Ontem fez 6 anos que faleceu meu pai. Entre as muitas memórias vivas que tenho dele, uma é marcante demais: eu, adolescente, ouvindo um vinil do Geraldo Vandré com ele, enquanto conversávamos sobre a #ditadura. Meu pai, metido a machão, desandou a chorar (1/5)
Me contou que conseguiu esconder o vinil dos milicos durante uma revista e mandou uma frase que me intrigou e acabou me fazendo jornalista: “Esses filhos da puta não podiam ter feito o que fizeram com o país. Enquanto eles não pagarem, o Brasil não anda” (2/5)
Estamos colhendo o fruto da impunidade dos criminosos da ditadura. Os números da Comissão da Verdade são assustadoramente claros: 434 pessoas morreram ou desapareceram. 8350 indígenas foram assassinados (3/5)
Famílias e crianças foram presas e torturadas. 377 pessoas foram apontadas como responsáveis diretas ou indiretas por estes e outros crimes e não foram a julgamento. Defender a ditadura no Brasil deveria ser crime e não plataforma eleitoral (4/5)
O Judiciário brasileiro é omisso e a mídia não pressiona o suficiente por essa causa. A TV Record, que um dia abrigou o festival de música onde Vandré fez história, hoje mente escandalosamente. Não vamos desistir do Brasil. Essa gente ainda há de pagar sua conta com o país (5/5)
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