Shellenberger afirma que começou sua cruzada no Brasil quando descobre arquivos que demonstram que “Alexandre de Moraes e outros funcionários do governo ameaçaram processar criminalmente o advogado do Twitter no Brasil se ele não entregasse informações privadas e pessoais”
Sempre tentando, a partir desse primeiro post, a relacionar esse caso a uma tentativa das cortes superiores brasileiras usarem políticas de moderação das plataformas como “arma contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro" e a atuação do Ministro Alexandre de Moraes.
Só que a troca de emails dos funcionários do twitter que ele publica refere-se a uma ação do GAECO do Ministério Público de SP, que pede acesso a dados cadastrais, no seu poder legal de requisição, visando prender uma liderança do PCC em uma ação contra o tráfico de drogas.
A discussão jurídica desse processo nada tem a ver com “liberdade de expressão”. A lei permite a requisição pelo MP, de dados cadastrais, em sede processo de investigação.
O MPSP pede o email e telefone de um perfil identificado como ligado ao crime organizado. O twitter nega duas vezes o fornecimento desses dados. O MP abre investigação alegando que o não fornecimento desses dados incorre no crime no art. 21 da lei de organizações criminosas.
O twitter alega que email/ telefone não são dados cadastrais pelo decreto de regulamentação do Marco Civil. E sendo exceção a entrega de dados por requisição, não pode fazer uma interpretação extensiva do decreto, e que somente poderia entregar os dados por determinação judicial
Não tem STF, TSE, não tem Ministro Alexandre de Moraes, não tem liberdade de expressão ou debate politico. Esses trechos de comunicações internas entre funcionários do twitter nada tem com o STF e foram usados para manipular o debate. Uma bela narrativa sem base fática.
Estou falando dos trechos da narrativa que se referem a ação criminal contra funcionário do Twitter. Como disse no primeiro fio, eles misturam um monte de coisas sem conexão uma com a outra, para criar uma narrativa.
Esse é o único procedimento em âmbito criminal contra advogado do Twitter que existia na época dos e-mails que ele os publica trechos. Quando os funcionários se referem a procedimento em âmbito penal nos e-mails que foram expostos pelo jornalista, estão falando desse processo.
@david_agape_ Nesse fio me referi a esse post de hoje e aos e-mails que se referem ao procedimento de investigação criminal contra advogado da empresa e aos debates sobre entrega de dados desse procedimento. Que não estão relacionados a liberdade de expressão, STF nem TSE.
@david_agape_ Em um fio anterior, que comento todo o caso, afirmo: estão misturando os debates do time jurídico de casos bem diferentes, como se fosse tudo uma coisa só. Como se a investigação criminal/entrega de dados nesse caso tivesse a ver com liberdade de expressão, cortes superiores.
@campos1819aa Desonestidade é tirar do contexto do fio meus comentários, assim como tiraram completamente do contexto os comentários do time jurídico do Twitter, como estivessem tratando de liberdade de expressão e do Min Moraes como dito expressamente no post de hoje de Schellenberger
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BAIT: não existe “Twitter Files” a não ser como ação de propaganda da extrema direita. Em dezembro de 2022, o próprio Musk anunciou o lançamento do “Twitter Files”, quando entrega material interno selecionado
para os jornalistas Matt Taibbi, Bari Weiss e Michael Shellenberger.
Matt Taibbi, Bari Weiss e Michael Shellenberger passam a publicar reportagens e pautar o discurso público a partir dos interesses de @elonmusk , para corroborar seu discurso político e suas decisões na administração da rede social.
@elonmusk No Brasil quem atua é Michael Shellenberger que publicou semana passada narrativa apoiada tão somente em trechos de e-mails internos - que lhes foram entregues por Musk - e os publica descontextualizados, mudando a ordem cronológica , induzindo a interpretação equivocada,
O abuso de imagens íntimas (deepfakes, sextortion e pornografia de vingança) pode ter impactos devastadores e até fatais na vida de meninas e mulheres. É fundamental termos claro que esta é uma forma grave de violência sexual digital além de constituírem crimes, tipificados.
O caso do Fantástico hoje , em que alunos usaram aplicativos de “nudification AI” para transformar imagens comuns de redes sociais em nus falsos, sem o consentimento das meninas, mostra que precisamos tratar da gravidade da violência sexual baseada em imagens
É um tipo de violência que está arruinando a vida de meninas e mulheres e não está sendo levada a sério e que pode se tornar em breve epidêmica.