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Jun 22, 2023 8 tweets 3 min read Read on X
Fofoca: Teve um dia que encontrei c/ um conhecido que tinha acabado de sair da casa do Luís Felipe Pondé. O ano era 2019. Segundo ele, o filósofo, que mantém uma coluna na Folha, disse naquele dia que o jornal tinha como meta conseguir o impeachment de Bolsonaro em 1 ano.

cont
E para cumprir a meta, a Folha, mesmo no vermelho, investiu na contratação de 15 jornalistas investigativos para procurar podres da família Bolsonaro.
Segundo Pondé, nem nos momentos áureos, o jornal reuniu tanto jornalista "bom".

Cont
A mudança repentina no discurso do Pondé na mídia foi notória. O mesmo Pondé que,após a vitória de Bolso em 2018 postou 1 vídeo👇dizendo que o PT tinha como método quebrar grupos de mídia que falem mal do partido. Se ele, que trabalha na Folha por décadas tá falando é pq sabe...
A Folha não conseguiu bater a meta e, em 2020 lançou uma campanha contra Bolsonaro👇. Pondé participou do projeto que foi veiculado no intervalo do Jornal Nacional por 1 mês. Na época, um comercial de 30 segundos no jornal custava R$ 831.900.
Só agora que o Bolsonaro saiu da presidência que o Pondé confessou como é os bastidores do jornalismo. Ele ainda continua com um programa na TV Cultura e é comentarista do Jornal da Cultura.

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Dec 23, 2025
BASTIDORES DA TV: A SÉRIE PRODUZIDA PELA GLOBO QUE A EMISSORA ESCONDE

Tempos atrás, tive acesso a diversos relatórios do SAC do Globoplay, nos quais o público solicitava consistentemente a série "A Vida Alheia", de Miguel Falabella. Realizei uma verificação e constatei que todos os aspectos estavam em conformidade: direitos autorais, qualidade de produção e material completo. Diante disso, surgiu a dúvida: qual o motivo de sua ausência no catálogo da plataforma? Vem que eu te conto...Segue o 🧶👇
A resposta p/a pergunta acima é simples e incômoda. “A Vida Alheia” não envelheceu mal. Ela envelheceu bem demais. Hoje, exibi-la seria expor aquilo que o jornalismo jura não fazer… mas prática todos os dias. Na trama, a chefe é Alberta Peçanha (Cláudia Gimenez), jornalista e professora de jornalismo. Logo no início, ela ensina a técnica básica do atual Manual de Redação:👉 Não conseguiu uma frase que destrua alguém? Invente a aspas.

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A resposta p/a pergunta acima é simples e incômoda. “A Vida Alheia” não envelheceu mal. Ela envelheceu bem demais. Hoje, exibi-la seria expor aquilo que o jornalismo jura não fazer… mas prática todos os dias. Na trama, a chefe é Alberta Peçanha (Cláudia Gimenez), jornalista e professora de jornalismo. Logo no início, ela ensina a técnica básica do atual Manual de Redação:👉 Não conseguiu uma frase que destrua alguém? Invente a aspas.

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Dec 22, 2025
𝐑𝐄𝐋𝐀𝐓𝐎 𝐏𝐄𝐒𝐒𝐎𝐀𝐋: 𝐎 𝐏𝐎𝐃𝐄𝐑 𝐃𝐎 𝐁𝐎𝐈𝐂𝐎𝐓𝐄 𝐂𝐎𝐍𝐓𝐑𝐀 𝐆𝐑𝐀𝐍𝐃𝐄𝐒 𝐄𝐌𝐏𝐑𝐄𝐒𝐀𝐒

Aproveitando a onda de boicote às Havaianas, quero deixar algo claro, com fatos reais: boicote 𝐅𝐔𝐍𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀.E funciona porque o poder nunca esteve nas mãos deles. Sempre esteve nas nossas. Em duas ocasiões, eu vi isso de pertinho. Fonte primária. Vamos ao 🧶👇Image
Em 2020, eu trabalhava no Globoplay. Até que um dia comum virou caos absoluto: centenas de ligações seguidas pedindo cancelamento da assinatura.O motivo? A reportagem asquerosa do 𝐅𝐚𝐧𝐭𝐚‌𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨, com Dráuzio Varella entrevistando uma trans que havia assassinado uma criança. O público se revoltou.
Cancelamentos em massa. Um após o outro.Nunca esqueço a mensagem de uma cliente no chat do SAC que recebi num relatório: “Não sou bolsonarista, odeio o presidente. Mas a Globo, na obsessão de oposicionar tudo, perdeu o jornalismo sério. Prevejo que será assim até o final do governo. Cancelo minha assinatura e paro de ver a emissora.”
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Nov 26, 2025
Segue um 🧶com uma belíssima reportagem que a Playboy fez sobre Marlene Mattos em 1994.
A casa, na vizinhança da TV Globo, no bairro do Jardim Botânico, Rio de Janeiro, está em ebulição desde cedinho. Salas, salinhas, um montão de gente se espreme num ar pesado. Na mesa repleta de papéis, metida numa camisa social branca de mangas curtas, tamanho extralarge, gravata de seda azul, está Marlene Mattos. Vamos chamá-la de Marlene "Midas" Mattos. Tudo o que ela toca vira ouro. Há onze anos, Marlene Mattos está no alicerce da carreira de Xuxa. É um ponto de apoio que não aparece nem gosta de aparecer, mas garante a retaguarda sem a qual Xuxa teria enormes dificuldades com os problemas do dia-a-dia. Há onze anos, Marlene respira Xuxa, transpira Xuxa, e resolve Xuxa.
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Ajuda a aumentar a fortuna da patroa, que já tem 19 milhões de dólares. Marlene junta também os seus próprios dólares. Já tem 4 milhões. Qual é o segredo de Marlene Mattos? É uma mistura forte de determinação, talento para organizar e autoridade. Há também um temperamento danado de ruim, que muitas vezes serve para intimidar as pessoas e fazer as coisas funcionarem.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
"Ela nunca brincou de boneca e eu sou a boneca dela", diz a rainha dos baixinhos. "Ela abre minha boca para ver se meus dentes estão brancos. Ela me pesa todos os dias. Toma minhas medidas como uma mãe de miss. Verifica minha pele para ver se não ando comendo chocolate. Chega ao cúmulo de às 3 da manhã, quando saímos do estúdio, me obrigar a arrumar os cabelos e me sentar bem espigada no carro. Ela muitas vezes me deixa aos prantos." Xuxa pára, massageia os pés cansados, olha séria e dispara: “Quer saber de uma coisa Marlene é o meu problema e a minha solução".
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Brigam muito? "Poxa, quando isso acontece, sai de baixo. Eu sei os pontos fracos dela e ela sabe os meus", diz Xuxa. Essa relação começou meio por acaso. Maurício Sherman, à época diretor artístico da TV Manchete, vai desfiando da memória o dia do encontro que mudaria radicalmente os rumos de Marlene e Xuxa: "A Xuxa vivia choramingando, carente de tudo. Queria um diretor só para ela. Se achava desprestigiada. Mandei a Marlene falar com ela. Marlene resistia". O motivo da resistência, segundo Xuxa, é que Marlene não queria conhecê-la porque, uma década antes do rap, já proclamava: "Detesto loura burra". Maurício retoma o fio da meada: "Marlene foi lá, resolveu todos os problemas da Xuxa". A partir daí, Marlene virou para ela a santíssima trindade: pai, mãe, anjo da guarda.

Xuxa admite sem mistérios: "Antes da Marlene eu era explorada apenas pelo meu lado sexy. Era totalmente desinformada sobre televisão. Meus contratos eram renovados mensalmente, porque a Manchete não confiava no meu sucesso. Com Marlene, tudo mudou. Ela me ensinou tudo o que sei. Se ela me diz faz isso, eu faço; se me diz faz aquilo, eu também faço". O preço é o convívio obcecado que chega a ponto de Marlene, em
viagem, dormir no sofá da sala da suíte de Xuxa só para zelar por seu sono. Marlene não é uma pessoa fácil. Xuxa ordena como quem sugere. Marlene ordena e ponto final. Trabalha o dia inteiro como
se cada dia tivesse 48 horas e dorme quatro horas por noite. Numa manhã de baixo-astral, pode responder a um bom-dia com um grunhido, sem tirar os olhos do que faz. "Ela hoje está nos dias de
Greta Garbo", cochicha uma assessora. Só que esta Greta Garbo saiu do Irajá e foi parar num belíssimo apartamento na Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos endereços mais tradicionais do Rio. Tudo pode acontecer entre os 100 telefonemas que recebe ou dá a cada dia. Pode negociar um contrato lucrativo com a TV Globo "quanto, eu não digo" transferir a comercialização dos discos de Xuxa no exterior da Ariola para a PolyGram, bater o martelo sobre questões que envolvem detalhes de produção em Los Angeles, no México, na Espanha e na Argentina, traçar com o advogado a linha de defesa na ação que lhe move uma ex funcionária aidética.

Cont👇Image
Continuação:

E avançar num contrato milionário que deverá ser assinado ainda neste semestre com a Televisa mexicana. Quando se atirou de cabeça para empresariar Michael Jackson no Brasil, Marlene perdeu dinheiro. Quanto, não diz. Mas acha que valeu. "Prefiro trocar os sinais dessa contabilidade. Por exemplo: só quem pode dizer que trouxe o megastar para cá sou eu, não é mesmo? Depois dele, trago quem quiser."
Marlene conta que, quando abriram a concorrência para ver quem iria ser o empresário de Michael Jackson, o lance mínimo era de 500 000 dólares. "Dei um lance de 800 000 e levei o contrato. Me chamaram de louca, mas eu até hoje acho que foi
um ótimo negócio.

Reuniões com Marlene nunca demoram muito. "Ela pega cenário do novo programa de Xuxa na TV Globo. Diante de Marlene, para mostrar suas idéias, João Cardoso abre as plantas do cenário e vai explicando a papelada. Marlene fica em pé, com a mão no queixo. Olha a roda de fumaça, o túnel
acrílico, os personagens que irão fazer a cabeça das crianças que todos os sábados pela manhà assistirão à musa dourada. "Tira o peixe e põe o tal macaco com topete do Itamar que a Xuxa gosta", comanda Marlene. Ninguêm chia. Ainda que o peixe fosse maravilhoso, viva o macaco! Marlene falou, tá falado. Começam as explicações sobre o pessoal envolvido no programa: sonoplastas, iluminadores, artilheiros de canhões de laser e o técnico que faz toda a geringonça se mexer. Marlene aponta para ele: "Quero dois maquinistas". O maquinista parece não entender. Para que dois? Mas ninguém ousa perguntar. Ela própria explica: "E se morre o maquinista, como é que eu fico? Preciso de dois". E vai em frente, como se estivesse na Broadway: "O show precisa continuar".

Outro candidato se apresenta. É um rapaz perneta, para o papel de Saci Pererê no próximo show da Xuxa. "Comece", ordena Marlene "Midas". O rapaz ginga num pé só, para um lado, para o outro, para a frente, para trás, com a música a todo o volume.
"Dê uma volta completa", ordena Marlene. Ele obedece. Ela abaixa o som e dá o veredicto: Você é o novo saci". Vira-se para um ajudante: "Contrate e mande fazer um clipe com ele". As lágrimas brotam nos olhos do bailarino Genivaldo Santos, o saci contratado, que desaparece pulando.
Outro dia. A manhã está calma. Basta perceber que o cafezinho da Maria do Socorro está péssimo e Marlene já tomou dois sem reclamar. Selma de Almeida Cruz, uma das secretárias, entra com um calhamaço de documentos e cheques que Marlene
assina sem reclamar. É isso mesmo, a mulher é de lua" diagnostica o empresário Arthur Falk, dono do banco Interunion e banqueiro do Papatudo, a loteria televisiva. Falk conhece Xuxa e Marlene de outros carnavais. Com a palavra Marlene: "Sou de lua mesmo. Detesto assinar cheques, detesto falar de mim, detesto conversa fiada".
Marlene Mattos chegou ao Rio há vinte anos, com a disposição de não ser apenas mais uma retirante. "Eu não queria ser um personagem de Vidas Secas", conta ela. Morena, estatura mediana, cabelos negros encrespados, 44 anos, nascida em São José de Ribamar, no interior do Maranhão, Marlene amarrou sua carruagem ao Rio de Janeiro. Os pais se separaram logo após seu nascimento - "Sinto-me como a bagagem deixada girando na esteira do aeroporto” -, e Marlene foi criada pela avó Maria Salomé Barbosa, sua paixão. Nascida em 27 de abril, signo de Touro, seu mapa astral faria correr qualquer chefe de departamento de pessoal. Nele se lê: "E tão geniosa que jamais consegue admitir ser julgada por seus atos. Possessiva, corre o risco de se tornar inconveniente, pois tende a sufocar as pessoas que ama por excesso de ciúme". Em sua defesa, os astros asseguram: "Pessoa determinada a vencer".
As vezes, determinada demais.

A assessora de imprensa de Xuxa,Mônica Muniz, ao anunciar sua segunda gravidez ouviu de Marlene
esta advertência: "Você está pensando que vai ficar quatro meses em casa? Não vai não. Por que você foi arranjar outro filho num ano de tanto show, estréias e discos?"

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Continuação 👇

Outra experiência estarrecedora foi a de Elmar Sérgio, hoje diretor de imagem da TV Globo, à época câmara. Ao se sentir mal certo dia, ouviu o seguinte de Marlene: "Vê se não morre agora, pô! É incrível, mas as pessoas que trabalham com Marlene parecem gostar da experiência. Mônica, a assessora de imprensa, garante que gosta. "Somos uma família", afirma.
Os colegas do primeiro emprego de Marlene dizem o mesmo. Aos 15 anos, seu padrasto, Antônio José
Azevedo, mecânico num posto de gasolina em São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro, arranjou para ela um emprego na fábrica de roupas Chester, que existe até hoje. Logo foi promovida. Deixou saudade no peito do contador Hamilton Mezzalitra, 64 anos, há quarenta na Chester. "Íamos todos os dias tomar sorvete na hora do almoço numa padaria perto da fábrica", conta, suspirando, Mezzalirra. Namoro? “Não." Pausa. "Não chegou a isso", completa, com um fio de lamúria. "Incrível como essa menina chegou lá, hein?”. Chegou, sim, muito longe de São Cristóvão. Nunca se sabe onde ela poderá estar no dia seguinte: Madri? Nova York? Los Angeles ou Buenos Aires? Seu passaporte mostra que ela viaja no mínimo quarenta vezes por ano.
Nos velhos tempos do subúrbio, ao saber de seu fascínio pela televisão, um amigo apresentou-a ao colombiano Guilherme Rubiano, da TV Globo. A vaga era para datilógrafa, mas o que atraiu Marlene foi a promessa de progresso feita por Rubiano. Ele
era um craque em produção, controlava custos, administrava contratos com os artistas e ensinou tudo isso a Marlene. Com a morte prematura de Rubiano, Marlene saiu da Globo. Foi para a Rádio Roquete Pinto, cujo diretor era Maurício Sherman. "Contratei uma programadora musical para a FM, mas a audiência não saía do lugar. Qual não foi minha surpresa quando os pontos começaram a subir", lembra Sherman. Uma noite, voltei ao
estúdio e encontrei Marlene sentada na mesa da programadora. Perguntei o que estava fazendo. Ela disse que estava fazendo a programação musical. Perguntei desde quando e vi que coincidia com o aumento da audiência. No dia seguinte, mandei contratá-la." Quando foi para a TV Bandeirantes, em São Paulo, Sherman levou Marlene e pediu que ela cuidasse da produção de seus programas no Rio.
Na migração de Sherman para a TV Manchete, Marlene foi junto nomeada assistente-geral. "Com ela na produção, não faltava nada", recorda Sherman. Marlene trabalhava tanto que um dia saiu dos estúdios diretamente para o hospital com mais
de 500 de glicose. "Estava verde", recorda Rita Maldonado, sua colega à época e que hoje a assessora na produção de Xuxa. Diabética, ela se cuida como pode, através de uma dieta de galinha ensopada com arroz e ovo. Mas, às vezes, a dosagem de glicose escapa ao controle.

Hoje a vida de Marlene e a de Xuxa estão quase interligadas. Há uma linha divisória, evidentemente. Como Marlene gosta de dizer, seus poderes vão até certo ponto. "Estabeleci uma fronteira. Dou minha opinião, discuto, discordo, mas nunca me esqueço de que a dona do circo é a Xuxa.”
O problema é descobrir o ponto até onde chega Marlene. "Quem comanda o espetáculo é Marlene. Se você convida a Xuxa para jantar, ela responde que não sabe, tem de perguntar a Marlene", depõe
Arthur Falk. Só nos fins de semana é que a
vigilância de Marlene amolece. Então, ela se dá ao luxo de ter um tempo só dela. É aí que mergulha em vídeos, música e jogo de cartas. Nesses fins de semana, Xuxa não entra. "Ela diz que, depois de me agüentar 24 horas por dia, aos sábados e domingos
não suporta ver a minha cara", confidencia Xuxa, com indisfarçada mágoa. "Antes não era assim, nos divertíamos muito nos fins de semana. Hoje, a Marlene tem as amigas dela. Agora, ela é minha melhor amiga, mas eu não sou a melhor amiga
dela". lamenta.

Até há pouco tempo, o único combustível a mover Marlene era o gosto pelo trabalho. A ambição desmedida de dar certo. Quem a despertou para a beleza do tilintar das moedas foi Arthur Falk.
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Sep 4, 2025
UMA FOFOCA SOBRE O FILHO DO LULA QUE A IMPRENSA VARREU PRA DEBAIXO DO TAPETE

SEGUE O 🧶👇

Quando trabalhei na HBO Brasil, em plena era do “Fora Dilma”, descobri algo surreal para um veículo audiovisual: a maioria da produção DETESTAVA Lula, Dilma e o PT. Mas como assim, Brasil?! 😲 O motivo? A maioria da produção veio da PlayTV, canal do Luís Cláudio Lula da Silva, filho do maior símbolo do sindicalismo brasileiro. E pasmem: segundo eles, a empresa do cara descontava o FGTS dos funcionários, mas NÃO depositava nas contas. E tem mais: quando a PlayTV fechou, mandaram todo mundo pra rua sem pagar as verbas rescisórias. 🫢 Eu, chocado, perguntei: “Gente, o filho do Lula dando calote na classe operária e ninguém fala nada?!”Image
Eles TENTARAM denunciar! Falaram com colegas jornalistas, acionaram o sindicato dos radialistas, mas… silêncio total. 😶 A desculpa? “É um assunto menor.” MENOR? Imagina os títulos criativos que dariam?

Hj, qualquer passo em falso de filhos de políticos de direita vira manchete. Perseguição seletiva? Publicidade comprada? Pq ninguém fala mais dos negócios do filho de Lula?

E sabe quem tava no casting da tal PlayTV? O falecido PC Siqueira, que bombava na época. Ele e outros apresentadores sabiam do calote dos colegas, mas não abriram a boca em suas redes para denunciar o milionário filho de Lula.

Outro motivo pro ranço da equipe com a esquerda? A HBO tinha sede em Caracas, e a galera sempre viajava pra Venezuela a trabalho. Lá, viam de perto o caos do regime Maduro: crise, repressão, falta de tudo. A produção levava malas lotadas de sabonete, pasta de dente e itens básicos que os colegas venezuelanos pediam. E a imprensa brasileira? Aliás, você já viu algum canal daqui com algum jornalista setorista atualizando as informações da Venezuela?

Passar pela HBO foi incrível, uma estrutura impecável, mesmo sem o orçamento da Globo.
TV a cabo geralmente costumava ser uma pobreza, bem diferente da filial brasileira da HBO. Nunca precisei fazer permuta de nada. Em outro canal da Globosat que até a água dos convidados era consignado.

Algumas fotos da época. Cont👇Image
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Mas... nada se comparava ao Greg News, do Gregorio Duvivier, que chegou depois na HBO. Um programa semanal com menos de 30 minutos que contava com os melhores roteiristas, jornalistas e pesquisadores, tudo pra fazer… adivinhem? Propaganda pro PT! 😏.
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Jun 18, 2025
COMO AJUDEI O JURÍDICO DO SBT A MONTAR A DEFESA DO PROCESSO QUE A JORNALISTA RACHEL SHERAZADE MOVEU CONTRA O SBT

Segue o 🧶👇 Image
Quando Bolsonaro virou presidente, Rachel Sheherazade soltou que era “de direita, mas não bolsonarista” e disse que faria oposição ao governo dele, como fez na era PT. Até achei a estratégia esperta. Uma forma de se blindar das críticas e colegas imprensa. 👇
Veio então o governo Bolsonaro, e a Rachel não fez oposição: fez PERSEGUIÇÃO. Dia e noite aqui Twitter. Ela caçava qualquer membro do governo pra cristo. E o pior? Era fácil pegar contradições dela. Bastava jogar palavras na busca do Twitter pra achar opiniões opostas. 😬
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Apr 9, 2025
PONDÉ, O CAMALEÃO INTELECTUAL E MESTRE EM DISSIMULAÇÃO

Segue o 🧶👇

Em 2016, ganhei um ingresso da Folha pra ver o ensaio de "Jantares Inteligentes", peça escrita e dirigida por Luís Felipe Pondé.

Continua👇 Image
Encenada na sede do jornal, o espetáculo mostrava a esquerda chique que vive de marketing de comportamento.
Naquele ano, eu não perdia um evento com ele.
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Antes do início do ensaio, eu temia o que os críticos diriam da estreia de Pondé como diretor. Ele, colunista da Folha, se dizia liberal e conservador.

Surpreendeu à todos ali: os personagens eram bem construídos, sem caricaturas.
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