"HÁ EXATOS 35 ANOS, O DIA EM QUE O DINHEIRO SUMIU: 16 DE MARÇO DE 1990"
(Alguém lembra disso?)
Há exatos 35 anos, Dona Escrotilde acordou achando que ia ser só mais uma sexta-feira normal. O marido já tinha saído para o trabalho, os filhos estavam se aprontando para a escola, e ela preparava o café como sempre. O cheiro de pão fresco de boteco tomava a cozinha, enquanto o rádio, baixinho, falava sobre o novo presidente, Fernando Collor.
Até que veio a bomba. SEGUE O FIO...
2. A voz do locutor tremia: "O governo acaba de anunciar o bloqueio das contas bancárias acima de 50 mil cruzeiros novos."
O coração de Dona Escrotilde disparou. Bloqueio? Como assim bloqueio? Que c@r@l#@s tava acontecendo?
O que isso significava na prática?
Se você tinha até 50 mil cruzeiros novos (uns R$ 6.500 a R$ 8.000 em valores de hoje), podia mexer no seu dinheiro normalmente.
3. Tudo o que passasse disso estava congelado. O governo pegou o dinheiro e jogou num cofre gigante do Banco Central, prometendo devolver em 18 meses, com uma correção de inflação e juros de 6% ao ano.
Quem tinha investimentos financeiros, como aplicações overnight, teve acesso imediato a 25 mil cruzados novos ou 20% do total investido, valendo o que fosse maior. O resto? Bloqueado também.
O país entrou em choque.
Dona Escrotilde descacetou, derrubou a xícara de café e correu para o telefone.
4. “O banco… o dinheiro… foi tudo bloqueado! A gente não pode sacar nada!” – disse ela, com a voz trêmula.
O marido do outro lado da linha ficou embasbacado. O pavor foi imediato.
O CAOS ESTAVA SÓ COMEÇANDO
Naquela manhã, milhões de brasileiros se desesperaram. Pessoas saíram correndo para os bancos, mas já era tarde. As portas estavam fechadas, as filas davam voltas no quarteirão. Gente chorando, gente revoltada, gente tentando entender o que tinha acabado de acontecer.
5. O mercado virou um inferno. Se o peladão aparecesse na Faria Lima ninguém iria notar. O dólar disparou, passando de 60 cruzeiros novos. Empresas que tinham dívidas em moeda estrangeira foram para o buraco.
A inflação? Um monstro descontrolado. Mais de 80% ao mês. Pra você ter ideia, um quilo de arroz que custava 10 mil cruzeiros novos no começo do mês podia custar 18 mil no final. O dinheiro evaporava.
Collor dizia que esse plano era a única forma de controlar a inflação. Mas, na prática, ele destruiu a confiança do brasileiro no próprio país. Empresas faliram, famílias perderam tudo, e quem juntou dinheiro a vida inteira viu sua segurança sumir do dia pra noite.
6. O MUNDO OLHOU E BALANÇOU A CABEÇA
Lá fora, ninguém acreditava no que tava acontecendo.
Como assim um governo pode simplesmente pegar o dinheiro das pessoas?
Os investidores gringos meteram o pé. As bolsas despencaram. O Brasil ficou ainda mais queimado no mercado internacional.
O Banco Central subiu a taxa SELIC, tentando desesperadamente conter o pânico. Mas não adiantou. O estrago estava feito.
7. E HOJE, O QUE ISSO TEM A VER CONOSCO
Dona Escrotilde nunca esqueceu aquele dia. Até hoje, 35 anos depois, ela sente um arrepio quando pensa no som da voz no rádio, nas filas nos bancos, nos rostos apavorados.
Se tem uma coisa que essa história ensina, é que confiar 100% no governo pra proteger seu dinheiro é um erro gigante.
Blindar o patrimônio não é luxo, é necessidade.
E quem investe com inteligência sabe disso. Por isso é importante dolarizar uma parte da carteira. Os investimentos que a Carteira Z recomenda são diversificados e dolarizados. Se o governo quiser meter a mão no seu dinheiro, ele vai ter que atravessar oceanos primeiro.
Se algo parecido acontecesse hoje, tu estaria protegido ou tomaria o mesmo golpe?
8. DÁ UM RT, se gostou dessa sequência e quero lembrar que acabam nas próximas horas a promoção da assinatura da carteira Z de 1 ano grátis na aquisição do trienal (equivalente a meia pizza de boteco por mês, 41 mensais).
O bagulho mais LOKO desse rolé é esse cara ter sido eleito senador depois dessa. Brasil é uma parada que não tem explicação.
Em que lugar vc estava nesse ano?
Nesse época minha mãe precisou me tirar da escola Sagres (que era um colégio particular que ela pagava com mto esforço, pois ganhava 2 salários mínimos), pra me transferir pra escola municipal, em que passei o resto da minha jornada escolar (Jenny Gomes no Rio Comprido). Triste. Muito triste.
Eu não entendo até hoje como não quebraram tudo nesse país.
O QUE TODO MUNDO TÁ FALANDO, MAS NINGUÉM EXPLICOU DIREITO SOBRE A XP ACUSADA DE PIRÂMIDE FINANCEIRA.
Isso já aconteceu antes com outras empresas. Segue o fio.
Tu já imaginou acordar um dia e descobrir que uma das maiores plataformas de investimento do país foi acusada de operar um esquema Ponzi? Isso que aconteceu com a XP Investimentos, segundo um relatório explosivo da Grizzly Research. A acusação, claro, fez barulho – e as ações da empresa despencaram.
Mas antes de qualquer histeria, vamos aos fatos.
O QUE TÁ SENDO DITO?
2. O relatório acusa a XP de promover produtos de investimento supostamente predatórios, com destaque para os Certificados de Operações Estruturadas (COEs). E os caras questionam a rentabilidade de alguns fundos, como o Gladius e o Coliseu, insinuando que os retornos seriam "bons demais para serem verdade".
Aqui entra um ponto crucial: COE é, na maioria das vezes, um péssimo investimento para o cliente.
Os COEs são vendidos como "investimentos sofisticados", mas a verdade é que, na prática, mais de 90% deles rendem menos que o CDI. Isso acontece pq esses produtos são montados para proteger o capital investido (ou seja, você não perde dinheiro nominalmente), mas, em contrapartida, a chance de obter um retorno realmente bom é mínima.
3. Se vc tivesse investido no CDI ou em ativos mais simples, teria ganhado mais dinheiro e com muito mais liquidez. Mas as plataformas e bancos adoram vender COEs pq as taxas embutidas nesses produtos são altíssimas – e muitas vezes o investidor nem percebe.
A parada é que o COE geralmente é um baita negócio para a corretora, mas um péssimo negócio para vc.
POR QUE A XP FAZ ISSO? Agora vem o ponto-chave: a estrutura tributária brasileira incentiva esse tipo de operação.
Na moral. Quem investe em imóvel no Brasil ou é maluco ou é inocente. Fiz uma simulação usando dados do FipeZap:
Segue o fio da simulação que fiz:
2. Imóveis x CDI
Investimento inicial: R$ 1M
Yield do aluguel: 0,5% ao mês
IR sobre aluguel: 27,5%
Manutenção: 1% ao ano
Retorno total:
2009-2025:
Imóveis +376% | CDI +322%
2014-2025:
Imóveis +83% | CDI +168%
2019-2025:
Imóveis +59% | CDI +61%
3. Mesmo com um dos cenários mais otimistas possíveis (imóvel alugado desde o início com 0,5% de yield e apenas 1% ao ano de custo com manutenção) o CDI ainda superou imóveis em 5 e 10 anos.
Em 15 anos, o CDI também não ficou mto trás e, considerando um cenário um pouco mais pessimista, já encostaria nos imóveis. Tudo isso com muito menos risco e dor de cabeça e muito mais liquidez.
Acabou de sair a nova carta do Warren Buffett e tem coisa GRANDE acontecendo. A carta anual de 2025, cobre o desempenho de 2024 e traz várias lições de Buffett sobre paciência, valuation e até um recadinho pro governo dos EUA.
Mas o que me deixou embasbacado foi o caixa da Berkshire… US$ 334,2 BILHÕES parados esperando algo. O véio tá prevendo um crash? Será que tá pensando em comprar tesouro RENDA+2065 aqui no Brasil?
Segue o Fio de boteco e resumido....
1. A Berkshire Hathaway meteu um lucro operacional de US$ 47,4 bilhões em 2024, um aumento de 27% no ano. Só que o foco não é esse. O caixa explodiu pra US$ 334,2 bilhões. Sabe o que isso significa?
Buffett não tá vendo boas oportunidades no mercado. Tá esperando sangue nas ruas? Crash? Sinistro, hein...
2. E aquele amor de boteco do Buffett por Apple tá esfriando?
Ele vendeu 25% da posição e diminuiu a aposta na empresa. Ainda é a maior posição da Berkshire, mas isso mostra que até Buffett tá vendo Apple cara demais. Sinal de alerta?
Meu artigo na CNN sobre o rombo bilionário da Previ no Banco do Brasil! Um tema que pesa no bolso de muita gente, aposentados e investidores. Ser chamado para falar sobre isso num veículo desse tamanho é uma baita honra e mostra até onde essa caminhada já me levou.
Segue o fio...
2. Hoje sou empresário, professor de finanças e fundador da Carteira Z, um projeto que ajuda milhares de pessoas a investirem melhor e sem complicação.
Antes disso, passei 15 anos na Força Aérea Brasileira, onde aprendi disciplina, estratégia e resiliência—valores que carrego até hoje.
Mas nem sempre foi assim. Cresci no Rio Comprido, bairro humilde da zona norte do Rio, estudei na escola pública Jenny Gomes, rodeado de desafios. Metade dos meus amigos tinham parentes no tráfico das favelas ao redor. Nunca fui aluno nota 10, nem 9, nem 8… era nota 7 e era lá do fundão, da zoeira, e tava tudo certo. Mas nunca deixei minhas origens dizerem onde eu podia chegar.
3. Tenho muita gratidão por ver meu trabalho sendo reconhecido em veículos como InfoMoney, Jornal de Brasília, UOL, Exame, Terra, Metrópoles, MSN etc, e mais recentemente, na CNN. Também tive a oportunidade de participar do Market Makers, um dos maiores podcasts de investimentos do Brasil, debatendo sobre fundos e mercado financeiro.
E, de forma que nunca imaginei, até internacionalmente, no The Wall Street Journal, dei uma entrevista e meu nome estava lá no jornal financeiro mais importante do planeta. Tudo isso é fruto de muito trabalho, mas, acima de tudo, da graça de Deus.
OS EVANGÉLICOS VÃO TIRAR O PT DO PODER – e o mercado já sacou isso
Uma das cartas que mais gosto de ler quando sai é a da Mar Asset. Os caras têm uma leitura absurda de macro, política e mercado. E a última carta veio afiada e sem freio na língua.
Bora pro fio de boteco 🧶👇
1. A Mar Asset mandou na lata: o Brasil tá num ambiente de dominância política. O governo tá tomando decisão econômica pensando no curtíssimo prazo, sem se preocupar com o que vem depois.
Segundo eles, Lula queimou a largada. Torrou tudo que podia pra segurar a popularidade. Só que agora o caixa secou, a conta chegou e o mercado sentiu o cheiro de encrenca. O BC sacou isso e já começou a apertar os juros.
2. E aqui entra um ponto que a Mar Asset bate forte: o governo ignorou completamente o ciclo econômico. Nos EUA, Roosevelt e Keynes criaram a ideia de gastar pra suavizar crises, mas depois voltava ao normal. Aqui, o governo só quer gastar sem limite.
Só que isso tem um preço. E a história já mostrou como esse filme termina. Nos anos 70, os EUA tentaram essa brincadeira e terminaram com inflação nas alturas e recessão. Aqui no Brasil, já vimos isso na era Dilma. O final não é feliz.
O S&P 500 desde 1980 mostra uma coisa clara: o mercado americano sobe no longo prazo, mesmo com crises no caminho. Quem investe pensando em décadas, e não em meses, se deu bem.
Como isso se compara com a bolsa brasileira? Vamos aos fatos. Segue o fio de boteco:
1/7. O mercado sobe, mas de formas diferentes
Nos EUA, o S&P 500 tem muito mais anos positivos do que negativos. No Brasil, o Ibovespa também sobe no longo prazo, mas é muito mais instável, com períodos longos de marasmo.
2/7. Grandes quedas costumam ser oportunidades
•2008: -38.49% (crise financeira)
•2002: -23.37% (bolha da internet)
•2022: -19.95% (alta de juros nos EUA)
Depois desses tombos, sempre veio uma recuperação forte. No Brasil, essa lógica nem sempre funciona, porque algumas crises são estruturais e duram mais tempo.