Há problemas graves na narrativa dessa reportagem que induzem o leitor ao erro. A reportagem afirma que 70% das causas de mortes por SRAG em Minas não têm causa definida e secretaria admite falha em testes. Mas não é bem assim. g1.globo.com/google/amp/mg/…
Das 2220 mortes, eles afirmam que 1570 ficou sem diagnóstico. O problema é que esse trecho dá a entender que elas não foram testadas, quando, na verdade, todos os óbitos (ou pelo menos, mais de 90% de acordo com dados do SIVEP-Gripe) foram e deram negativo.e
Esses 1570 sem diagnóstico é a soma dos testados e negativos mais os não colhidos. Ali embaixo, mais uma vez, "997 mortes não tiveram diagnóstico definido" significa que foram testadas e deram negativo!
Vejam como esse trecho prejudica ainda mais a interpretação e induz o leitor a achar que a Secretaria assumiu que não faz testes. O título induz a isso, quando na verdade, a secretaria está falando apenas daquelas amostras em que não houve coleta (menos de 10% do total)
Como eu sei dessas porcentagens? Analisei pessoalmente a planilha do SIVEP-GRIPE e até fiz um vídeo sobre o assunto:
Então, aos que criticaram que eu não li a matéria, não estou aqui pra defender governador, eu defendo o pensamento científico, o ceticismo. A interpretação dos fatos como deve ser feita, pautada em ciência, sem achismos ou orientação política. 👍
Além do mais, não tem como defender uma atitude que negligencia testes deliberadamente e acha que eles nutrem curiosidade acadêmica.
Saiu o vídeo sobre isso:
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