🧶Contei no 1º fio sobre acusações, em 1995, de que a Viva Rio tivesse conexão c/tráfico de drogas.
Neste🧶, novas acusações proferidas pelo general Nilton Cerqueira + provocações às autoridades brasileiras originadas na gravação do clipe de Michael Jackson no morro Dona Marta.🤔
“O secretário estadual de Segurança Pública, general Nilton Cerqueira, fez ontem duras críticas ao movimento Viva Rio. Ele disse que ‘peixe precisa de água para viver’, e completou: ‘Os traficantes são os peixes e os aquários são as ONGs’. (...) O general aprovou manifesto (...)>
que cita os líderes do movimento como coniventes com ação do tráfico de drogas no Rio.”
“Ao criticarem a ação da polícia, esses sociólogos não contribuem para a repressão ao crime. Muito pelo contrário, acabam dificultando o trabalho da PM nos morros e> memoria.bn.gov.br/DocReader/DocR…
nas favelas. Essa atitude está virando uma espécie de proteção aos traficantes.”
“Ao aprovar o texto do manifesto, Nilton Cerqueira fez referência ao historiador Itamar Silva, do movimento Viva Rio, convocado para depor, como testemunha de defesa do> ibase.br/itamar-silva/
traficante Márcio Amaro de Oliveira, Marcinho VP, no processo por tráfico de drogas que responde na 10ª Vara Criminal. (...)”
“O presidente do Viva Rio, Carlos Manuel Costa Lima, disse que o general estaria confundindo o objetivo do movimento. ‘Queremos criar alternativas e>
sugerir ações que colaborem com a polícia.’ O antropólogo Rubens César Fernandes estranhou a atitude da Secretaria de Segurança, que utilizou o velório para divulgar um manifesto político. Sobre as críticas, ele afirmou que o general Nilton ainda está com a cabeça nos anos 70.>
‘A polícia não pertence só ao general’, declarou.”🤔
O manifesto endossado pelo general Nilton Cerqueira:
Para Silvia Palacios & Lorenzo Carrasco, as acusações do general ecoavam “aquelas antes feitas pela EIR [Executive Intelligence Review], sobre o papel que estas organizações desempenham como parte da conspiração internacional p/desmantelar a instituição> larouchepub.com/eiw/public/199…
do Estado-Nação soberano, substituindo-o por governo mundial.”
Em alusão à “cultura da paz” difundida pela Viva Rio, complementam: “Os movimentos de massa da ‘Nova Era’, criados e controlados por interesses supranacionais, estão entre os veículos utilizados como aríetes contra>
as instituições do Estado-Nação.”
Segundo Palacios & Carrasco, a José Gregori, então ministro da Justiça, juntamente com a primeira-dama Ruth Cardoso, cabia a função de estabelecer a ligação entre o governo FHC e o aparato transnacional de ONGs em insidiosa expansão no País:🧐
Exatamente o ministro que havia, meses antes da manifestação pública de Nilton Cerqueira, “convidado” a Viva Rio para redigir novo plano de segurança (Nova Era?🤡🇺🇸) para o País: memoria.bn.gov.br/DocReader/DocR…
“Gregori disse: ‘Doutrina de segurança dos cidadãos será preparada, para preencher o vácuo que existe desde a doutrina de segurança nacional do governo militar’.🧐 Gregori é representante da máfia internacional dos direitos humanos, especialmente da Americas Watch (...).”
E sim. FHC fazia escancarada campanha pela substituição das tradicionais instituições de governo brasileiras por ONGs:🤯
“O secretário de Segurança Pública, general Nilton Cerqueira, quer mecanismos mais rigorosos para controlar o trabalho das organizações não-governamentais (ONGs), que segundo ele colaboram com o tráfico de drogas por ‘defender os traficantes’. ‘É muito suspeito você ver a>
utilidade de determinadas personalidades aos traficantes’, disse Cerqueira, que se recusou a citar nomes. ‘É muito prematuro', esquivou-se.”
JB, 21/5/1996
“Segundo o secretário, o governador Marcello Alencar deveria criar leis mais duras, que permitissem>memoria.bn.gov.br/DocReader/DocR…
controlar a atuação das ONGs. (...)”
“No início deste ano, Marcello Alencar assinou um decreto, ainda não regulamentado, que dá ao governo do estado o poder de fiscalizar as contas das ONGs, mas não sua atuação. (...)”🧐
Até mesmo o editorial do Jornal do Brasil, de 22/5/1996, criticava a parcialidade das ONGs:
“A Glamorização sociológica do crime organizado denota mais pervertida forma de Rousseauismo, a mais demagógica adesão à tese do ‘bandido social’ em luta contra os poderes constituídos, a>
mais absurda e delirante impostura que consiste em fingir que os Pablo Escobar e Marcinho VPs são sucedâneos de Robin Hood.🧐 Ao que se saiba, este tipo de confusão só é costumeiro em drogados que dependem de trouxinhas e papelote de traficantes.” memoria.bn.gov.br/DocReader/DocR…
A tese do ‘bandido social’ era defendida pelo documentarista João Moreira Salles e a Viva Rio, no caso do traficante Marcinho VP, do morro Dona Marta, assassinado na cadeia em 2003: pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rc…
Ambos divulgavam na imprensa a narrativa de que Marcinho VP pretendia valer-se da visibilidade e recursos do tráfico para dar início à revolução social no Rio de Janeiro🤔– narrativa essa capaz de alçar traficantes da condição de criminosos a benfeitores,> memoria.bn.gov.br/DocReader/DocR…
quando comparados ao Estado, este último único culpado pela “guerra urbana”🧐 que assolava a cidade.
Considero algo artificial o depoimento de Marcinho VP a Caco Barcellos, em 2000, sobre suas alegadas pretensões revolucionárias:
VP dizia querer entender o que acontecia na América Latina como um todo (teriam sido as próprias ONGs e doutriná-lo nesse sentido?🤔), que terminaria de escrever sua autobiografia,>
“pretendo fazer o movimento social revolucionário por favelania🤔 no Rio de Janeiro e implantar em todo o Brasil”.🧐 Dizia ainda ser apoiado por Moreira Salles e diversos membros da intelectualidade brasileira.
A seguir, trechos igualmente politizados de entrevista de VP à revista TRIP, cuja veracidade entendo não ser possível atestar, haja vista tratar-se de “entrevista por escrito, pelo seu advogado🧐, Ezequiel Costa, de sua cela no Bangu I”: revistatrip.uol.com.br/trip/entrevist…
João Moreira Salles, banqueiro: “abolicionista do século XXI”.🙃
“(...) Se considerarem as estatísticas de mortos e feridos, tecnicamente trata-se de uma GUERRA CIVIL🧐, muda e particular. (...)”
“(...) Ouvi falar de heróis como [o revolucionário mexicano Emiliano] Zapata, [o cacique e guerilheiro peruano] Tupac Amaru, [o revolucionário venezuelano Simon] Bolívar, [a primeira-dama argentina] Evita [Perón], [o guerrilheiro argentino Ernesto] Che [Guevara].🤔 Foi legal>
assistir na Universidade do México a uma palestra dos zapatistas (...).”
Os EUA temem o terrorismo bacteriológico [esta entrevista foi feita antes dos 1os casos de anthrax nos EUA]. Você acredita nessa possibilidade?
Sim. Há muitas armas biológicas circulando no mercado negro.🤪
Em entrevista de 2018, João M. Salles chega mencionar que Marcinho VP “Pensava ir para Chiapas [México], onde havia a famosa revolta, juntar-se ao subcomandante Marcos e fazer ali a sua educação política, para regressar já não como traficante mas como líder político. (...)”🤡
É estranho. Fica parecendo que um dos donos do Itaú🤔 instigava homem armado com fuzis a conclamar a população pobre do Rio de Janeiro, e depois de todo o Brasil, a lutar contra o Estado brasileiro, a fim de que se instalasse no País guerrilha urbana🧐>publico.pt/2018/03/11/mun…
mediada pela ONU – como, infelizmente, terminaria por ocorrer na Colômbia, em 2017:
Neste trecho da entrevista para o documentário “Notícias de uma Guerra Particular” o então chefe da Polícia Civil, Hélio Luz, discorda da teoria de João Moreira Salles de que traficantes ansiassem por revolução social:
Para melhor contextualização, o imbróglio envolvendo Marcinho VP, Michael Jackson e Spike Lee:
“Em fevereiro deste ano, o traficante Marcinho VP foi figura central da polêmica sobre a gravação do videoclipe do cantor Michael Jackson, no morro Dona Marta.> memoria.bn.gov.br/DocReader/DocR…
O vídeo foi dirigido por Spike Lee e coproduzido pelo tráfico local. As negociações com Marcinho para garantir a realização e a segurança das filmagens começaram um mês antes de Lee e Jackson desembarcarem no Rio.”
(Transcrição segue no print:)
Tornando a 1996:
“O movimento Viva Rio divulgou ontem nota repudiando as declarações do secretário de Segurança, general Nilton Cerqueira, que acusou a entidade de envolvimento com tráfico de drogas. Segundo a nota, ‘sugerir conivência com a criminalidade> memoria.bn.gov.br/DocReader/DocR…
é simplesmente ridículo e injurioso’. Os coordenadores do movimento marcaram para hoje uma entrevista coletiva para falar do assunto.”
JB, 24/5/1996.
E o próprio JB havia reagido frente aos ataques de autoridades à Viva Rio:
“A população do Rio de Janeiro acredita mais no sociólogo Rubem César Fernandes do que no general Nilton Cerqueira.🤪
“O veredito está numa pesquisa do CPDOC/Iser🤔, ainda inédita, com 1.600 moradores da>
região metropolitana, que avaliaram e deram nota a algumas instituições públicas no estado.”
O que o JB não revelou na nota de desagravo é o fato de que o Iser – responsável pela pesquisa - era (e é até hoje) dirigido pelo próprio Rubem César Fernandes.🤪 memoria.bn.gov.br/DocReader/DocR…
Este outro episódio da história Marcinho VP, considero igualmente inverossímil...
“O rastreamento dos cerca de 300 telefonemas dados através de um celular pelo traficante Márcio Amaro de Oliveira, 25 anos, o Marcinho VP, nos últimos 6 meses, revelou que o> memoria.bn.gov.br/DocReader/DocR…
ex-chefe do tráfico na favela Santa Marta (...) fez ligações para a sede da Polícia Civil do Rio🤔, o Batalhão de Operações Especiais (Bope)🤔, o quartel-general da Polícia Militar🤔 e até para a Assembleia Legislativa🤔 do estado. Constam ainda centenas de ligações para mais de>
400 telefones do Rio, Recife, Salvador e outras capitais do Nordeste. O levantamento foi feito pela Telerj à pedido da juíza Denise Frossard e da promotora Cristina Meneses (...).”
JB, 7/9/1996.
pode ser um dos braços importantes de uma rede nacional de narcotráfico. (...)”
Nilton Cerqueira, após a divulgação da lista da Telerj, ”coincidente”🤔 com a campanha “Rio Desarme-se”, voltaria a acusar a ONG...
“(...) Após tomar conhecimento de que o movimento iria retomar a>
campanha Rio Desarme-se, o (...) general Nilton Cerqueira, divulgou nota à imprensa colocando suspeitas sobre a relação do movimento c/o tráfico de drogas. ‘O Viva Rio quer o desarmamento da polícia, e isso resulta em favorecimento direto à atuação de bandidos’, diz a nota.(...)”
Em novembro, recuo da Viva Rio...🤡🇺🇸
“ ‘Depois de um período turbulento em que cheguei a pensar em processar o general, estou propondo uma espécie de trégua’, disse Rubem César Fernandes, coordenador do Viva Rio.”
JB, 7/11/1996 memoria.bn.gov.br/DocReader/DocR…
“O coordenador do Viva Rio, Rubem César Fernandes, resolveu deixar as desavenças e acusações de lado e sentar à mesa com o secretário de Segurança Pública, general Nilton Cerqueira. O encontro dos dois foi ontem, e a iniciativa partiu do antropólogo (...).”
“(...) No encontro de ontem, que durou mais de 2 horas, o antropólogo fechou com Nilton Cerqueira acordo de cooperação e desenvolvimento para a campanha [Rio Desarme-se].”
JB, 27/11/1996
tendo em mente que a configuração de “guerra/guerrilha urbana” em um país é pré-requisito para a intervenção de missão de verificação da ONU, como ocorre na Colômbia, desde 2017:
🧶Teria a CIA☠️🇺🇸 se valido da Rio/92🇧🇷 e seu gigantesco esquema de segurança e inteligência, seguido da escalada de violência na cidade do Rio de Janeiro, em 1993, para instaurar no Brasil, por meio de ONGs, a Operação Gladio-Brasil?🤔
Bancos, mafiosos, cocaína, democraCIA🤡🇺🇸, sequestros, armamento pesado, assassinatos, traições à Pátria e narrativas fantasiosas impulsionadas pela imprensa teriam abundado na versão brasileira - possivelmente ainda em curso🧐 e assolando nosso País🇧🇷.
🧶A Viva Rio, ONG especializada em temas de segurança pública, foi fundada em 1993, no Rio de Janeiro, a partir de Seminário Internacional do qual participaram David Rockefeller, família Marinho, banqueiros, Fernando Henrique Cardoso - então ministro das Relações Exteriores-, e>
As chacinas da Candelária (23/7/1993) e de Vigário Geral (29/8/1993) foram o estopim para a fundação, em 17/11/1993, da Viva Rio, tendo o desarmamento e a disseminação da “cultura da paz” como motes.
🧶Resumi no fio abaixo o histórico criminoso da família Bronfman- ligada a Jeff Epstein😳-, dona da Brascan🇨🇦, conglomerado que atuou em vários ramos empresariais estratégicos no Brasil de 1969 a 2005.
Hoje, descobri que, em 1987, a Brascan era dona de 167 mil km2 no Brasil.🤯
Jornal de Brasília, 5/4/1987:
“No Brasil, a Brascan🇨🇦 é um dos 5 maiores grupos estrangeiros, c/investimentos a valor de mercado estimados, em 1980, entre US$ 200 a 250 milhões. Formada por 101🤔 empresas de mineração, a Brascan já teve 4.200‼️ concessões entre pedidos de>
pesquisa, alvarás de pesquisa e decretos de lavras, dominando área de 167 mil km2, o que equivale aos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina, juntos.”🤯
“Em 1980, a participação da Brascan representou 0,83% da produção mineral bruta.> www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream…
🧶O 2º semestre de 1993 foi agitado.
Enquanto, no Rio de Janeiro, as chacinas da Candelária (23/7/1993) e Vigário Geral (29/8/1993), culminavam na fundação, em 17/11/1993, da ONG pró-desarmamento Viva Rio, na fronteira da Guiana com Roraima, em 8/9/1993, tropas norte-americanas>
e britânicas pressionavam pela demarcação da reserva Raposa Serra do Sol. Iniciava-se a Operação Surumu, de defesa do território nacional brasileiro. notibras.com/site/historia-…
Em 1994, a ressaca viria com o Carnaval.🎉
Em fevereiro, fotógrafo de O Globo flagraria Itamar Franco, no Sambódromo, ao lado da modelo até então desconhecida Lilian Ramos, sem calcinha.
Por força do episódio, a pudicícia na ilibada imprensa brasileira clamaria pelo impeachment>
🧶E se as ONGs criadas por George Soros para a difusão da “cultura da paz” como solução para problemas de segurança pública fossem na verdade forma de facilitar a intervenção da ONU em países como o Brasil?🤔
Veja:
Concede ingerência à ONU, em temas internos de países Soberanos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos - instrumentalizada por essas ONGs. E, especificamente ao Conselho de Segurança, ameaças à Paz e à Segurança Internacionais. main.un.org/securitycounci…
Será então esse o motivo de, a partir dos anos 1990 - precisamente quando se alastram pelo país ONGs voltadas a temas de segurança pública - surgirem alegadas relações (alardeadas pela imprensa) entre traficantes de renome no Brasil e grupos estrangeiros como as FARC?🧐
🧶Tudo que a WWF🇬🇧 e o Pentágono🇺🇸 querem é uma epidemia - com alegado potencial pandêmico - na Amazônia. Assim, justificariam intervenção estrangeira na região, via OMS🇺🇳 e OCHA🇺🇳.
A Fiocruz, dominada pela Fundação Rockefeller☠️ desde os anos 1930, claro, colabora.🫣