A única reforma liberal relevante que este governo fez... ele não fez. Foi obra do governo Temer e do Congresso Nacional, Rodrigo Maia à frente.
Aos poucos vai ficando claro que este não é um governo liberal.
Ainda assim, tantos que se consideram liberais o apoiam.
¿Que passa?
Uma das maluquices de Brasil é o ‘liberal na economia, conservador nos costumes’.
Não tem nada de errado em ser conservador. É uma posição política digna que pertence ao espectro da democracia.
Mas liberal é liberal.
A visão econômica do liberalismo, no século 20, vai de Keynes a Friedman, inclui Hayek e Krugman. Porque o liberalismo é vasto, mesmo.
E, ainda assim, um fio une a todos: a crença na liberdade como fio condutor da vida.
Quando se separa a visão econômica da de vida, dá erro.
Ou é liberalismo ou não é.
Um presidente da República que defende tortura e ditadura é exatamente o contrário de liberal.
Que não entende a divisão de três poderes de Montesquieu? É a definição de um iliberal.
E aí volto a quem separa a visão econômica dos valores de vida: não dá.
O liberal que acredita que um governo pode ser iliberal em tudo menos na economia está se enganando.
Quem quer viver na barbárie chilena de Augusto Pinochet, com o rastro do sangue de dez mil pessoas?
Que tipo de defesa é essa ‘não temos liberdade mas a economia vai bem’?
Isto é um pesadelo.
O liberalismo nasce com o Iluminismo.
Que tipo de governo liberal ignora ciência para idolatrar as receitas milagrosas do Chefe Nacional?
Os liberais que acompanharam Bolsonaro não compraram gato por lebre.
Sabiam muito bem o que estavam comprando porque, desonesto, Jair nunca foi. Sempre deixou muito claro no que acreditava.
Agora, perdoem. Não existe liberalismo pela metade.
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