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Associate Professor, Wayne State University, History/African American Studies. Opinions my own, do not reflect my employer.

Sep 16, 2020, 5 tweets

@jcaetanoleite @historianess @ktgerbs @romulopredes Certamente dá pra falar em abolicionismos.
1) O Haiti afeta de duas formas. Por um lado, bota terror no coração dos senhores. Por outro, estimula revoltas. De ambas as formas, tensiona a escravidão.
redalyc.org/pdf/1670/16701…

@jcaetanoleite @historianess @ktgerbs @romulopredes 2) O abolicionismo nunca veio de cima, mas sim foi impulsionado por movimentos populares e interclassistas com intensa participação negra, que forçou os grupos dominantes a fazer algo. Como citei num Tweet, “Power concedes nothing without a demand”, disse Douglass.

@jcaetanoleite @historianess @ktgerbs @romulopredes A abolição no México foi feita por um presidente afro-indígena (depois fuzilado) e em todas as repúblicas hispano-americanas dependeu do apoio negro aos liberais; na Grã-Bretanha, a “Guerra Batista” dos escravizados em 1831-2 da Jamaica foi essencial.

@jcaetanoleite @historianess @ktgerbs @romulopredes Nos EUA, as fugas dos escravizados e a participação negra foi essencial, antes e durante a guerra. No Brasil, a mesma coisa: a abolição teve líderes negros como Rebouças (neto homônimode traficante que denunciou a revolta dos Malês!) e contou com a fuga e desobediência escrava.

@jcaetanoleite @historianess @ktgerbs @romulopredes Então as elites tiveram poder para não fazer reparações aos escravizados (só aos senhores, como no caso da Grã-Bretanha), mas só fizeram a abolição por causa da pressão vinda de baixo (e de fatores geopolíticos e econômicos mais amplos, claro). Havia sim abolicionismos!

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