1/8 O Relatório e Contas da SAD do Sporting de Braga, datado de 23 de Setembro de 2024, e aprovado pelos associados, identifica Ivan McOwens como terceiro maior acionista da SAD. Sucede que o senhor McOwens, fã dos Spurs e do ENAD, faleceu um ano antes, em 22 de Outubro de 2023
2/8 A sociedade gestora da Sundown Investments Limited, apenas informou a Companies House em 27 de Fevereiro de 2024 de que, desde o dia 22 de Outubro, Ivan McOwens já não seria o director da Sundown. E substituiu-o por Trevor Read, presença habitual nas estruturas Londrinas.
3/8 Também a 27 de Fevereiro, informou que o senhor McOwens teria a 1 de Setembro deixado de ser o "beneficiário efectivo" da Sundown, no que muito provavelmente terá sido uma manobra realizada à posteriori para salvaguardar o real beneficiário efectivo de possíveis complicações.
4/8 Neste momento, inexistem na Companies House quaisquer informações sobre qual será o novo "beneficiário efectivo", mas há um detalhe de particular interesse. A 9 de Agosto de 2024 surgiu como accionista a Imagic Service Ventures LLP, com sede na Colúmbia Britânica, Canadá.
5/8 A utilização de sociedades na Colúmbia Britânica, como forma de ofuscar o verdadeiro beneficiário efectivo, é obra de João Carlos Sampaio de Almeida, antigo consultor da Premier/PIC, e especialista em Gestão e Consultoria Fiscal (Cédula n.º 16079 na Ordem dos Economistas).
6/8 João Almeida herdou o know-how dos irmãos Queiroz e Castro, que através da Premier/PIC criaram uma verdadeira fábrica de faturas falsas, desmontada a partir de 2005 com a Operação Furacão.
7/8 O novo e aperfeiçoado esquema apresentará várias semelhanças, desde logo a sua dimensão colossal, ramificações que se estendem desde Portugal, Reino Unido, Austria ou Hong Kong, para além da clientela, em que se destacam conhecidas personalidades do nosso futebol.
8/8 Concluindo, isto é apenas mais um caso manifestamente revelador da total ineficácia das nossas autoridades judiciárias e de regulação. E de um futebol Português sempre tão pródigo em peripécias e impunidade.
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1/4 De acordo com uma investigação da SIC, o ex-primeiro ministro José Sócrates assinou em 2020 um contrato de consultoria com uma desconhecida sociedade sediada no Luxemburgo, a ETZ Global Telecom SA, onde assumiu funções de presidente do Conselho Consultivo Estratégico.
2/4 Incorporada a 30/07/2015, a ETZ teve o seu domínio digital "ETZGLOBALTELECOM.COM" registado em 26/10/2015 por Pedro Cruz, da Visual Mo Audiovisuais Lda, empresa de Famalicão, responsável pela criação de conteúdos gráficos e digitais para a ETZ.
3/4 Este era o aspecto visual da página web, e aí se constata que a ETZ garantia ter presença em diversos países: Venezuela, Comores, Chade, República Centro Africana, São Tomé e Príncipe, Honduras, Moçambique, Cabo Verde, e Burundi.
Para além de investimentos no sector imobiliário, no Sporting, e até a oferta de um autocarro, os milhões desviados do BESA também permitiram a Álvaro Sobrinho adquirir, pelo menos, 3 embarcações de luxo, modelos Pershing 115, Pershing 92 e Wider 42.
Além dos elevados custos associados à aquisição deste tipo de embarcações, acrescentam-se custos de manutenção, armazém (só um armazém localizado em Sant Antoni de Portmany - Ibiza terá custado 450 mil euros em 2012), marinheiro, chef de cozinha, e restante pessoal auxiliar.
A SAD da Associação Desportiva Sanjoanense foi constituída em inícios de 2018, e desde essa altura 65% da SAD passaram a pertencer à sociedade Decifra Glórias LDA, com sede em Santa Maria da Feira, e detida à época por Carlos Gomes Neto e Bruno Morgado.
Em finais de Outubro deste ano, as quotas da Decifra Glórias foram cedidas a duas sociedades, a Vedeta Ofuscante - Unipessoal LDA (65%) e a Fábulas Promissoras - SGPS Unipessoal LDA (35%), com gerência de Rui Pais da Costa Figueiredo e Urgel Martins respectivamente
A Fábulas Promissoras - SGPS Unipessoal LDA foi constituída em finais de Setembro deste ano e é detida a 100% por Catarina de Oliveira Teixeira. Catarina é a filha do conhecido agente de jogadores António Teixeira.
Urgel Martins foi, entre 2011 e 2021, o Diretor Executivo para o Futebol no FC Porto. Uma figura muito pouco conhecida do público em geral, mas importantíssima na estrutura Portista. Desde contratações de jogadores, a finanças, tudo passava por ele.
Um ano depois dessa ascensão de Urgel Martins, o FC Porto e a sociedade RAMP - Management Group International, de Hong Kong, assinaram um contrato que tinha como missão indicar jogadores ao FC Porto de países como o Gana, Congo, África do Sul, Zâmbia e Nigéria.
A RAMP (com fortes ligações à SECA), cujos representantes são Graham Heydorn e Edmund Chu, foi a responsável, nos anos seguintes, pela vinda dos vários jogadores Africanos que povoaram a equipa B e os sub-19 do FC Porto, como Mikel Agu, Chidera, Chidozie, entre outros.
No âmbito do processo Cashball, as autoridades fizeram buscas a André Geraldes, apreenderam dispositivos eletrónicos, mas alguma coisa falhou. Não detetaram que é o beneficiário efectivo da Market Pool, uma sociedade nas Seychelles, onde terá recebido verbas de Constantin Teodoro
Estão em causa 250 mil euros que, de acordo com vários documentos, terão sido transferidos para a esfera de André Geraldes, semanas depois da contratação de Lumor pelo Sporting. Uma operação usualmente apelidada de kickback, e que terá sido minuciosamente preparada por ambos.
A sociedade utilizada por Constantin Teodoro é a Forgold Marketing Limited, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas. A existência dessa sociedade já foi aflorada neste artigo de @mpradoexpresso, no âmbito do projecto #FootballLeaks
Luciano Gonçalves que afirmava pretender uma "maior credibilização e transparência do sector da arbitragem", conseguiu a proeza de ter a APAF a ser financiada pelo dono de um clube de futebol, através de um patrocínio que visa "ajudar jovens árbitros ao nível social e formativo".
Esse patrocínio celebrado com a Agriloja, permitiu também à APAF, violar os regulamentos da FIFA sobre a Organização da Arbitragem, de forma flagrante, como aconteceu, por exemplo, no último Maritimo-Gil Vicente.
O Grupo Agris e empresas relacionadas, detêm o Torreense e a Torresfute (empresa de agenciamento que representa vários jogadores do próprio Torreense). Patrocina 4 clubes da Liga, e aparece envolvido num conjunto de situações irregulares.