Jornalistas têm a obrigação de retratar os fatos, sem distorcê-los, e ouvir sempre todos os lados de uma história. O que se vê hoje são muitos jornalistas que não aprofundam a investigação sobre os fatos e fazem análises simplistas e que não consideram todo o contexto envolvido.+
Esses jornalistas acreditam piamente, sem a mínima contestação, nas fontes que confirmam suas posturas ideológicas e políticas, e não consideram e ouvem o outro lado. É legítimo que o jornalista tenha suas convicções, mas isso não o isenta de ser fiel aos fatos, mostrar todos os+
lados da história e considerá-los ao fazer análises, que diferem de opinião. A opinião é livre e deve ser caracterizada como tal. Independentemente de suas posições políticas, jornalistas têm de desconfiar de todas as versões apresentadas, e se não tiverem como checá-las, devem+
mostrar todas elas. Especialmente quando são versões de partes em guerra, ou mesmo em batalhas políticas acirradas. A versão de Israel sobre o ataque do Hamas em 7.10 foi e é acolhida sem contestação, mesmo tendo grande parte dela sido contestada posteriormente, até por meios +
israelenses, por total falta de provas. A situação econômica de Cuba e da Venezuela é analisada sem que se fale nos graves efeitos das sanções impostas pelos EUA. Só economistas de posições liberais e neoliberais são ouvidos e entrevistados. Os conceitos de ditadura e terrorismo+
são os adotados pelos EUA e seus aliados, sem maior investigação e análise. O bom jornalismo independe de os jornalistas e veículos serem de direita ou esquerda. Reportagem e análise têm de ter método e critério, ou não são reportagem e análise sérias. A opinião é livre.
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