessão de nacionalidade com base num investimento financeiro”. Será mesmo assim? Vejamos… 👇🏽 🧵 1/7
A manifestação de intenção quanto à “eliminação progressiva, à escala da UE, dos regimes de cidadania pelo investimento até 2025” não passa disso mesmo. Na prática, prolonga-se a vigência destes regimes, sem garantias efectivas quanto ao seu fim. A intenção é regulamentar… 2/7
Ou seja, esta intenção traduz uma aceitação dos regimes. Não se regulamenta o que acaba. De caminho, usurpa-se uma competência soberana dos Estados para a esfera supranacional, em benefício de interesses que lhes são alheios. Para quê? Vejamos: 👇🏽 3/7