Deltan está saindo da coordenação da Lava Jato em Curitiba, de fato, por motivos familiares, como ele já explicou. O substituto dele (ao menos por ora) sempre demonstrou compromisso com a operação, embora ocupasse função relativamente secundária na estrutura da LJ.
A função de coordenador é pesada e repleta de armadilhas. Caso se confirme o nome de Alessandro de Oliveira, será um grande teste não apenas para ele - mas para a própria Lava Jato, num momento para lá de difícil.
A esta altura, tudo é incerto. Não se sabe Aras cumprirá a decisão de prorrogar a Força-Tarefa por 60 dias, renováveis por outros 60, e assim por diante. Ou se o Conselho Superior encontrará outra solução para as forças-tarefas - uma solução permanente.
Qualquer solução permanente requer, no mínimo, previsibilidade (nada de renovações como método de pressão), dedicação exclusiva (os casos cobram 25 horas por dia de trabalho) e algum grau razoável de autonomia operacional e estratégia.
Que a filha de Deltan tenha toda a saúde do mundo. E que seja possível manter as grandes investigações em curso no país, em diferentes jurisdições, embora hoje sob o mesmo ataque coordenado de quem detém poder político e jurídico.
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