Há alguns dias liberei lá no site uma notícia sobre a descoberta de um ataúde de madeira onde estava sepultada uma adolescente que faleceu quando tinha uns 15 a 16 anos.
Esse é o post em questão: arqueologiaegipcia.com.br/2020/05/04/arq…
Uma das coisas que chamou a minha atenção é que ela foi enterrada dentro de uma sarcófago de sicômoro. O sicômoro era uma árvore muito querida entre os egípcios e era associado com a deusa Hathor.
Foto: Bernard Gagnon.
Os frutos do sicômoro:
Hathor era a deusa das festas, alegria e o amor, mas não só isso: era protetora dos mortos, auxiliando-os em sua jornada no além. Ela, inclusive, aparece no mundo dos mortos saindo de um sicômoro e alimentando os falecidos.
Voltando para a notícia: O ataúde foi esculpido em um único tronco de sicômoro. Outro detalhe interessante é que ele foi pintado de branco, o que realmente é curioso, já que usualmente sarcófagos de madeira são bem coloridos.
(o ataúde parcialmente enterrado)
Outro ponto é que o sepultamento é relativamente modesto. E por ser um sepultamento modesto, possivelmente foi isso que salvou a múmia de saqueadores da antiguidade, já que eles simplesmente a ignoraram.
O seu sepultamento estava a poucos metros da capela dedicada a um homem chamado Djehuty, que foi supervisor do Tesouro e Artesanato da faraó Hatshepsut (18º Dinastia), porém a adolescente viveu na 17ª Dinastia.
— Já falei sobre mulheres faraós:
O que provavelmente ocorreu é que a múmia da menina pode ter sido deslocada em algum momento na antiguidade OU não foi perturbada durante a construção da capela de Djehuty.
Realmente não se sabe no momento ¯\_(ツ)_/¯
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