Guilherme Caetano Profile picture
Repórter do @Estadao em Brasília. Antes: @JornalOGlobo e @Folha. Formado pela @ecauspoficial com passagem pela @univ_lyon2 pautas: guilherme.caetano@estadao.com

Jul 30, 2020, 9 tweets

Para onde vai o voto bolsonarista em SP e Rio? Eu e @rayandersong contamos a movimentação dos candidatos para aproveitar a ausência do Aliança pelo Brasil nas eleições. Em SP tem até candidato de esquerda apostando que fica com esse eleitorado: Márcio França (PSB) +

Por ter antagonizado fortemente com Doria na eleição de 2018, Márcio França calcula que terá o voto de apoiadores de Bolsonaro caso vá para o 2° turno com Bruno Covas. Ele pretende colar em Covas a imagem de Doria. Ele chama a chapa de Brunodoria, em referência ao Bolsodoria +

Márcio França realmente tem simpatia de uma parte da polícia. Enquanto foi governador, ele zerou a fila para concursos da SAP e readmitiu policiais demitidos. Ajuda o fato de que a categoria não gosta de João Doria. +

Por receio de perder o eleitorado policial, que votou em peso em Bolsonaro, França está evitando bater nele. Ele inclusive faz elogios à personalidade do presidente. Uma dúvida é: o eleitorado de esquerda vai dar chance a um candidato que poupa seu maior inimigo? +

Do outro lado, o PRTB de Levy Fidelix aposta na figura do vice-presidente Hamilton Mourão para ser "praticamente o Aliança em SP". O partido está abrigando grupos conservadores que a priori migrariam para o novo partido de Bolsonaro caso fosse viabilizado.

Levy mesmo vai se lançar candidato. Ele quer atrair as Forças Armadas para ser uma espécie de partido militar. Disse que Mourão fará as vezes de cabo eleitoral durante os fins de semana, fora do expediente presidencial, e viajará pelo país em eventos do PRTB.

Há outros movimentos. O dep. estadual Arthur do Val (Patriota), o Mamãe Falei, disse que pode naturalmente ficar com o voto daqueles que votaram em Bolsonaro e se arrependeram. O problema é que é o mesmo eleitorado de Joice Hasselmann (PSL).

O PTB de Roberto Jefferson filiou Douglas Garcia, recém-expulso do PSL, e quer também Gil Diniz. O Republicanos de Marcelo Crivella filiou Flávio e Carlos Bolsonaro. Vários movimentos para abocanhar o eleitorado bolsonarista, órfão do Aliança.

No Rio, Crivella faz seus movimentos. Como o Globo publicou dias atrás, ele procura um vice general, como aceno ao eleitorado bolsonarista. Levy já disse que pode entregar um quadro militar do partido no Rio para compor chapa com o Crivella.

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