Fiz um fiozinho com alguns dados sobre vacinação no mundo :) esses dados que traduzi podem facilmente ser verificados e obtidos através do site Our World in Data (link nas referências)
Vamos aos FATOS?
Aqui, o gráfico mostra a cobertura vacinal global de crianças de 1 ano com algumas das vacinas mais importantes recomendadas pela @WHO . Para muitas vacinas essenciais, a cobertura em 2018 foi muito superior a 80%.
No entanto, as taxas de vacinação ainda não são suficientes :(
E estão cada vez menos suficientes, devido à queda da cobertura vacinal (ou seja, nº de pessoas que estão se vacinando)
noticias.uol.com.br/colunas/jamil-….
A vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP) é frequentemente usada como a principal métrica para a cobertura vacinal global porque é um bom indicador para o acesso aos serviços de vacinação de rotina.
Em 2018, a cobertura da terceira dose de DTP era de 86%. Isso significa que de 135 milhões de menores de 1 ano, mais de 19 MILHÕES não receberam imunização completa. A cobertura da 1ª dose de DTP foi de 90%, indicando que 13,5 milhões de crianças não foram vacinadas em 2018.
Ainda, em 2018, apenas 35% das crianças em todo o mundo receberam a vacina contra o rotavírus, que protege as crianças contra doenças diarreicas - uma das principais causas de mortalidade infantil.
A vacina pneumocócica que protege as crianças da pneumonia - a principal causa de mortalidade infantil - atingiu apenas 47% das crianças de um ano. São níveis muito baixos que, nessa cobertura, colocam em risco a vida das crianças como um todo.
Nesse gráfico, mostro a linha do tempo de inovação no desenvolvimento de vacinas. Cada barra começa no ano em que o agente infeccioso foi associado à doença e termina no ano em que a vacinação contra esse agente foi licenciada nos Estados Unidos.
Para algumas doenças, houve um período de tempo relativamente curto entre a associação do agente infeccioso à doença e o momento em que a vacina foi desenvolvida. O mais rápido foi 10 anos para o sarampo. Hoje sabemos que a caxumba levou 4 anos para ser desenvolvida.
Podemos notar que, para doenças como a malária, esse tempo pode se estender para mais de um século desde que o agente foi associado à doença. Alphonse Laveran descobriu em 1880 que o parasita Plasmodium é a causa da malária.
E aqui, podemos observar o quanto as vacinas nos ajudaram, considerando só o contexto dos EUA, para o enfrentamento de doenças infecciosas. Essa imagem mostra a redução de casos e mortes por doenças evitáveis por vacinas nos EUA após a introdução de cada vacina.
Esses dados foram publicados por Roush e Murphy (2007) e os dados podem ser visualizados na tabela abaixo: ourworldindata.org/roush-and-murp…
Vacinas funcionam e é irrefutável o quanto elas preveniram mortes por essas doenças. Acha que não? Dá uma olhada no próximo tweet
Esse gráfico mostra o número de mortes globais causadas por algumas das doenças mais comuns e graves que podem ser prevenidas com vacinas em 2017, no mundo.
Ao olhar os dados do Brasil, SOMENTE no ano de 2017, já podemos observar o grande impacto positivo que as vacinas têm na saúde pública. Existem mais doenças para as quais as vacinas estão disponíveis agora e ainda mais estão em desenvolvimento atualmente.
A @WHO publicou uma lista de 26 doenças para as quais existem vacinas - incluindo encefalite japonesa, doença pneumocócica, varicela/catapora, HPV, hepatite A e rotavírus.
who.int/immunization/d…
Por que estou dizendo isso?
Em junho, 50% dos Americanos afirmaram que tomariam a vacina da COVID-19 sciencemag.org/news/2020/06/j…
Em Agosto, foi pubicada uma reportagem alegando ceticismo sobre a eficácia das vacinas e uqe muitos não tomariam a vacina da COVID-19
cnnbrasil.com.br/saude/2020/08/…
Ainda em Junho, foi noticiado o crescimento de movimentos antivacinação em meio a pandemia da COVID-19
brasil.elpais.com/ciencia/2020-0…
Deixo esse fio, que já tem um tempo que fiz, com uma reflexão sobre vacinas ao longo da história e a preocupante queda da cobertura vacinal que estamos vendo aqui no Brasil
E lembrem-se:
@TaschnerNatalia @dogarrett @Capyvara @oatila @luizacaires3 @andre_biernath @g1cienciaesaude @CNNBrasil @CBNoficial @Pirulla25 @ananias_1979 @analise_covid19 @grupo_infovid @obscovid19br @rafalpx @marivarella @veramagalhaes @binerighetti @bollemdb @melmarkoski @otavio_ranzani
Link dos gráficos e imagens (e muitas outras que não entraram aqui): ourworldindata.org/vaccination
Fio do @dadourado sobre movimentos anti-vacina no Brasil
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