Jose Elias Almeida Profile picture
Zé. #contabilidade #governançacorporativa #valuation #Accounting #corpgov

Mar 31, 2020, 16 tweets

Análise Setorial, Dados Contábeis Agregados e Desempenho para avaliação de Empresas.
Alguns estudos nas áreas de contabilidade e de estratégia discutem como a informação contábil pode contribuir para capturar a estratégia empresarial (Palepu et al., 2004; Soliman, 2008). ...

Algumas evidências sugerem que a decomposição do ROE (retorno sobre o patrimônio líquido, também chamado de análise DuPont) deveria refletir a estratégia da firma (liderança em custo ou diferenciação conforme Porter, 2008). #contabilidade #estrategia #valuation ...

Também temos uma literatura recente surgindo chamada de macro accounting (contabilidade agregada), mas sem relação direta com contabilidade nacional (cálculo do PIB, por exemplo). Todavia, essa literatura pode ser muito útil para gestores públicos, analistas e reguladores. ...

A ideia aqui neste artigo é unir essas três correntes em algo prático para investidores e analistas para apresentar uma visão integrada da contabilidade, estratégia e dados agregados.
A decomposição do ROE é a seguinte:
ROE = ROA x Alav. Fin.
ROA = Margem Líquida x Giro do Ativo

O link teórico e prático da decomposição do ROE se dá seguinte forma:
A margem líquida mostra a lucratividade das atividades empresariais, medida pelo lucro líquido dividido pela receita operacional líquida, ou seja, a eficiência operacional. ...

Quanto maior a margem, maior a capacidade da firma diferenciar seu produto ou serviço no ambiente competitivo. O giro do ativo são as receitas divididas pelo ativo total. Mostra a eficiência dos investimentos feitos em ativos na geração de receita. ...

Indústrias tendem a ter o giro do ativo muito alto para se beneficiarem da economia de escala. O retorno sobre o ativo (ROA) é a rentabilidade dos ativos, ou seja, quanto que os ativos totais geram de lucro operacional. ...

Em suma, empresas com maior margem de lucro tendem a ter menor giro dos ativos e vice-versa. Todavia, não elimina que empresas consigam ter giro alto e margem alta, o que seria o melhor dos cenários no mundo dos negócios.

Vamos partir para algumas análises setoriais, com base na classificação da B3, agregando o giro do ativo, a margem de lucro e o ROA. ...

O setor de bens industriais traz um giro mediano alto e notem q a margem é bem apertada, o q faz lógica c/ o posicionamento das firmas. O ROA tb baixo por características do setor. Ao longo dos anos, podemos notar a piora desses indicadores por causa da crise brasileira passada.

O setor de consumo cíclico também possui característica semelhante de giro alto e margem pequena, pela composição do setor.

Mudando um pouco de característica o setor de tecnologia da informação possui margem mais alta (mediana) e, por vezes, giro muito alto porque alguns produtos e serviços podem ser escaláveis.

O setor de utilidade pública possui, em geral, giro estável e margem segura, uma vez que muitas dessas empresas são estatais ou empresas monopolistas, que asseguram a lucratividade dos serviços prestados à população.

O exercício agora é compreender como a unidade empresarial que você avalia se diferencia do setor ou se aproxima dele no que tange giro e margem, pois existe uma tendência da rentabilidade das empresas a reverterem à média do setor.

C/ base nesse tipo de análise pode ficar mais fácil entender alguns drivers do desempenho das empresas e o que leva uma possuir desempenho superior às demais.
Esses resultados mudarão se os ativos totais forem medidos pelos ativos tangíveis e intangíveis, mas isso é um exercício.

Pode-se também trocar o lucro líquido pelo EBIT, NOPAT ou EBIT para complementar suas análises e, também, analisar a média ao invés da mediana.
Bons investimentos e um melhor processo de avaliação de empresas (Valuation) a todos!

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