Acompanho futebol desde muito pequeno, mas minhas lembranças vêm de 1992. Não lembro de o Flamengo fazer o Inter parecer o America no Beira-Rio. O Inter sempre foi rival duríssimo e, apesar da queda nos últimos meses, é um time forte. Me impressionou como o Flamengo dominou (+)
Os torcedores nascidos de 82 em diante, aqueles que não têm nenhuma lembrança do Zico, sabem o quanto é significativo o Flamengo ir na casa de um dos seus oito rivais interestaduais do G-12 e esconder a bola, o Inter não a viu. Foram anos de sofrimento em Porto Alegre e no PR (+)
Não foi uma goleada, mas a supremacia foi gritante. O Flamengo ignorou um dos estádios e uma das camisas mais pesadas do Brasil. Passou por cima. Essa geração que não viu o Zico jogar, a mesma que amargou 17 anos de espera pelo hexacampeonato, merece demais esse momento (+)
Quantos não ouviram aquela frase duríssima e ao mesmo tempo justíssima: “Flamengo era aquele do Zico”. Hoje esses recém-quarentões podem bater no peito e falar que viram praticamente tudo como torcedores do Flamengo. Tá bonito de ver. É impactante a reestruturação do Flamengo (+)
Alguns dos péssimos times que o Flamengo entre as décadas 1990 e 2010 fizeram o clube ter superioridade de vitórias em dado momento somente diante dos três daqui do Rio, do Corinthians e do Atlético-MG. A queda era dura. Jogo no Sul do país era um suplício (+).
Ser visitante era duro pro Flamengo. Quantas goleadas não levou? E olha que entre as décadas 90 e 2010 o Fla ainda sobreviveu com títulos conquistados na força de sua camisa, mas era pouco. Beira-Rio, Olímpico, Arena da Baixada, Vila Belmiro e até a Vila Capanema, do Paraná! (+)
Esses palcos eram certeza de sofrimento. Flamengo ia para esses lugares, e a torcida torcia (desculpe a redundância) o nariz. Acreditava na vitória pela força da camisa, pela inerente “marra de ser Flamengo”. Confiava por ser o maior do Brasil, mesmo não praticando. E sofria (+)
O tombo era maior porque o Rubro-Negro confiava na máxima de que era o maior do Brasil mesmo tendo Marcelo Moscatelli, Josafá, Colace, Paulo Paiva, Marçal, Rivera, Ronaldo zagueiro, Dimba, Whelitton e Negreiros. O Flamengo decepcionava. Hoje o Flamengo vai de peito aberto (+)
Hoje o Flamengo é Flamengo em todo canto do país, da América do Sul e do mundo. Não teme e não se dá ao direito de abdicar da bola. Hoje a torcida pode bater no peito e ter orgulho de que o Flamengo é o dono da bola em qualquer lugar que jogue. E esses “recém-grisalhos” (+)
…podem se orgulhar de um Flamengo para chamar de seu. De um Flamengo que fabrica em propulsão ídolos que podem sentar à mesa com os dos anos 80, com Zizinho, Domingos da Guia, Leônidas, Valido, Dida, Evaristo, Doval, Carlinhos, Murilo, Paulo Henrique, Silva Batuta e outros(+)
Esses “novos coroas” não precisam recorrer mais a fitas cassete (muitos desses quarentões compraram a fita dos Mais Belos Gols de Zico da Casa & Vídeo) ou às histórias de pais, mães e avós. Eles têm as suas histórias pra contar. E os que curtem hoje não esquecem de heróis (+)
… dos tempos difíceis, como Obina, Ronaldo Angelim (QUE É MUITO ÍDOLO E UM RETRATO FIEL DO QUE É O FLAMENGO E SUA TORCIDA), Julio Cesar, Toró e tantos outros que deram tudo por essa camisa nos momentos mais duros. (+)
Esses “cabeças brancas” têm um Flamengo dominante e fiel ao DNA. Podem bater peito que o clube mais plural, popular e presente em todos os cantos do Brasil joga em casa em qualquer rincão desse país. Parabéns ao Clube de Regatas do Flamengo, o dono da bola, pela vitória maiúscula
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Alô, jovens que buscam o jornalismo, tenho observado um movimento, e este não me atingiu HOJE. Hoje em letras garrafais sim. Nossa profissão vive uma crise de colegas desmentindo colegas não sei com que objetivo. Estou de folga, por isso com paciência para tratar do tema. (Segue)
Na ânsia potencializada pela pandemia de postar tudo que apuram, colegas atropelam a informação dos outros sem respeitar o próximo. Falo isso tranquilamente porque recentemente noticiei que o Andrey não fica no Vasco. No dia que o fiz, fiz questão de procurar o @pedrosa (segue).
@pedrosa tinha colocado que as partes conversavam, e de fato havia conversas. O problema é que transformaram um tuite do Pedrosa em negociação. Avisei a ele, que entendeu que eu não publicaria nada para desmentir o que ele tuitara. No respeito e na ética que eu e ele temos. Segue