NÃO, NÃO ESTAMOS SALVOS
Os dados não deixam dúvidas de que o BCE tem sido decisivo para manter condições favoráveis de financiamento. Mas é o próprio banco central a recordar os seus limites. Sem um estímulo orçamental à altura e a fundo perdido, não se evita nova crise do euro.
Ora, o estímulo orçamental não está à altura e é bem possível que não seja a fundo perdido (se não forem aprovados os recursos próprios). Acresce que a recente deliberação do Tribunal Constitucional da Alemanha anuncia uma guerra legal sobre as políticas não-convencionais do BCE.
É por isso que não consigo embarcar na euforia com que tem sido festejada a proposta da Comissão Europeia. Os recursos próprios foram desligados da proposta que vai ser debatida no Conselho, o que significa que são um "logo se vê". Até lá, o fundo de recuperação é dívida, ponto.
O BCE reúne hoje. Espera-se uma mensagem claríssima no sentido de que o programa da pandemia se irá manter e reforçar. E seria ainda mais bem-vindo um sinal de que está pronto para o financiamento monetário direto dos Estados, se as instituições removerem os obstáculos legais.
A resposta correta. Definitivamente, o BCE está a levar a crise europeia a sério. É uma pena que as outras instituições não possam dizer o mesmo...
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