Final de semana não é o melhor período para avaliar média móvel de óbitos em 7 dias, mas é uma alegria imensa: menos de dois dígitos no Painel COVID-19 do ES, campeão de transparência. Seguiremos resistindo e lutando.
Ontem tivemos internados em UTI-COVID, 347 usuários do SUS, equivalente aos 353 no dia 22 de maio, data em que @AGazetaES deu destaque aos 400 óbitos e 9.959 casos totais do ES.
Vila Velha trocou as celebrações por 485 anos, por luto em homenagem aos as vidas perdidas. As histórias das perdas chocavam a sociedade. Vivíamos a fase de aceleração da curva de casos. A adesão ao distanciamento social era ampla.
Passado aquele momento crítico, precisamos da crítica ao nosso momento, onde avançamos na consolidação da fase de recuperação deste "desastre epidemiológico", momento caracterizado por medidas de "reabilitação e reconstrução". Atividades sociais, econômicas vão sendo retomadas.
Não é possível retomar o distanciamento social de outro momento e não temos vacinas, não temos tratamento específico, temos um grande percentual de pessoas ainda suscetíveis e não é adequado naturalizar a doença e os óbitos.
Pedir para usar máscara, praticar distanciamento individual, evitar aglomerações corre o risco de se equivaler a advertência de dano em caixa de cigarro.
Diferente do cigarro, COVID-19 mata em dias, mata milhares. Mesmo com máscara, apertar a mão ou ficar em ambiente fechado com pessoa sintomática é risco de contrair a doença e retransmiti-la a outra pessoa. Nenhuma medida isolada protege adequadamente.
É preciso disciplina individual e respeito aos protocolos sanitários pelas instituições/estabelecimentos, sob pena de "naturalizar" no cotidiano "o perder pessoas queridas"
Da mesma forma que a culpa da inflação e do preço do arroz não é do "dono do mercado", a determinação social da saúde não me permite concluir essas sínteses alegando ser do indivíduo a responsabilidade dos resultados do enfrentamento ao COVID-19 no Brasil.
Enquanto indivíduos, quem se proteger correrá menos riscos, enquanto instituições e estabelecimentos, aderir aos protocolos é expressão de civilidade e respeito a vida e aos líderes da nação a obrigação de promover medidas sanitárias, sociais e econômicas capazes de salvar o BR.
Os líderes da nação e das instituições, assim como, os influenciadores digitais, que não forem responsáveis, cometem crime de responsabilidade com a vida e com o momento histórico que vivemos e correm o risco de uma sentença: "a história não os absolverá".
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