Para quem tem um olhar atento, o golaço-aço-aço de Everton Ribeiro na última rodada traz um detalhe curioso: o camisa 7 inicia a jogada pelo lado esquerdo... Por quê?
Afinal, no 4-2-3-1 rubro-negro, Everton partia do lado direito. Tinha liberdade para flutuar pelo meio e se aproximar de Arrascaeta. No entanto, ao contrário do que se pode imaginar, raramente (ou nunca?) cruzava o campo buscando a jogada pelo outro lado.
O que aconteceu ali, então? O que Everton estava fazendo do lado esquerdo, tabelando com Arrascaeta ainda mais aberto, enquanto Michael ocupava o lado direito?
A resposta é mais simples do que parece: um escanteio o levou para lá.
Depois de cobrar o escanteio pelo lado esquerdo, os meias ficaram invertidos. Nenhuma bagunça ali, cada um sabia o espaço que deveria ocupar até que houvesse uma brecha para voltar às posições originais. Mas, antes da brecha, veio a mágica.
Não foi a única situação assim no jogo. No segundo tempo, Everton e Michael chegaram a ficar sete minutos invertidos até conseguirem trocar de lado naturalmente.
Nos últimos jogos, a linha de meias do Flamengo mostrou uma estrutura muito bem definida, mas flexível o suficiente para se adaptar ao contexto do jogo.
É a tal variação contextual:
É preciso entender essas dinâmicas para entender esse time...
O texto sobre os tipos de variação está no meu livro (bit.ly/outropatamar7) e os detalhes no vídeo foram destacados usando o @KlipDraw
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