Eu tenho um esboço de critério.
Quando o sujeito enuncia dado falso sobre algo do mundo objetivo e no qual a verificação da veracidade está ao alcance de qualquer outro sujeito, sem que se exija "interpretações", ele mente.
Se o Bolsonaro tivesse dito: "pagamos uma ótima quantia de auxílio emergencial", aí se exige que se interprete o "ótima quantia", pois não é algo "dado" no mundo, exige esclarecimento.
Pode-se achar que 600 reais não seja "ótima quantia", há quem pense que seja "boa", e há quem defende que seja "insuficiente". Cada qual deverá se justificar. Nesse caso, portanto, embora eu pense que 600 reais não seja "ótima quantia", eu diria que o Bolsonaro "exagerou".
Mas não foi isso o que ocorreu. Ele falseou deliberadamente uma informação do mundo que não NÃO ÉSTÁ SUJEITA A INTERPRETAÇÕES. Se foram pagos 600 reais ou 1000 dólares não é algo sujeito a interpretações. É dado facilmente constatável.
É dado objetivo do mundo, independente do que qualquer um pense, foram 600 reais a quantia depositada aos beneficiários.
É diferente de o Lula dizer que é inocente e o lixo do Moro dizer que ele é culpado, uma vez que há margem para uma posição e margem para a outra posição.
É isso. Fica aqui o esboço de critério.
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