Oie, pessoal!
Sou o Edu (@psic_du), psicólogo e faço parte da #EquipeMaravilha.
Hoje, eu quero conversar com vocês a respeito do #SetembroAmarelo, mês da prevenção ao suicídio.
O suicídio é um fenômeno social presente na história da humanidade e tem motivações de caráter interno e externo. Em relação aos internos, transtornos mentais (depressão e ansiedade), histórico de suicídio e dependência de substâncias psicoativas (álcool e outras drogas).
Quanto aos fatores externos, discriminações (racismo e LGBTQfobia), violências, questões culturais, socioeconômicas e outras.
Dados compartilhados pelo Ministério da Saúde, entre 2011 e 2017, afirmam registros de 80.352 óbitos em virtude do suicídio
por pessoas acima dos 10 anos, dos quais 21.790 (27,3%) ocorreram com jovens entre 15 e 29 anos.
A partir dos números apresentados, não há dúvidas que o suicídio seja um problema de saúde pública e para sua resolução haja necessidade de estratégias multisetoriais.
Tendo essa lógica como plano de fundo, desmistificar pensamentos distorcidos sobre o suicídio é uma forma de prevenção.
8 mitos sobre o suicídio:
1. Pessoas “inteligentes” não se matam: somente a inteligência não é capaz de evitar uma tentativa de suicídio.
2. “Não há casos de suicídio perto de mim. Posso ficar tranquilo”: o suicídio está próximo de todos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos alguém realiza autoextermínio.
3. “Quem pensa em se matar fica triste o tempo todo”: nem todos que apresentam ideação suicida estão tristes, outros sentimentos podem ser manifestados como raiva, medo e desesperança.
4. Pessoas que pensam em se matar estão, obrigatoriamente, com depressão:
a depressão costuma estar presentes em grande parte dos casos, mas outros transtornos mentais podem ser fator de risco.
5. Conversar sobre suicídio instiga o ato: abordar o tema de forma adequada não estimula, mas previne o fenômeno.
6. Criança não se mata: os casos ocorrem, mas podem estar subnotificados em virtude das circunstancias não serem evidentes.
7. Depois do tratamento não há risco de nova tentativa de suicídio: pessoas podem voltar a ter ideações suicidas mesmo após o término do tratamento.
Caso ocorra, o profissional responsável deve ser acionado.
8. “Só quer chamar atenção” ou “falta do que fazer”: Descaso e desvalorização da dor não são estratégias preventivas, apenas oprime quem sofre e opera para que o isolamento seja intensificado. O sofrimento não é frescura.
Por fim, caso você tenha ideações suicidas, lembre-se que existem profissionais capacitados e que podem ofertar tratamento para ajudar. Entre em contato com os serviços de saúde da sua cidade: Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família
Postos e Centros de Saúde). Apesar da campanha de prevenção ao suicídio ter mais evidência no mês de setembro, saiba que esse assunto se estende para o ano todo.
Fonte: saude.gov.br/images/pdf/201…
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