Nossa, quem diria que testes negativos não eram garantia nenhuma diante de um surto de covid entre colegas de trabalho, não é mesmo? Quem poderia imaginar que testes PCR não registrariam infecções recentes? Poxa vida, se alguém pelo menos tivesse avisado...
Essa situação pavorosa era de conhecimento de todos os que batalharam pela volta do futebol. Todos sabiam que adiar jogo a partir de um caso em umelenco - a partir do pressuposto ÓBVIO de que a contaminação poderia ter se espalhado - inviabilizaria qualquer campeonato.
Pra voltar, tinha que ser assim: se a gente tiver um PCR negativo (ou uma infecção há mais de 10 dias ou qualquer outra desculpa conveniente), vamos pro jogo. E quando acontecer no meu clube eu tento adiar o jogo. Ninguém está surpreso com a narrativa que se desenvolve agora.
Porque não bastasse todo esse circo dos horrores, a CBF ainda fez o favor de simplesmente não definir parâmetro nenhum pra adiar ou não o jogo (número de contaminados, número de jogadores disponíveis, possibilidade de adiamento no calendário, nada, não tem parâmetro nenhum).
E fez um favor maior ainda ao criar precedentes de todos os tipos: do “é, é muito contaminado, vamos adiar” (CSA na Série B, por exemplo) ao “ema ema ema... vamos pro jogo” (Goiás na Série A). Ou seja: se virem, lutem com suas armas e a gente vai resolvendo caso a caso.
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