O bolsonarismo é um movimento ideológico radical. A pauta do combate à corrupção só valia estrategicamente e num contexto determinado. Bolsonaro era radicalmente contra o PT e os casos de corrupção foram a forma encontrada para galvanizar os apoios necessários.
O lavajatismo foi usado pelo Bolsonaro. A pauta anti-corrupção era a forma mais eficaz de trazer apoiadores para uma agenda de direita mais radical e ideológica. Agora que isso não só não é mais necessário, como também é inconveniente, abandona-se a pauta.
Não há um compromisso de princípio com a pauta anti-corrupção porque ela pressupõe uma institucionalidade que o Bolsonaro não aceita. O mais engraçado é que, ao descrever o comunismo no vídeo em que frita Deltan e Moro, o Olavo de Carvalho descreveu... o Bolsonaro.
Para o Olavo, o petismo (e o comunismo em geral) só tem uma meta: o poder. O resto é instrumento para isso, inclusive a pauta anticorrupção que o PT aceitou nos anos 1990. Mas vejam só: Bolsonaro, após crescer surfando nessa agenda, está destruindo-a em nome do seu próprio poder
Que Sérgio Moro não só permaneça nesse barco, como faça gestos de bajulação bocó para o PR (como a foto vestido de solado) dão uma ideia da diminuta estatura política a que chegou nesses 8 meses de governo.
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