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Trabalho com dados no @Flamengo teofb7@gmail.com

Sep 9, 2020, 7 tweets

Para quem tem um olhar atento, o golaço-aço-aço de Everton Ribeiro na última rodada traz um detalhe curioso: o camisa 7 inicia a jogada pelo lado esquerdo... Por quê?

Afinal, no 4-2-3-1 rubro-negro, Everton partia do lado direito. Tinha liberdade para flutuar pelo meio e se aproximar de Arrascaeta. No entanto, ao contrário do que se pode imaginar, raramente (ou nunca?) cruzava o campo buscando a jogada pelo outro lado.

O que aconteceu ali, então? O que Everton estava fazendo do lado esquerdo, tabelando com Arrascaeta ainda mais aberto, enquanto Michael ocupava o lado direito?

A resposta é mais simples do que parece: um escanteio o levou para lá.

Depois de cobrar o escanteio pelo lado esquerdo, os meias ficaram invertidos. Nenhuma bagunça ali, cada um sabia o espaço que deveria ocupar até que houvesse uma brecha para voltar às posições originais. Mas, antes da brecha, veio a mágica.

Não foi a única situação assim no jogo. No segundo tempo, Everton e Michael chegaram a ficar sete minutos invertidos até conseguirem trocar de lado naturalmente.

Nos últimos jogos, a linha de meias do Flamengo mostrou uma estrutura muito bem definida, mas flexível o suficiente para se adaptar ao contexto do jogo.

É a tal variação contextual:

É preciso entender essas dinâmicas para entender esse time...

O texto sobre os tipos de variação está no meu livro (bit.ly/outropatamar7) e os detalhes no vídeo foram destacados usando o @KlipDraw

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