1/É ilusão imaginar as eleições municipais como um plebiscito sobre Bolsonaro. Muitos eleitores poderão votar em função do Pres, mas p/ grande maioria disputas locais são sobre buracos de rua, a falta de remédios no posto de saúde e o ônibus que chega tarde, cheio e custa caro +
2/Se esta não será a eleição de Bolsonaro, aposto que será o julgamento da Nova Política. O movimento da antipolítica que em 2018 elegeu Bolsonaro, Witzel, Zema, Carlos Moisés e Ibaneis Rocha. Em 2018, não ser político era bônus. Depois da pandemia, bônus é ter experiência +
3/O ambiente político mudou. 2018 foi catarse. O brasileiro era um eleitor raivoso, pronto a usar o seu voto como arma p/ expulsar os velhos políticos. Agora, o sentimento é de preocupação e medo do futuro, o que favorecem candidatos mais conhecidos e prefeitos no cargo+
4/Bolsonaro tem apenas um candidato in pectore, o problemático Crivella, cujo partido abriga as candidaturas a vereador do filho Carlos e da ex-mulher Rogéria. Ele deve escolher batalhas, como derrotar João Doria em São Paulo ou evitar que a esquerda vença em Porto Alegre+
5/Eleições municipais não servem para antecipar o pleito seguinte, mas influenciam como os candidatos e partidos se planejam. Uma derrota de Bruno Covas elimina a candidatura Doria. Um bom desempenho do PSOL em SP e Rio e da dupla PDT-PSB acentuam o isolamento do PT+
6/É no governo Bolsonaro que as eleições municipais terão influência imediata. Uma vitória de candidatos pró-Bolsonaro nas regiões mais pobres vai confirmar o poder do Auxílio Emergencial como fator eleitoral para a reeleição do presidente. Sabemos onde isso vai parar+
7/fim Saber ler 2020 será fundamental para se preparar para 2022. Meu artigo para @VEJA RT veja.abril.com.br/blog/thomas-tr…
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