Thiago Süssekind Profile picture
Mestre em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford (2024-2025). Advogado pela Uerj. Líder estadual do Acredito-RJ (2020-2022). Torcedor do Fluminense.

Sep 20, 2020, 5 tweets

Assim como qualquer assunto num país assombrado pela polarização, querem reduzir o debate sobre volta às aulas em “sim” ou “não”. Ou, melhor, no maniqueísmo entre malvados e bonzinhos. Nada é tão simples assim. Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia

É possível estabelecer mil e um arranjos e rearranjos para uma retomada mais segura, como manter professores em grupo de risco em casa, turmas reduzidas, rodízio de alunos, mudanças físicas em escolas e tudo mais. Mas isso depende de um protocolo bem desenhado. É isso que cobram.

Eu parto de dois pressupostos:

1. Educação é primordial e aulas devem voltar em algum momento;
2. Esperar uma vacina, sem previsão e que pode inclusive nem vir a acontecer, é inviável.

A partir disso, podemos recolher evidências, ouvir especialistas e entender o que é melhor.

Mas a gente precisa ter em mente que, com a retomada econômica, tem criança na rua; que existe bastante evidência do efeito duradouro na vida das pessoas tanto de evasão escolar quanto de interrupção das aulas (como pela Segunda Guerra ou o vírus Ébola); e que tem uma pandemia.

Aqui, meu recado é o seguinte; nada é tão simples nesse mundo. A discussão não se resume a “não” ou “sim”. Dá para falar de conectividade e diferentes desenhos para uma volta às aulas. O debate deve ser sério!

OBS: Escrevi este texto em agosto: link.medium.com/JmLLFGQoW9

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