Rodrigo da Silva Profile picture
Colunista de internacional do @Estadao. Criador do @spotniks.

Aug 22, 2019, 6 tweets

Quer entender por que não damos conta sequer de manter uma estatal de envio e entrega de correspondências?
Você não precisa passar da descrição de um mísero benefício no contracheque de seus servidores.
Eis o que acontece quando uma categoria possui amplo acesso ao poder:

Na média, as empresas privadas brasileiras gastam R$ 3.858 anualmente com o plano de saúde de um funcionário. As estatais que adotam planos de saúde de autogestão gastam R$ 10.163. Nos Correios, essa conta supera os R$ 12 mil, mais do que três vezes o custo da iniciativa privada.

O cenário é tão grotesco que, apesar de os Correios possuírem 108 mil funcionários na ativa e 32 mil aposentados, até esses dias pagava as despesas de saúde de 400 mil pessoas (das quais 91 mil com mais de 60 anos, demandando atendimentos médicos periodicamente).

Na lista de benefícios, os servidores dos Correios têm direito a plano odontológico e a 200 procedimentos além dos determinados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar!
DUZENTOS!

Entre 2015 e 2016, do prejuízo de R$ 4,1 bilhões dos Correios, R$ 3,4 bilhões se deu só com os planos de saúde (quase 83% da conta).
Mas vai você reclamar dos privilégios dos funcionários públicos nesse país - você será chamado de fascista, ultraneoliberal, de extrema-direita.

Sem negociação com os "direitos adquiridos" de privilégios pagos por um país onde metade dos trabalhadores têm renda menor que um salário mínimo, a conta não fecha e a privatização parece sempre a melhor opção.
Surpresa para zero pessoas que entendem o mínimo de aritmética.

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